sexta-feira, 22 de abril de 2011

Cidade-modelo anoréxica tropeça e cai na passarela

Curitiba 3 X 1 São Paulo. Mas isso não é futebol. É o índice de violência da cidade-modelo com anorexia em relação a maior metrópole das Américas. A nossa capital-exemplo só cuida da região central e se esquece da periferia, e sempre foi assim. Curitiba é elitista. Seus políticos, na maioria, são amadores e sem ideologia definida. A maioria dos veículos de comunicação têm o rabo preso e só denunciam certos fatos quando suas finanças são afetadas pela falta de investimentos em publicidade governamental. Os jornalistas, também em grande parte, não todos é claro, são meros assessores de imprensa dos donos do chiqueiro e não têm peito pra denúncia. A população em boa parte(reafirmo, não todos) é reacionária e de direita. O saneamento básico, só pra mudar o assunto, mas nem tanto, é outro dado péssimo. E ninguém comenta. O governo municipal só sabe tapar buracos e criar "novas vias". Política de engenheiro. Isso é que dá anos de enganação da era Lerner. De um embelezamento urbano burguês a la Reich. (Quem assistiu à Arquitetura da Destruição sabe do que estou falando). E, agora, então, pior, entramos na era do gelo. Do congelamento do desenvolvimento humano. Da falta de políticas públicas e participativas eficientes de educação e cultura., por exemplo. Tudo isso atomiza a cidade. Mas nossos politicos nem sabem o que é atomização de uma metrópole. São em sua maioria incultos, não são leitores, não são pesquisadores desses assuntos, mesmo que só por interesse pessoal, sem fins acadêmicos, mas sociais. Curitiba tem se tornado uma cidade-problema há anos. Esses dados da Gazeta estão bastante atrasados em termos de divulgação. Essa pesquisa é do ano passado. Não sei por que só agora resolveram publicar isso. Desavenças políticas? Não sei. Não me interessa. Só sei de uma coisa: essa cidade precisa defnitivamente de um governo de perfil socialista, no caráter mais atual desse, e não da politicagem desses filhotes crassos da elite ignorante acabando um pouco a cada dia com a "cidade-modelo", que agora tropeça na passarela, volta pro camarim humilhada, anoréxica, mas de nariz empinado, achando ainda que é top model. A cidade sorriso, de boca banguela. E o Paraná, o Paraná segue na contramão do retorno do pensamento socialista da América do Sul, na contramão do pensamento coletivo. Sofre de um "delay" neoliberal da era FHC. É anacrônica politicamente. Um salão de estética urbana que não entende nem o conceito de vias expressas e constroi uma linha verde cheia de sinaleiros, poluída visualmente por luzes excessivas que confundem o motorista, e por isso e outras o ganho de tempo para a população chegar aos lugares mais longes da cidade não foi tão grande assim. E, ó, só pra completar: se eu fosse o John Casablancas, ou outro f.. do tipo, já tinha dado as contas pra modelo topetuda faz tempo. E tenho dito: linka o link: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=998243

1 comentários:

  1. Pois é. Curitiba pode virar um verdadeiro inferno, da noite pro dia, basta trazer um monte de artistas internacionais famosos para morar aqui. Antes que isso aconteça, é preciso reorganizar a cidade, contactar a população de uma forma objetiva. Qual a resposta para esta questão? Um exército de pichadores? Soltar os cachorros,literalmente os vira-latas, em cima dos caras de bunda. Em Curitiba, no marco zero, os macacos serão os novos dentistas.

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