quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vazio e náusea

Estava com um vazio existencial fudido. Então, comi parte da minha biblioteca. Um Kierkegaard, um Camus, dois Sartre, dois Sábato. E, porra, quando me lembrei que ainda tinham uns calhamaços do Dostoiévski, aí, meu bom, senti náusea.

Sofrer  degolas  diárias  nos  faz  criar  cada  vez  mais  artérias. Nunca  tem  fim. A  vida  é  vermelha. A  crueldade é  branca. O  azul...