sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Imre Kertész

"Ouvi dizer que o talento para escrever — ao menos em parte — não é o mesmo que o olhar imóvel, a estranheza, que depois pode se transformar em palavras. É um meio passo, uma distância de um meio passo. Por outro lado, sempre caminho junto com as coisas, os acontecimentos sempre me atingem, os fatos sempre me perturbam e me submergem"

Amargo, personagem do livro "Liquidação", do húngaro Imre Kertész, que finalmente vou descobrindo.

"... o único resultado da minha vida era ter conhecido a estranheza que me separava dela".

trecho da carta de B., personagem que se suicida e deixa um bilhete para Sára, sua amante. (Imre Kertész)

mais sobre o cara, aqui: http://kaddishplay.wordpress.com/about/about-the-book/

foto do escritor quando de sua deportação para o campo de Auschwitz, em 1944.




Sofrer  degolas  diárias  nos  faz  criar  cada  vez  mais  artérias. Nunca  tem  fim. A  vida  é  vermelha. A  crueldade é  branca. O  azul...