sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

estava pensando em como os sonhos não podem ser bons muito menos perfeitos. nunca. se são bons queremos continuar sonhando. não parar o nosso projetor subconsciente. assistir mais ao filminho bacana romântico de aventura etc. se são ruins queremos sair logo deles. abandonar nossa sala de projeção interna. mas geralmente nesse caso de filmes de terror drama etc o nosso projetor não para. acredito então que esse nosso projetor subconsciente de filmes quero dizer sonhos é uma espécie de aparelho sádico manipulado quem sabe por um senhorzinho muito experiente no assunto de frustrar o espectador cortar momentos de clímax além de ser um grande prolongador de cenas de pânico.
sonhei que havia sementes em meus olhos. elas brotaram. foram crescendo. exorbitaram minhas órbitas. galhos e folhas. nas pontas dos galhos outros olhos. passei a ter mais de mil. que eram ao mesmo tempo sementes a brotar novas folhas galhos e olhos. eu podia ver tudo de todos os ângulos. vigiava julgava tudo que via. punia. eu sonhei ter medo de virar um repressor. o excesso de olhar pode nos deixar cegos.

Pequeno Gianluca.