quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Confissão de adolescente

Pois é, acontece. Hoje estava com vontade de dar uma dançadinha. E me pus a dar uns pulinhos aí com Human, do The Killers, minha canção preferida nos últimos dias. Um resgate do melhor dos anos oitenta, um pouco mais sujo, com boas letras. Para mim uma boa banda de pop/rock ou mesmo alternativa é aquela que consegue se encaixar naquele espaço entre genialidade e cultura de massa. Em suma, sendo um pouco genial, mas sem ser "cabeça" demais, e tentando insuflar uma dose de energia em quem ouve. Não pode ser meio termo quando o papo é energia e catarse. Deixem a genialidade para as "altas culturas". Se queres rock, pop, alternativo, fique a meio caminho. O resultado é "batata", como diria Nelson Rodrigues.
Por isso, como não quero genialidade e as massas me incomodam, dancei The Killers.

http://www.youtube.com/watch?v=n6r4KT8-VX0

E depois fui lá relembrar o suicidado e incompreendido Nick Drake, a grande promessa da música inglesa no começo do anos 1970.

http://blog.uncovering.org/archives/2007/11/nick_drake_1972.html.

Fechei com a imagem do leste europeu (meu, quero muito viver num lugar cinza assim, é sério). Peace, do Depeche Mode. Great, great. Nem genial, nem de massa. Depeche é o ápice da sabedoria na música pop. Podes crer. Percebam o tecladão europop a la Alphaville em várias partes da música. Lindo. Lindo.

http://www.youtube.com/watch?v=bzMkaSi6JTQ

Sofrer  degolas  diárias  nos  faz  criar  cada  vez  mais  artérias. Nunca  tem  fim. A  vida  é  vermelha. A  crueldade é  branca. O  azul...