<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810</id><updated>2011-12-13T16:39:35.733-08:00</updated><category term='paulo venturelli'/><title type='text'>sandriniblog</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>100</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5405073705571371139</id><published>2011-12-12T19:10:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T16:39:35.738-08:00</updated><title type='text'>Cabo de aço no pescoço (ou oração de natal)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7GPEhSWJJjQ/TudGuuxucXI/AAAAAAAAAM8/wBhxnYqpRxI/s1600/suicidio_enforcamento.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 273px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685590823223062898" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-7GPEhSWJJjQ/TudGuuxucXI/AAAAAAAAAM8/wBhxnYqpRxI/s400/suicidio_enforcamento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando a noite te engole em canais de TV a cabo e te passa um cabo de aço no pescoço e te enforca até o amanhecer quase todas as noites, você não deve se render às pílulas soporíferas. Procure um canal evangélico, católico. Ouça os pastores. Procure a redenção nos afetos falsos do marketing de jesus. Do deus cruel que antes queria teu sacrifício, tua carne no holocausto, e agora quer teu salário e tua fidelidade. Procure ainda a paz noturna num travesseiro de ervas aromáticas, isso pode te acalmar e te aliviar a consciência de vencedor no mundo do Deus mercado. Ou mesmo faça meditação budista, isso pode te dar a falsa sensação de dever cumprido, de estar ajudando o mundo, criando novas energias enquanto Israel sufoca a Palestina. A China, o Tibete. Ou faça um mantra. Bem, bem sussurado. O silêncio é o que esperam de nós enquanto o mundo estrebucha de dor, às vezes na própria rua da tua casa, do teu bairro, ou no Haiti. Descubra que a redenção kitsch da classe média branca é ir consultar um pai de santo para dar conselhos e se prevenir contra os males enviados a você por invejosos. Tua vida amarrada na boca de um sapo. Sim, a você, dotado até mesmo de uma mediunidade arrogante. Afinal, todos hoje podem ter dons mediúnicos. Mas nada disso pode aliviar se em nossa consciência pulsar uma noite violenta, uma noite insone. Uma noite reverberante de consumidores de crack aí na esquina da tua casa. E tudo que você quer é proteger seu clã. Mesmo que, para isso, tenha que dizimar todo o mal ao seu redor. Crianças, não as suas, inclusive. Uma noite em que políticos fazem desvanecer os direitos básicos daquilo que entendemos por democracia. Se é que isso de democracia não seja a denominação política mais inescrupulosa e falaciosa da atualidade. Se dormimos, temos pesadelos. Se sonhamos, nada pode se aproximar da realidade, a não ser mesmo os simbólicos pesadelos. Estes sim são próximos da vida. A vida miserável dos canais de TV, a vida miserável da classe hegemônica e da proletária. A vida doente de velhos políticos obesos de mau caratismo de tanto se empanturrar da coisa pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, são os anúncios de natal. Compremos em lojas que se utilizam de trabalho escravo, na China, aqui, no Timor Leste.&lt;br /&gt;Adquira sua cota de bem estar enquanto na noite dos insones, papai noel entra pela chaminé, que raramente existe em nossos lares tropicais, e borrifa gás de pimenta nos olhos da tua família e ainda por cima leva aquilo (não deixando presente algum) que lhe é mais precioso, sua felicidade comprada em embalagens não recicláveis. E, ainda por cima, leva também seu voto para algum corrupto partidário que seguirá impunemente.&lt;br /&gt;E em breve estaremos felizes outra vez. As telenovelas serão substituídas por programas eleitorais. E o mais que nos ofertarão serão cabos. Cabos de TV para nos enforcar no nosso silêncio roto e conivente, para nos matar, a todos, em vida. Nos canais abertos, não há cabos. Simplesmente aberturas. Grandes buracos negros para onde seremos empurrados. Sempre em silêncio. Ou insones.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5405073705571371139?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5405073705571371139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/12/cabo-de-aco-no-pescoco-ou-oracao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5405073705571371139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5405073705571371139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/12/cabo-de-aco-no-pescoco-ou-oracao-de.html' title='Cabo de aço no pescoço (ou oração de natal)'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7GPEhSWJJjQ/TudGuuxucXI/AAAAAAAAAM8/wBhxnYqpRxI/s72-c/suicidio_enforcamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2737408980176789343</id><published>2011-11-11T10:35:00.000-08:00</published><updated>2011-11-11T10:36:15.417-08:00</updated><title type='text'>Trecho de uma novela nova. A narração é feita por um casa, que é personagem principal... e talvez única. Contudo, ainda está sem título.</title><content type='html'>Para Wilson &lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=608128158" hovercard="/ajax/hovercard/user.php?id=608128158"&gt;Bueno&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tenho certeza de que vocês [leitor, leitora, leitores, leitoras] esperam que eu conte das famílias que aqui viveram dentro de mim, seus hábitos, cultura, língua, feições, roupas, tudo o mais que possa ajudar a enformar seres humanos e a época ...[com todos os seus matizes de sentimentos individuais, históricos, sociais, econômicos etc. etc.] em que estiveram inseridos. O que tenho a lhes dizer é que, em verdade, não estou aqui para falar de humanos ou da condição humana. Já ouvi dizer, quando um professor de literatura aqui vivia, e vou citá-lo só para que não me acusem de não falar de homens, que a literatura, dizia ele, e acho que toda a crítica lugar comum diz isso, sempre trata da condição humana. Mentira, conversa fiada, e estou cá para provar que não, sou uma casa e a história de uma casa é a que vou contar. E, aliás, me dou ao direito de, como um escritor de narrativas curtas, fazer meu recorte, selecionar um ponto de partida e um de chegada, e óbvio que, assim sendo, estou pensando em uma estrutura clássica, com começo-meio-fim, essa fórmula tão em desuso já há décadas, mas que para mim muito me satisfaz, pois não nasci em tempos hipermodernos, e se não tenho bem a certeza de quanto tempo faz que me erigiram neste local, ao menos, cá comigo, aqui dentro de mim, no meu âmago, como dizem vocês humanos, tenho essa sensação clara de que não vim ao mundo em tempos ultramodernos, muito menos em tempos pós-modernos, sendo assim não suporto a fragmentação, a falta de ideologia, essas coisas típicas dos humanos da era pós-tudo. E pois, sim, tenho ideologia. Sou uma casa com ideologia. E se a ideologia não faz mais parte dos ideais humanos, então pode-se afirmar que a ideologia já não é uma condição humana. Contudo, pode ser a condição de uma casa ou daquilo que já não é mais estritamente humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tenho de eleger um recorte, então, um ponto de partida e um de chegada para contar de minha vida, ou melhor, parte de minha vida, então digo que também vou já escolhendo um gênero. Pois a falta de gêneros definidos me deixa um tanto irritada. Essa coisinha tão pós-utópica! Voltando: se eu fosse escrever um livro, com gênero, claro, este seria de contos pelo simples fato de que os contos são mais acessíveis em um mundo em que as pessoas já há muito tempo não têm tempo para nada, e isso inclui a leitura de narrativas muito extensas, que, para mim, trazem consigo um ideal bastante burguês, pois apenas os que têm tempo de sobra e não precisam se preocupar em conquistar dia a dia a sobrevivência e ainda por cima possuem uma poltrona de leitor bastante confortável e cara, e vivem num local silencioso, distante dos burburinhos modernos e pós, é que podem realmente se dar ao luxo de se deleitarem com um livro de quatrocentas páginas repletas de diálogos antecipados por verbos de elocução e travessões. Realmente um desperdício de espaço da página impressa, um crime contra o meio ambiente. Um conto, portanto, vou contar um conto, que é mais acessível, e os leitores podem ler dentro de um coche, bonde, ônibus, metrô, trem, enquanto vão para o trabalho, viajam etc...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2737408980176789343?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2737408980176789343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/11/trecho-de-uma-novela-nova-narracao-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2737408980176789343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2737408980176789343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/11/trecho-de-uma-novela-nova-narracao-e.html' title='Trecho de uma novela nova. A narração é feita por um casa, que é personagem principal... e talvez única. Contudo, ainda está sem título.'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2671073998853054311</id><published>2011-10-20T09:19:00.000-07:00</published><updated>2011-10-20T09:20:33.866-07:00</updated><title type='text'>Agradecimento aos amigos, ontem, no Jokers.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(Aos coroneizinhos um abraço do urso que é amigo da onça)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Quero publicamente agradecer a todos que estiveram ontem no Jokers, para o lançamento da série Livros que não param em pé, com obra de Assionara Souza, Luci Collin e deste que cá escreve. Foi muito bom ver a casa lotada, cheia de boa energia, quebrando nosso estigma autofágico. Foi uma celebração, celebração pela literatura, não pela politicagem literária.&lt;br /&gt;Não vou citar os nomes que estavam lá com o risco de deixar gente querida de fora. Todos vocês (e vocês sabem quem são), que ali estiveram, fizeram a noite ser mais esperançosa, ao menos para mim que estou nessa luta pela nossa literatura há alguns anos. Nossos recursos são modestos. Mas creio que com eles vamos tirando umas montanhas do caminho. Foi muito bom ver por ali os novos ao lado dos artistas mais experientes, sentados por vezes à mesma mesa, sem empáfia, sem aquele “fingir que nunca viu”.&lt;br /&gt;Lançar qualquer produto cultural em Curitiba não é uma facilidade. Não temos imprensa, não temos crítica, não temos jornais e revistas de literatura e arte, os canais de distribuição praticamente inexistem. Porém, o pessoal de um modo ou de outro está fazendo. Tenho que ser franco sem ser demagógico: temos uma boa lei de cultura municipal, que precisa ser discutida ainda em alguns aspectos com os dirigentes, com os produtores e também com a sociedade que é quem recebe esses produtos, mas que é um recurso que bem aproveitado rende frutos muito maduros. Recebi ontem mesmo um CD duplo lindo das mãos da Edith do Wandula, produção de primeira, música de primeira... feita com lei de cultura. E muitas outras coisas acontecem nesta cidade. O fato é que os produtores precisam dialogar mais, se encontrarem e pensarem soluções. Cinema com literatura, teatro com cinema, teatro com literatura, dança com cinema e teatro e literatura, artes plásticas com dança e literatura e cinema e etc etc etc. Precisamos utilizar os nossos espaços para dar vazão a vozes que vêm sendo represadas por alguns grupos (ao menos na literatura isso acontece) que teimam em achar que em Curitiba não existe nada. E são essas pessoas que vão fora daqui dizer que por aqui só há escritores (no caso da literatura) conhecidos nacionalmente e o resto não existe. São esses que chamam os nomes da cidade para tapar buraco em seus eventos quando as “grandes estrelas” de fora não podem vir. São esses que tomam as instituições públicas para fazer política de vista grossa. Que fazem curadoria de eventos à base do copy and paste da programação do evento anterior que eles mesmos fizeram. São bienais. Feirinhas de literatura. Salõezinho e etc etc. Só falta um chazinho cultural promovido por essas verdadeiras tiazinhas reprimidas e autoritárias da cultura. Será que essas pessoas não percebem o mal que fazem à cultura? Ah, sim, eles percebem muito bem. São assassinos de talentos; não, pessoas da cultura. Eles querem o poder. Mas é um poderzinho débil que só serve para massagear o ego de idiotas que se autoenganam e se auto-promovem.&lt;br /&gt;Cá, do meu lado, eu afirmo que sempre jogarei num time que não vende sua ideologia. Se for para ocupar posições, as minhas sempre serão contra esses projetos dos pequenos fascistas. E o pior é que são pessoas inteligentes, teriam tudo para fazer coisas mais generosas pela cultura local. Mas no fim só querem auto-promoção. “Eu estarei hoje com não sei quem...”. “Hoje eu viajo para discutir literatura com não sei quem” e nheco nheco e blá blá blá. Isso pra mim não é cultura é (desculpem o termo) punheta de nego xarope.&lt;br /&gt;Sei que a partir deste texto minha figura pode ser cortada de várias coisas por aí. E já estou sendo cortado. Mas não ligo para isso. Sinceramente, se ligasse estaria fazendo o jogo da vaidade (jogo de playground de escolinha particular, diga-se de passagem) que eles tanto gostam e praticam. Sempre que me dão um tapa na cabeça eu levanto e faço mais e melhor. Essa é a ideia que deve permear nossas mentes. Mais e melhor. Se querem reduzir nossa cultura a três nomes, infelizes deles que desconhecem as bases da própria cultura, e não sabem que as pessoas se mexem, se movimentam, produzem e vão por aí levar o nome do nosso lugar de enunciação que é Curitiba, sem margens aqui ao provincianismo. Provincianismo que é coisa de gente medíocre, de coronelzinho que quer reinar sozinho.&lt;br /&gt;Para fechar: agradeço novamente a vocês todos. Vocês quando unidos são uma força gigante.&lt;br /&gt;Se os espaços muitas vezes se fecham para os daqui, busquemos alternativas. Se a imprensa não fala, dane-se a imprensa. As redes sociais são fortes, os blogues, os sites: tudo está nas nossas mãos. Essa gente-coronel é anacrônica, não estarão aí para sempre, nós vamos durar mais que eles. Eles cuidam de atirar no próprio pé. A cegueira faz isso.&lt;br /&gt;Quero dizer ainda que a Kafka está enviando gratuitamente livros seus, feitos com dinheiro público, por meio da lei municipal de incentivo à cultura, para cerca de 500 bibliotecas deste país e também do exterior, para levar outros nomes da nossa literatura pra esses lugares. E, claro, a literatura da nossa cidade que já tem grandes nomes como Jamil, Karam, Leminski, Dalton, Wilson, Valêncio mas que também tem visto surgir outros como Emerson Pereti, Mayra Coelho, Joana Corona, Lindsey Rocha, Irley Thiago, Edson Falcão, Luiz Felipe Leprevost, Fabiano Viana e etc etc etc...&lt;br /&gt;Adianto que temos pela frente outros livros de autores daqui em processo de edição. Do Severo Brudzinski, do Antonio Cescatto, do Paulo Venturelli, da Regina Benitez (recuperação de seus livros), do Emerson Pereti, as peças de teatro do Karam, e os novíssimos que ainda não saíram em livro, caso do André Knewitz, João Paulo Partala, Irley Thiago e etc. etc. etc.&lt;br /&gt;E tenho que completar: ninguém vai impedir que o que fazemos seja lido. Uma pessoa que pegue nossos livros lá em Alhures do Sul e leia sem jogo de interesse, terá realmente valido muito mais a pena do que ganhar dez páginas de um veículo de comunicação. Podem nos cortar de vários locais e instituições e eventos, mas jamais cortarão nosso ímpeto. O que eles têm chama-se medo do debate de ideias, ideologia e intelecto.&lt;br /&gt;Obrigado aos amigos. Aos verdadeiros.&lt;br /&gt;Aos coroneizinhos um abraço do urso que é amigo da onça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2671073998853054311?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2671073998853054311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/10/agradecimento-aos-amigos-ontem-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2671073998853054311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2671073998853054311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/10/agradecimento-aos-amigos-ontem-no.html' title='Agradecimento aos amigos, ontem, no Jokers.'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2692143180341856316</id><published>2011-10-12T06:57:00.001-07:00</published><updated>2011-10-12T07:12:09.636-07:00</updated><title type='text'>LANÇAMENTO DA SÉRIE LIVROS QUE NÃO PARAM EM PÉ</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XJdA2M4AvKE/TpWf0htkSkI/AAAAAAAAAMY/VZuK8Wqdt6c/s1600/Kafka%2Bconvite%2B%2Bdia%2B19%2Bout%2BJokers.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 399px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662607831239772738" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-XJdA2M4AvKE/TpWf0htkSkI/AAAAAAAAAMY/VZuK8Wqdt6c/s400/Kafka%2Bconvite%2B%2Bdia%2B19%2Bout%2BJokers.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;KAFKA EDIÇÕES&lt;/span&gt; VOLTA À CENA. AGORA COM MAIS 3 TÍTULOS: &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;"COM QUE SE PODE JOGAR"&lt;/span&gt;, ROMANCE DE &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;LUCI COLLIN&lt;/span&gt; (MENÇÃO HONROSA NO PRÊMIO CIDADE DE BELO HORIZONTE); &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;"O REI ERA ASSIM"&lt;/span&gt;, NOVELA DE &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;PAULO SANDRINI&lt;/span&gt;, CUJA VERSÃO BEM REDUZIDA SE ACHA NO LIVRO "GERAÇÃO ZERO ZERO", ORG. POR NELSON DE OLIVEIRA COM OS SEUS 21 MELHORES ESCRITORES SURGIDOS NO COMEÇO DO NOVO MÎLÊNIO NO BRASIL; &lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;"OS HÁBITOS E OS MONGES"&lt;/span&gt;, LIVRO DE NARRATIVAS DE &lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;ASSIONARA SOUZA&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É A SÉRIE &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;LIVROS QUE NÃO PARAM EM PÉ&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E ANO QUE VEM SERÃO MAIS SETE OU OITO NOVOS TÍTULOS. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ESSE ANO AINDA TEMOS A PUBLICAÇÃO DA NOVELA "CLOACA", DE ANTONIO CESCATTO. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;MAIS NOVIDADES AINDA TEREMOS ANO QUE VEM. ESPERO QUE A CIDADE GOSTE DO QUE VEM POR AÍ. SERÁ COISA MUITO BOA. CERTEZA.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;LANÇAMENTO: 19 DE OUTUBRO DE 2011&lt;br /&gt;HORÁRIO: 21 HORAS&lt;br /&gt;LOCAL: JOKERS&lt;br /&gt;CIDADE: CURITIBA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;DETALHES VER NO CONVITE ACIMA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2692143180341856316?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2692143180341856316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/10/lancamento-livros-que-nao-param-em-pe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2692143180341856316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2692143180341856316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/10/lancamento-livros-que-nao-param-em-pe.html' title='LANÇAMENTO DA SÉRIE LIVROS QUE NÃO PARAM EM PÉ'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XJdA2M4AvKE/TpWf0htkSkI/AAAAAAAAAMY/VZuK8Wqdt6c/s72-c/Kafka%2Bconvite%2B%2Bdia%2B19%2Bout%2BJokers.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2924329326754832183</id><published>2011-09-25T07:30:00.000-07:00</published><updated>2011-09-25T09:34:03.922-07:00</updated><title type='text'>Eu Rock in rio de tudo e você?</title><content type='html'>Essa é a cobertura especial de Paulo Sandrini sobre um dos maiores festivais de música do mundo. O que não quer dizer que seja um dos melhores, como se pode perceber. Direto da Cidade do Rock veja o que a imprensa não está falando sobre o RIR (a sigla do evento é sugestiva)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;RECLAMAÇÕES SOBRE O FOX ROCK IN RIO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consumidores que compraram o modelo da Volks Fox Rock in Rio têm levado o carro de volta às concessionárias com reclamações do tipo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- esse carro tá parecendo o show da Kate Perry, não engrena nem a pau;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- tem uns barulhinhos que vêm da parte eletrônica e lembram muito a vozinha com efeito de esquilo espacial da Rihana;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-o motor tá feito o show dos Paralamas do Sucesso, totalmente fora do ponto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- esse carro tá parecendo a Cláudia Leite, vem pelado de fábrica;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, também há consumidores satisfeitos, porque o porta-malas é o maior da categoria, consegue carregar NX Zero e Stone Sour na mesma viagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A assessoria de imprensa da Volks do Brasil comunicou que gostaria de ter lançado durante o evento o New Beatle Rock in Rio, mas a presença de Paul McCartney na programação ia no sentido contrário à imagem do novo modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;L.E.R (lesão por esforço repetitivo)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Ministério do Trabalho resolveu fazer inspeções durante o show do NX Zero, pois tinha gente alegando que o vocalista Di Ferrero a cada uma frase que cantava exigia umas cinco vezes que o público levantasse os braços e pulasse, gritando: "Aí, galera, levanta o braço e sai do chão!". O que gerou lesões em muitos dos fãs dos eminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;BARMEN BAND&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Muita gente não conseguiu identificar se os músicos do Stone Sour eram de rock pesado ou não, pois estavam fantasiados com roupas de barman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;COMOÇÃO NACIONAL À VISTA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A população brasileira anda temerosa de uma nova situação de comoção nacional, pois o Milton Nascimento só aparece quando morre um presidente, um piloto de fórmula 1 e coisas do tipo. E ele anda muito presente na cidade do rock. Medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;REVELAÇÃO NACIONAL&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Maria Gadú é a revelação nacional e se confirma como substituta à altura de Cassia Eller, é chata e pasticheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;LUCRANDO DUAS VEZES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivete Sangalo lucra duplamente no Rock in Rio: aparece como a própria Ivete Sangalo e também como a loira Cláudia Leite. A voz é a mesma, as músicas são as mesmas, a dancinha é a mesma. Mas tem gente que acha que a Bahia tem duas cantoras super famosas (e metidas), mas na verdade é uma só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;COPACANA CLUB&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A banda curitibana troca, a pedido dos nativos, o festival do Rio por um muito melhor (pois tudo em Curitiba é muito melhor que no resto do mundo): o Rock in Rio Belém. Aliás, o festival curitibano já confirmou a presença dele, que já havia sido aclamado como o responsável pelo grande show de 2010, Odair José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;A BUNDA MAIS BONITA DA CIDADE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A banda curitibana, fenômeno da internet, se nega a participar do Rock in Rio, pois para ser a banda mais bonita no Rio, os curitibanos iam ter que malharrrrr muito numa academia e então virar A bunda mais bonita da cidade, desistiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;FRIO NO RIO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Duas bandas gringas foram chamadas para esfriar os ânimos cariocas: Snow Patrol e Coldplay. Pra esquentar: Red Hot Chili Peppers. Para deixar a coisa morna e sem graça chamaram os brasileiros mesmos: Capital Inicial e Maria Gadú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;POR UM MUNDO MELHOR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Resolvendo apoiar de verdade seu próprio projeto social "Por Um Mundo Melhor" a organização do Rock in Rio decide que não vai mais fazer o festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;PALCO OUTROMUNDO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Depois de ressuscitar Elton John e Gun's and Roses, festival carioca promete para a próxima edição Michael Jackson e Amy Winehouse no Palco Outro Mundo (que conta com direção do Chico Xavier).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;VERSÃO GAÚCHA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como gaúcho é orgulhosso e marrento, resolveram por lá fazer o Rock in Rio Grande do Sul. A banda gringa que abre o festival é a Engenheiros do Hawaii, banda havaina formada só por gaúchos. Outra banda gringa já confirmada é a Fresno, banda californiana também formada só por gaúchos. E para não ficar por baixo, os gaúchos trazem até mesmo uma banda de outro planeta: Júpiter Maçã. E garantem: os Ets dessa banda são todos gaúchos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;SAMPA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A banda capixaba Dead Fish está confirmada como a principal atração do Rock in Rio Tietê, em Sampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ROCK IN RIO UPP&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Confirmado: The Police abre a versão UPP do Rock in Rio, no morro do Alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;PRA FECHAR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Brasileiros acham que Chico Buarque é a atração mais importante do Rock in Rio. É que não dava para ficar uma semana sem falar da genialidade do Chico Buarque, mesmo ele não estando no RIR. Os cariocas aprovaram a escolha e os baianos contestaram e elegeram o Caetano e o Gil por conta própria... Os universitários brasileiros apoiaram ambas as escolhas, pois são muito criteriosos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2924329326754832183?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2924329326754832183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/09/eu-rock-in-rio-e-voce.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2924329326754832183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2924329326754832183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/09/eu-rock-in-rio-e-voce.html' title='Eu Rock in rio de tudo e você?'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-3055594260411878437</id><published>2011-09-23T12:23:00.000-07:00</published><updated>2011-09-23T12:24:51.723-07:00</updated><title type='text'>Trecho de um romance inédito</title><content type='html'>&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Incurável, doutor!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Houve um tempo de leveza. Um tempo ensolarado. Mas já foi há muito, doutor... Foi bem no início. Acho que na infância. Ou começo da adolescência. É... bem no início. E todo início é uma explosão de luz, não é, não? Fiat lux, doutor! Pois é, se é! E eu digo e afirmo que ali eu vivi na plenitude. Mas foi num tempo, num tempo que vai tão longe! Meu corpo era esguio, minha mente sábia, apesar da inexperiência, sem as adiposidades dos malquereres. E dizem que a experiência ajuda. Maltrata, isso sim. E nos faz maltratar. Na falta dela, da inexperiência, a gente enxerga tudo com olhos de gavião, vê tudo por cima. E também vê tudo com olhos de cobra, um olhar venenoso, pronto pro bote. A gente passa a não crer mais na espontaneidade. Só enxerga com desconfiança. A gente quer porque quer o bem, mas só faz o mal, doutor. O senhor mesmo: acha que melhorou de condição com a experiência? Tem certeza disso? Acho que não tem, não!, não é doutor? Se tivesse não ficava aí pensante, olhando pra essa valise aí cheia de instrumentos cortantes. Posso perguntar a eles, aos seus instrumentos cortantes, se o senhor melhorou ou não com o passar do tempo, se melhorou com a experiência? Isso, doutor, pode fechar a valise. Assim, meio sem jeito. Fecha a boca dela. Não deixa ela falar, não, doutor! Não deixa ela entregar o senhor. Pois é, doutor. Se a gente pensa que melhora com o tempo, s’engana. Só o vinho melhora com o tempo. Nós, doutor, eu mais o senhor, a gente vira é vinagre. Entende?! Por isso, eu digo: pra mim, pro meu caso, não há cura. Tô pagando o preço. Envolvimento com tudo o que não prestava. Esquerda falsa e fascista. Direita liberal e nazista. Todos os coronéis, meus amigos. Articulava. Sujava um com o outro. O outro com um. Todos com todos. Todos contra todos. Mas no fim, quem geralmente paga a conta é o pessoal mais simples e inocente. Paga com penúria e muitas vezes com a própria vida. Quantas vezes não deixei essas gentes numa míngua inapelável. Quando davam ares de querer se rebelar, então... Mandava apagar, calar eles todos.&lt;br /&gt;Ajudei também a eleger uns mancos aí por causa de uns trocados. Muitos trocados, claro. Perdi a ideologia. Essa aí é que vai ainda mais longe no tempo! Fica lá atrás, no tempo fosco. Incontável. No tempo e na memória, foscos. Nem me reconheço naquele magricela que comia o pão que o diabo amassou por uma causa justa. O pão que a elite amassava. Hoje eu é que amasso o pão com ela, e depois dou pros barnabés comerem. E ainda morro de rir. Os barnabés! He-he. Barnabés. Sabe, doutor, comprei meio-mundo: das comunicações, das transações financeiras ilícitas, da politicagem. Jornal, revista, canal de TV, rádio. Deputado, vereador, governador, senador. E agora tenho até site, um site poderoso de tão acessado, nesse negócio aí de internéti que eu não conheço patavina. Essas máquinas aí, o tal de computador, só faltam xingar a gente de tanto que fazem tudo. Mas bem, doutor, já que o senhor está de passagem, eu aproveito pra fazer uma consulta de emergência, pois o meu médico leva horas até chegar aqui, mesmo buscando de avião particular, e aproveito também pra dizer a qualquer doutor que insista [neste caso, o senhor] em algum tipo de tratamento pra mim, que meu corpo só padece por conta daquilo que me pesa n’alma. Queria me livrar de tudo. Começar do zero. Não me envolver com as gentes que me envolvi. Manter minha ideologia. Mesmo que pra mantê-la eu tivesse que permanecer longe, longe do sangue, do lixo e do luxo, essas coisas que tanto, confesso, me atraem, distraem. Pode ser até que não viesse a contestar as injustiças, nada! Mas também não correria o risco de me desviar como me desviei. Nem que fosse ideologia só pra poder meter a cuca mais fresca no travesseiro, de noite. Mesmo que fosse só ideologia sem ação concreta, o que é o mais comum neste mundo. Olhe, doutor, por mais que o senhor ausculte o meu peito, nunca vai poder ouvir a tempestade que apavora o centro nervoso do meu coração todas as horas. Um medo de morrer sujo. Sempre este medo. Mas o pavor que tá comigo, cá no coração, não se mostra assim simplesmente por causa de um besta de um estetoscópio de doutor. Não, senhor! O pavor que mora neste peito não se entrega assim. Tento hoje fazer caridade, pra superar. Filantropia de todas as ordens. Ajudar quem acho que precisa. Valorizar os talentos que encontro por aí. Incentivar. Problema é que me acostumei a não ser contestado na minha má intenção. E quando querem me pisar no calo [ou se percebo muito talento em alguém pra coisas boas: escrever, tocar um instrumento, pintar um quadro — essas coisas que vêm limpas lá do fundo da alma e que são arte] eu logo deixo o bicho ruim que existe aqui dentro do peito me sair pela boca. E aí escorraço o desgraçado. Dano com a vida dele. Viro o mecenas do diabo. Cuspo fogo. Pode ser a melhor pessoa do mundo. E geralmente é. A minha doença, doutor, é a de ter desaprendido a conviver com gente boa. E aí, não tem cura, não é, doutor?&lt;br /&gt;O senhor quer ficar pra jantar, o senhor mais o seu companheiro aí? Tem reunião política hoje à noite aqui na fazenda. Na verdade, é ao lado dessa gente que não passo mal. Ah, não passo, não, mesmo que queira. Meus iguais. É a minha natureza, doutor. O senhor sabe por quê, hein, doutor, por que eu não passo mal? Põe, então, seu estetoscópio aqui, ó. O que me faz bem, muito bem pro peito o seu estetoscópio vai poder... claro que vai poder constatar. Porque meu peito endiabrado mente, doutor. Mente, mas não engana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-3055594260411878437?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/3055594260411878437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/09/trecho-de-um-romance-inedito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/3055594260411878437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/3055594260411878437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/09/trecho-de-um-romance-inedito.html' title='Trecho de um romance inédito'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2062025344798979339</id><published>2011-09-03T09:34:00.000-07:00</published><updated>2011-09-03T09:45:27.475-07:00</updated><title type='text'>Tudo pra família</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-tKeh-dY_Fqw/TmJYxj4f92I/AAAAAAAAAMI/Q8oO9krRNQs/s1600/tudo%2B%25C3%25A9.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648174491145074530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-tKeh-dY_Fqw/TmJYxj4f92I/AAAAAAAAAMI/Q8oO9krRNQs/s400/tudo%2B%25C3%25A9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;O DISCURSO PELA FAMÍLIA CURITIBANA CRIADO PELA PREFEITURA É O REGRADOR SOCIAL MAIS FASCISTA QUE VI NOS ÚLTIMOS ANOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O slogan nos tubos de ônibus da linha verde, por exemplo, dize mais ou menos assim: FAMÍLIA, agora a família de Curitiba volta mais cedo pra casa. Não é bem assim não, tem gente que não volta, tem pai que para no boteco pra descontar o salário de merda na empresa, o qual não é suficiente sustentar essa mesma família de que a prefeitura fala. As famílias têm distúrbios nas relações porque a limitação material gera depressão, mal-estar. Há filho e mulher que não voltam pra casa porque são espancados. E várias outras coisas hediondas que acontecem. Mas como vivemos numa sociedade fascista, o discurso regrador dos distúrbios socias precisa se fundamentar num conceito essencialista e idealizado de FAMÍLIA.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2062025344798979339?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2062025344798979339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/09/tudo-pra-familia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2062025344798979339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2062025344798979339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/09/tudo-pra-familia.html' title='Tudo pra família'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-tKeh-dY_Fqw/TmJYxj4f92I/AAAAAAAAAMI/Q8oO9krRNQs/s72-c/tudo%2B%25C3%25A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-6544039350299355255</id><published>2011-09-02T09:04:00.001-07:00</published><updated>2011-09-02T09:14:54.985-07:00</updated><title type='text'>Dia 21 estaremos no SESC Paço com a Geração Zero Zero</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Z-h8S2gHsTE/TmD-7cIGAHI/AAAAAAAAAMA/8Z1k7mGzvmQ/s1600/convite%2Bgeracao%2Bzero%2Bzero%2BSESC%2BCuritiba%2Ba.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 284px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647794229838479474" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Z-h8S2gHsTE/TmD-7cIGAHI/AAAAAAAAAMA/8Z1k7mGzvmQ/s400/convite%2Bgeracao%2Bzero%2Bzero%2BSESC%2BCuritiba%2Ba.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Convite a todos os amigos, colegas ou interessados. Dia 21 de setembro, 19h, no Sesc Paço da Liberdade (o lugar mais bonito da cidade), no centro de Curitiba, lançamento a antologia Geração Zero Zero. Organizada pelo cavaleiro jedi Nelson de Oliveira e publicada pela super bacana Língua Geral.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Paulo Sandrini, Carlos H. Schroeder e Marne Lucio Guedes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; estarão por lá num debate sobre a geração zz. A mediação fica a cargo do escritor (autor de Minda-au) Marcio Renato dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-6544039350299355255?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/6544039350299355255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/09/dia-21-estaremos-no-sesc-paco-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6544039350299355255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6544039350299355255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/09/dia-21-estaremos-no-sesc-paco-com.html' title='Dia 21 estaremos no SESC Paço com a Geração Zero Zero'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Z-h8S2gHsTE/TmD-7cIGAHI/AAAAAAAAAMA/8Z1k7mGzvmQ/s72-c/convite%2Bgeracao%2Bzero%2Bzero%2BSESC%2BCuritiba%2Ba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5194424706019836307</id><published>2011-09-02T06:24:00.001-07:00</published><updated>2011-09-02T12:59:58.365-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paulo venturelli'/><title type='text'>Alguém com algo a dizer: Paulo Venturelli no Paiol Literário</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Kjp7Rd0RtBE/TmDc2q1PcSI/AAAAAAAAAL4/whncEBTOOig/s1600/paulo%2Bventurelli.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 370px; DISPLAY: block; HEIGHT: 247px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647756764491247906" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Kjp7Rd0RtBE/TmDc2q1PcSI/AAAAAAAAAL4/whncEBTOOig/s400/paulo%2Bventurelli.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Foto: Gazeta do Povo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;Dia 5 de setembro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;Paulo Venturelli é o convidado do Paiol Literário.&lt;br /&gt;Às 20 horas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não percam, Venturelli sempre tem algo importante a dizer, o que ultimamente parece não ocorrer em muitos eventos literários, com repetições de fórmulas, bienais com entrada paga em shopping centers, repetições de nomes.&lt;br /&gt;Paulo Venturelli é uma voz aberta, uma voz importante e dialógica contra a verticalização reacionária implantada em nosso meio cultural, sempre tão pouco generoso.&lt;br /&gt;Mas isso é outra questão. Ou não. Fato é que vale a pena ouvir Paulo Venturelli. Autor de vários livros e em breve lançando dois títulos pela Kafka Edições: o romance Meu Pai e o livro de narrativas Histórias sem fôlego.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5194424706019836307?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5194424706019836307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/09/alguem-com-algo-dizer-paulo-venturelli.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5194424706019836307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5194424706019836307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/09/alguem-com-algo-dizer-paulo-venturelli.html' title='Alguém com algo a dizer: Paulo Venturelli no Paiol Literário'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Kjp7Rd0RtBE/TmDc2q1PcSI/AAAAAAAAAL4/whncEBTOOig/s72-c/paulo%2Bventurelli.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5040791881481729766</id><published>2011-08-27T06:00:00.000-07:00</published><updated>2011-08-27T06:04:42.914-07:00</updated><title type='text'>primeiro capítulo curto de O Rei era assim</title><content type='html'>&lt;em&gt;Coloco aqui o primeiro trecho de O Rei era assim. Na coletânea Geração Zero Zero o texto não começa assim, numa espécie de fábula quebrada. Como disse antes o texto é bem maior do que o que foi no GZZ.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Humilde. Solícito. Sábio. E alguns adjetivos mais [se é que esses, assim isolados, queiram dizer alguma coisa]. Também era um homem magro. Pelos de barba não se deixavam encontrar no rosto sempre liso. Na verdade, o Rei era imberbe e não tinha lá aquela cara de rei. Seu olhar se perdia ao longe, um olhar de quem, talvez, estivesse o tempo todo pensando na existência humana e em como reverter seus reveses; em aliviar o sofrimento das gentes humildes, que sempre foram e sempre serão maioria. Podemos dizer, por esse brevíssimo retrato aqui traçado, que o Rei era mesmo um homem dos melhores. Seu reino ia até o ponto em que chegava a sua bondade e não até a distância que sua vista conseguisse alcançar. &lt;br /&gt;Comia pouco e jamais se queixava. Não exigia as cortesãs em seu leito todas as noites, tardes ou manhãs. Suas roupas eram rotas. Sua coroa e cetro não eram de ouro, muito menos incrustados de pedras preciosas. Aliás, não tinha coroa nem cetro. O mais adequado, talvez, para ele, fosse ter um cajado, se possuísse rebanhos ovinos, equinos, caprinos ou bovinos. Mas não os possuía. E tampouco se acreditava pastor. Muito menos de almas. Esse papel era reservado a Deus, se esse existisse, dizia ele. Só a Deus, a nenhum rei. Nenhum.&lt;br /&gt;Também amava muito a Rainha, que era seu maior ponto de apoio. Respeitava as mulheres e acreditava em amor e compaixão. Em perdão e amizade verdadeira. Em distribuição de riquezas e no poder do conhecimento que buscava transmitir a sua comunidade. Gostava das artes cultas, mas tinha enorme admiração pelas artes populares. Se pudesse, seria muito mais que um mecenas. Todos teriam casas e glebas próprias para plantar e participação nos lucros fabris. Os inocentes não mais apodreceriam na miséria ou nas prisões úmidas e cheias de ratos por crimes que não haviam cometido. &lt;br /&gt;Acontece que esse Rei não tinha mais trono. &lt;br /&gt;Estava desempregado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5040791881481729766?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5040791881481729766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/08/primeiro-capitulo-curto-de-o-rei-era.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5040791881481729766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5040791881481729766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/08/primeiro-capitulo-curto-de-o-rei-era.html' title='primeiro capítulo curto de O Rei era assim'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-9028260734486685748</id><published>2011-08-26T12:22:00.000-07:00</published><updated>2011-08-26T12:28:35.061-07:00</updated><title type='text'>CAPAS DO NOVO LIVRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-B1c6CE9jLPM/Tlfzpg8kd3I/AAAAAAAAALw/eOSjaTdL6b8/s1600/rei%2Bpra%2Bvotar%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 274px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645248552476374898" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-B1c6CE9jLPM/Tlfzpg8kd3I/AAAAAAAAALw/eOSjaTdL6b8/s400/rei%2Bpra%2Bvotar%2B2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--rYZYmxjJCs/TlfzhkkVMsI/AAAAAAAAALo/Ltub1jfK2jk/s1600/rei%2Bpara%2Bvotar.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 274px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645248416009499330" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/--rYZYmxjJCs/TlfzhkkVMsI/AAAAAAAAALo/Ltub1jfK2jk/s400/rei%2Bpara%2Bvotar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aí estão as opções de capa do próximo livro, a novela O Rei era assim, que sai pela Kafka Edições. O livro é a versão integral do texto que saiu bem resumido na coletânea Geração Zero zero, pela Língua Geral, organizada pelo Nelson de Oliveira.&lt;br /&gt;Fiz duas opções de capa. As fotos (minhas primeiras para um livro) são do Mamutica, maior prédio socialista do mundo que fica em Zagreb, Croácia. Espero que a moçada curta, se quiser pode votar...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-9028260734486685748?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/9028260734486685748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/08/capas-do-novo-livro.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/9028260734486685748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/9028260734486685748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/08/capas-do-novo-livro.html' title='CAPAS DO NOVO LIVRO'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-B1c6CE9jLPM/Tlfzpg8kd3I/AAAAAAAAALw/eOSjaTdL6b8/s72-c/rei%2Bpra%2Bvotar%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-8330264399194732768</id><published>2011-06-25T07:21:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T07:37:45.134-07:00</updated><title type='text'>Geração Zero Zero por Beatriz Resende</title><content type='html'>Fica aqui uma resenha de Beatriz Resende sobre a coletânea Geração Zero Zero. Pra mim um texto que não vai pra lado algum. Entre o falar bem e o falar mal, a crítica não se resolve. Ainda padece do erro crasso e umbiguista de citar aqueles que não estão no livro e que ela gostaria que estivessem. Pior, não fala de quem está. Ou seja, crítica sem crítica. Espero algo melhor, mesmo que seja para pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Beatriz Resende resenha antologia 'Geração Zero Zero'&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Geração Zero Zero: Fricções em rede, organização de Nelson de Oliveira. Editora Língua Geral, 408 páginas. R$ 45 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Beatriz Resende &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson de Oliveira tem exercido papel fundamental na divulgação e promoção da literatura brasileira contemporânea. Jogando sua rede de tempos em tempos, vai colhendo novos autores, especialmente os que praticam a prosa de ficção e se destacam dentre os que surgem. Assim, ao mesmo tempo em que desenvolve sua já premiada carreira como escritor, organiza antologias decisivas, chegando agora à terceira: “Geração Zero Zero: Fricções em rede”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Geração 90: Manuscritos de computador” (Boitempo), dedicada aos contistas brasileiros que começaram a publicar no final do século passado, foi a primeira a ligar o texto a seu suporte ou forma de produção. Ali, tratava de autores que já começaram a escrever diretamente em um computador. O elenco é admirável e muitos deles se tornaram senão parte do cânone, autores consagrados pela crítica e pelos leitores. No conto “Céu negro”, de Rubens Figueiredo, incluído ali, começava a ser gestado o mais recente e excelente romance do autor, “Passageiro do fim do dia”. Na apresentação do livro, Nelson de Oliveira constatava que em sua seleção de 16 homens e uma mulher os “excêntricos” não participavam, perguntando-se se a “literatura não seria uma forma de arte restrita aos donos do poder e aos que vivem sob sua guarda”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por este estranhamento diante do poder constituído na república das letras, Nelson de Oliveira tenha optado por escolher como peneira, no momento seguinte, o que considerou transgressão em volume intitulado “Geração 90: Os transgressores” (Boitempo). Foi justamente esta designação que provocou mais polêmica em torno da antologia. De que transgressão se tratava? Depois da vanguarda modernista, do desejo oswaldiano de construir uma vida igual à arte, acirrando a proposta de arte igual à vida, transgressão tornou-se termo tão complicado quanto é, neste momento, contemporâneo. Só que o próprio organizador se colocara a salvo ao afirmar, na apresentação, que as classificações funcionam como piadas em festas chatas: na falta de assunto, alegram o ambiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta última seleção, elaborada na segunda metade no século XXI, quando novos autores tiveram não só tempo e oportunidade de aparecer como ocasião e experiência para amadurecerem, o impulso classificatório continua. No processo de catação em terreno formado pelos ficcionistas brasileiros que estrearam na primeira década do novo milênio, o escritor optou pelo “reconhecimento de padrões” ou “regularidade”. Na seleção dos 21 autores do volume entrou em cena um corte temporal: o lançamento no mundo editorial a partir de 2000. Esse corte não corresponde a uma homogeneidade na faixa etária. Tirando Maria Alzira Brum Lemos, sem idade declarada, os mais velhos são o jornalista e contista José Rezende Jr. (1959), que pouco tem a ver com eventuais propostas da geração Zero Zero, e Marne Lúcio Guedes (1960), pouco conhecido, vindo do mundo dos roteiristas e dramaturgos — sua escrita confirma a origem — com o primeiro livro de contos publicado em 2008. Os mais jovens são Daniel Galera, o que é surpreendente por sua sólida carreira e os prêmios importantes que traz na mochila; Walther Moreira Santos, que ainda tem tempo de amadurecer; e Tony Monti, tributário da linguagem da web, o que não é forçosamente mal (são todos de 1979).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois outros critérios teriam influído: a vida no espaço da web e, nos diz Nelson, o triunfo do bizarro: “há pelo menos um forte ponto de contato entre todos os autores (...): o bizarro.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cyberespaço é importante em alguns casos. Ana Paula Maia colocou os capítulos de seu romance “A guerra dos bastardos” em seu blog e passou da busca por editores à publicação em uma de nossas importantes blockbusters. Foi a participação na web que ajudou João Filho a pular de Bom Jesus da Lapa (BA) para uma mesa na FLIP. Exemplos de como a web pode ser positiva e influente. Mas vários autores não parecem ter especial encanto pela internet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a ideia de uma bizarrice em comum pode ser instigante. Evidencia-se nos contos originalíssimos (e divertidos) de Andrea Del Fuego, mas é apenas ilusória nos personagens de Ana Paula Maia. Única representante do Rio de Janeiro na convocação predominantemente paulista, a autora traz, como sempre, um universo de homens duros, deformados, de gigantes abobalhados, de cães destroçados. Mas num mundo de homens que devem matar sempre que possível e aos quais nada detém, como no conto do livro, essa realidade exacerbada torna-se crítica, política, e não bizarra. A verdade é que o organizador ficou nos devendo a explicação de conceito tão provocativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mérito da antologia é os textos terem sido escritos para a publicação, e o ineditismo na coletânea é um valor oferecido ao leitor. Significa também prestígio e confiança no organizador que retribui gentilmente com mais um critério a nortear as escolhas: “esta não é uma seleção dos melhores contos da geração Zero Zero, mas dos melhores autores”. É com esta generosidade às vezes excessiva que nós, os defensores dos novos escritores, abrimos flanco para questionamentos que podem fazer sentido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda antologia, toda seleção tem, e deve ter, a marca de seu organizador. Essas são as melhores. A questão do gosto existe e assumi-la é o melhor argumento contra a universalidade dos cânones, contra a afirmação de uma poética única, ditada por seu criador. Mas afirmar que os escolhidos são os melhores é calar a crítica de que muitas vezes precisam. Soa complacente, modernidade liquida. Podemos incluir um autor justamente pela diferença, ou pelo aspecto polêmico, ou por que sinaliza em direção a algo que ainda não se realizou. Isto é próprio da referência ao autor contemporâneo, entendido como aquele que respira o mesmo ar que nós, pode ler os mesmos livros, ver os mesmos filmes, ir às mesmas exposições, aceitar ou recusar tudo isso. Expor os novos autores à fricção que a crítica literária deve provocar também é tarefa de uma seleção dessa importância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Geração Zero Zero” é um mapeamento sério e competente do que tem sido publicado em prosa de ficção nos últimos anos. Porém, sem afirmações como as que o próprio Nelson identifica como de consagração, deixaria mais espaço à evidência da multiplicidade e de propostas estéticas contraditórias. Nem todos os melhores estão no livro, nem poderiam. Sinto falta sobretudo de algumas jovens mulheres, como a romancista Carol Bensimon e a exímia contista e romancista Paloma Vidal, ambas blogueiras, inclusive com a experiência recente de Paloma ao colocar na web um texto dramático apresentado no site “Teatro para alguém”. Mas isso é gosto meu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, é tempo de assinalar que autores com escrita da qualidade das de Daniel Galera e Carola Saavedra não deveriam se deixar seduzir tanto pelo mainstream. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros autores confirmam a constância de uma ficção original e de qualidade como Lourenço Mutarelli ou Carlos Henrique Schroeder e Paulo Scott, que já estão criados. Mas há surpresas, mesmo em autores que já tiveram oportunidade de afirmar a importância de sua criação. Verônica Stigger, antenada e maleável, opta pela prática, que vem se mostrando especialmente rentável, das escritas cênicas, e dá a “Mancha” uma forma dramatúrgica que pode ser lida de múltiplas maneiras. E o romancista Santiago Nazarian surpreende novamente em uma de suas bissextas incursões na escrita do conto. Com “Eu sou a menina deste navio”, Santiago parte da conflituosa situação de uma relação homoafetiva entre um capitão e um menino (o filho do cozinheiro) no interior de um navio. Sopram então no navio fantasma, ocupado por Sebastião, Gonzalo e Alonso, ares de “A tempestade”, e o garoto se torna o shakespeareano jovem herdeiro Fernando ou o etéreo e assexuado Ariel. Atravessa a narrativa a fabulação das lendas, de relatos fundacionais, para culminar numa poética do fantástico a que não falta nem mesmo Próspero, com seu ímpeto narrativo, varrendo a tradição literária para dentro da ficção atual. Uma beleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, fica uma dúvida: não seria esta seleção uma ótima experiência de livro online, no modelo da antologia “Enter”, de Heloisa Buarque de Hollanda, que existe apenas no mundo virtual? Os textos com links para os blogs e revistas virtuais de seus autores formariam uma publicação a ser facilmente acessada em múltiplos espaços e tempos diversos, a preços módicos. Uma forma ainda mais efetiva de promover “fricções em rede”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BEATRIZ RESENDE é crítica literária, coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-8330264399194732768?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/8330264399194732768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/06/geracao-zero-zero-por-beatriz-resende.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8330264399194732768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8330264399194732768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/06/geracao-zero-zero-por-beatriz-resende.html' title='Geração Zero Zero por Beatriz Resende'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2383000614957004613</id><published>2011-05-05T07:35:00.000-07:00</published><updated>2011-05-05T08:08:29.798-07:00</updated><title type='text'>Texto feito para ser lido num veículo de comunicação local, mas que não vai ser. Então publico aqui no blog.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6fJEGsO98qk/TcK5z_fzzWI/AAAAAAAAAKw/a-mCy_ZcYgw/s1600/11_de_setembro_1973_morte_allende.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 397px; DISPLAY: block; HEIGHT: 292px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603245189271637346" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-6fJEGsO98qk/TcK5z_fzzWI/AAAAAAAAAKw/a-mCy_ZcYgw/s400/11_de_setembro_1973_morte_allende.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bombardeio de La Moneda, em Santiago, 11 de setembro de 1973. Assassinato de Allende.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Onze de setembro de Primeiro de maio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu último 01 de maio foi como se fosse 11 de setembro: de 2001, em Nova Iorque; de 73, em Santiago. Assassinaram Bin Laden. Sua fortaleza, destruída por dois helicópteros estadunidenses. Dia 01 de maio foi 11 de setembro. Para mim, foi. Mataram o árabe porque, com dois Boeings, ele derribou o maior símbolo do capitalismo mundial: o World Trade Center. Num 11 de Setembro.&lt;br /&gt;Em 73, dois caças Hawker Hunter bombardearam La Moneda e derribaram o socialismo na América do Sul. Fim das utopias. Início da passagem, sob as patas de chumbo dos militares, para o que vimos na década de 90: o terrorismo neoliberal, em que o cidadão foi trocado pelo consumidor.&lt;br /&gt;Allende foi encontrado morto, solitário, com sua metralhadora, presente do amigo Fidel. Foi assassinado como se fosse terrorista.&lt;br /&gt;Bin Laden era terrorista. E morreu como se fosse um. Seu corpo jogado ao mar, porém, contrariou a tradição islâmica, mesmo sendo o corpo de um terrorista (que tinha lá seus motivos para desgostar do Ocidente, ao qual ajudou a expulsar os russos do Afeganistão). Contudo, nada neste mundo pode contrariar o terrorismo do Destino Manifesto Protestante (WASP)estadunidense.&lt;br /&gt;Richard Nixon, presidente norte-americano em 1973, que apoiou logisticamente e festejou o golpe de Pinochet, não foi assassinado como terrorista. E ponto.&lt;br /&gt;Mas vamos lá, vamos resumir: foram seis aeronaves: quatro mataram dois terroristas, no Chile e no Paquistão. Duas mataram milhares no umbigo capitalista do planeta. O que inclui muitos que não merecem o adjetivo de “inocentes”. Foram três 11 de setembro (incluindo o 01 de maio de 2011).&lt;br /&gt;Na verdade, creio que foram mais. O 11 de setembro virou, há tempos, símbolo moderno de massacres (de índios, negros, homossexuais, socialistas), de golpes de estado, corrupção, devastação ambiental, exploração no trabalho, marginalidade; e em alguns locais do planeta ele ocorre todos os dias: na África, na Ásia, na América Latina, no Oriente Médio e no Leste europeu.&lt;br /&gt;Mas com os EUA, país salvador do mundo e algoz de Salvador Allende, não nos preocupemos: a crise já passa. Com base na exploração do resto do mundo chamado por eles, muitas vezes, de terrorista. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2383000614957004613?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2383000614957004613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/05/texto-feito-para-ser-lido-num-veiculo.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2383000614957004613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2383000614957004613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/05/texto-feito-para-ser-lido-num-veiculo.html' title='Texto feito para ser lido num veículo de comunicação local, mas que não vai ser. Então publico aqui no blog.'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6fJEGsO98qk/TcK5z_fzzWI/AAAAAAAAAKw/a-mCy_ZcYgw/s72-c/11_de_setembro_1973_morte_allende.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2785989958783919508</id><published>2011-04-22T11:49:00.000-07:00</published><updated>2011-04-22T12:15:49.505-07:00</updated><title type='text'>Cidade-modelo anoréxica tropeça e cai na passarela</title><content type='html'>Curitiba 3 X 1 São Paulo. Mas isso não é futebol. É o índice de violência da cidade-modelo com anorexia em relação a maior metrópole das Américas. A nossa capital-exemplo só cuida da região central e se esquece da periferia, e sempre foi assim. Curitiba é elitista. Seus políticos, na maioria,  são amadores e sem ideologia definida. A maioria dos veículos de comunicação têm o rabo preso e só denunciam certos fatos quando suas finanças são afetadas pela falta de investimentos em publicidade governamental. Os jornalistas, também em grande parte, não todos é claro, são meros assessores de imprensa dos donos do chiqueiro e não têm peito pra denúncia. A população em boa parte(reafirmo, não todos) é reacionária e de direita. O saneamento básico, só pra mudar o assunto, mas nem tanto, é outro dado péssimo. E ninguém comenta. O governo municipal só sabe tapar buracos e criar "novas vias". Política de engenheiro. Isso é que dá anos de enganação da era Lerner. De um embelezamento urbano burguês a la Reich. (Quem assistiu à Arquitetura da Destruição sabe do que estou falando). E, agora, então, pior, entramos na era do gelo. Do congelamento do desenvolvimento humano. Da  falta de políticas públicas e participativas eficientes de educação e cultura., por exemplo. Tudo isso atomiza a cidade. Mas nossos politicos nem sabem o que é atomização de uma metrópole. São em sua maioria incultos, não são leitores, não são pesquisadores desses assuntos, mesmo que só por interesse pessoal, sem fins acadêmicos, mas sociais. Curitiba tem se tornado uma cidade-problema há anos. Esses dados da Gazeta estão bastante atrasados em termos de divulgação. Essa pesquisa é do ano passado.  Não sei por que só agora resolveram publicar isso. Desavenças políticas? Não sei. Não me  interessa. Só sei de uma coisa: essa cidade precisa defnitivamente de um governo de perfil socialista, no caráter mais atual desse,  e não da politicagem desses filhotes crassos da elite ignorante acabando um pouco a cada dia com a "cidade-modelo", que agora tropeça na passarela, volta pro camarim humilhada, anoréxica, mas de nariz empinado, achando ainda que é top model. A cidade sorriso, de boca banguela. E o Paraná, o Paraná segue na contramão do retorno do pensamento socialista da América do Sul, na contramão do pensamento coletivo. Sofre de um "delay" neoliberal da era FHC. É anacrônica politicamente. Um salão de estética urbana que não entende nem o conceito de vias expressas e constroi uma linha verde cheia de sinaleiros, poluída visualmente por luzes excessivas que confundem o motorista, e por isso e outras o ganho de tempo para a população chegar aos lugares mais longes da cidade não foi tão grande assim. E, ó, só pra completar: se eu fosse o John Casablancas, ou outro f.. do tipo,  já tinha dado as contas pra modelo topetuda faz tempo.  E tenho dito: linka o link: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=998243&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2785989958783919508?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2785989958783919508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/04/cidade-modelo-anorexica-tropeca-e-cai.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2785989958783919508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2785989958783919508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/04/cidade-modelo-anorexica-tropeca-e-cai.html' title='Cidade-modelo anoréxica tropeça e cai na passarela'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-6709058312624732295</id><published>2011-04-16T05:36:00.001-07:00</published><updated>2011-04-18T18:48:03.057-07:00</updated><title type='text'>Zoona Literária vem para dividir o espaço com o conservadorismo excludente</title><content type='html'>Ontem começou o Zoona Literária. Dia 15 de abril de 2011. Um marco literário para Curitiba. Com uma programação vasta para apenas três dias. São filmes, performances, leituras, lançamentos, publicação de jornal, banca de livros com vários autores e mesas com temas no mínimo singulares. E se me esqueci de algo do conteúdo, perguntem ao Claudio Daniel, Joana Corona, Ricardo Corona ou Eliana Borges, que encabeçam esse troco histórico contra as forças reacionárias culturais. Com pouco dinheiro, conseguiram realizar um evento bem recheado e sem os ranços que vêm predominando nos eventos literários como bienais e feiras literárias da cidade, que insistem em sempre trazer os mesmos nomes, e, pior, promovendo temas de debate no mínimo desgastados há muito. Ou seja, um debate fácil e pouco profundo, sem reflexão intelectual que é o que um meio cultural necessita. Ontem por exemplo estavam lá Manoel Ricardo de Lima, talvez mesmo o melhor resenhista do país, com sua escrita elegante e uma visão de aguda inteligência e sensibilidade, Vítor Sosa, do México, Claudio Daniel, Luis Serguilha (um português na plateia, que hoje conversa com Luci Collin) e Ricardo Corona. Mais a novata Joana Corona, curadora com Claudio Daniel, participando de mesa, mediando, lançando um livro que traz a marca de um outro tempo. Nos últimos meses foi no mínimo desprezível ver alguns "reconhecidos" tentando jogar uma pá de cal na cova (que eles esquizofrenicamente criaram) da produção local em entrevistas ao G1, ao Zero Hora e não sei onde mais. Fato é que em ambos os casos, esses "reconhecidos" ou caciques culturais, que desconhecem a realidade da produção local, dão a entender que depois da morte de ícones como Karam, Snege, Bueno, Leminski e Xavier (ícones mais que nacionais) a nossa literatura ficou orfã e sem um caminho a seguir, ficou no escuro, restando apenas um túnel que começou a ser cavado mas que jamais poderá ser concluído pelas novas gerações porque essas não possuem o devido cabedal. Na declaração ao jornal gaúcho, os nossos "reconhecidos" dizem que o Paraná só tem autores conhecidos nacionalmente, o resto não existe. Então vivemos só de Tezza, Miguel Sanches, Pellegrini e José Castello. Nada contra esses escritores nem contra a qualidade de suas obras. Que isso fique bem claro. Mas me parece também que ao não se divulgar uma outra literatura (ou quando se faz é num intervalo bem grande só para dizer que não falaram das flores) percebemos uma espécie de reserva de mercado para eventos, feiras, palestras... Ou seja, todos sabem que isso movimenta dinheiro no Brasil de hoje e que muito poucos escritores vivem diretamente do que escrevem e então a maioria precisa do &lt;em&gt;money&lt;/em&gt; que nos pagam em eventos. Quanto menor a concorrência, mais bufunfa no bolso. Fora o debate intelectual com a nova geração que a velha guarda e a ala conservadora parecem temer. Querem um porto seguro sem serem questionados. Enfim, voltando ao Zoona, ele vem tapar um buraco, pois é a iniciativa de produtores com mentes mais abertas, que circulam pelas artes plásticas, pelas artes visuais, pela performance, pelo design, música, cinema, pela literatura de fronteira entre gêneros e muito mais, Se Snege, Xavier, Bueno, Leminski, Karam foram ícones e fizeram nossa literatura saltar (em qualidade e inovação) por cima da literatura de vários outros lugares, e me desculpem aqui a verdade, não significa que porque eles não estão mais entre nós, em carne e osso, que não estejam introjetando nova vida à produção local de gente nova e capaz. Pois garanto que quase todos os particpantes do Zoona (ao menos os escritores locais) têm esses autores como referência. E os novos escritores surgem com livros de qualidade, porém, bom que se destaque, sem sentir o peso da sombra desses autores citados. Vejo aqui uma nova busca e posso citar alguns nomes, só para ficar nos mais novos, ou nos que estão nos primeiros livros: Emerson Pereti, Mayra Coelho, Antonio Cescatto, Lindsay Rocha, Estrela Leminski, Edson Falcão, Joana Corona, Sabrina Lopes, Luis Hernique Pellanda, Marcio Renato dos Santos, Luiz Felipe Leprevost, ReNato Bittencourt, Estrela Leminski. Talvez alguns desses nomes em São Paulo ou Rio já fossem a sensação da nova literatura. E anteriores a esses, publicando já há algum tempo, temos Ricardo Pedrosa Alves, Ricardo Corona, Paulo Venturelli, Adriano Smaniotto, Esturilho, Fernando Koproski, Amarildo Anzolin, Mario Domingues, Luci Collin, Assioanara Souza, Bárbara Lia, Otto Winck, Leandro França mais Fabiano Vianna com sua revista Lama, de primeira e etc etc. Todos fazendo narrativa, poesia ou prosa poética de qualidade, sem dúvida. Claro que aqui ficaram muitos nomes de fora, não por querer, mas não lembro de todos. Sorry. Porém, vale também ressaltar aqueles ainda sem livros e que vêm compor esse novo time em breve: Andre Knewitz, Eliege Pepler, Irley Thiago, Wanderleia Bauer, Léo Glük etc etc. E mais que isso, há uma ascensão do texto teatral com Leprevost, Alexandre França, Diego Fortes, e que vem ganhado notoriedade Brasil afora, com reconhecimento de nada menos que Roberto Alvim. Ou seja, a inquietação por aqui não para. O que é mesmo necessário é termos sempre discussões intelectuais, mas não alienadas do mundo aí fora, e também debates sobre a função social que nós temos como escritores em tempos puramente mercadológicos. O que interessa nisso tudo ainda é achar os lugares em que as forças meramente de interesses políticos nem imaginem atuar e nem teriam, por exemplo, honestidade para realizar eventos como o Zoona. Hoje a festa continua, ou melhor, já começou. O evento homenageia Wilson Bueno e Valêncio Xavier, com a exposição Apegos (andam comentando por aí que o acervo do Xavier foi para um sebo, se for verdade, o que devemos esperar de nossos administradores culturais? Uma lástima. É aquela Curitiba sem memória cultural. Garanto que o primeiro ônibus ligeirinho já está em algum museu, para dizer de nossa sociedade evoluída e moderna).Fato, fato verdadeiro é que há espaço para todas a vertentes, desde as mais conservadoras até as mais "desencanadas". Basta uma leve percepção e veremos que há espaço para tudo. O que não pode continuar é o discurso monológico e excludente que até agora vinha ocorrendo. Não adianta quererem abafar as novas forças que estão aí com sua juventude, energia, fazendo seus próprios livros, criando editoras etc. O Zoona é uma alternativa mais que legítima de combate aos eventos de entrenimento literário (tipo a última bienal dentro de um shopping center, rídiculo, claro) em que se paga para entrar. Para fechar e, cá entre nós, vocês acham que Leminski, Karam, Snege, Bueno ficariam do lado reacionário? Se ficassem não teriam produzido o que produziram. &lt;strong&gt;Recado:&lt;/strong&gt; que os orgãos públicos de cultura, se não organizam eventos literários desse porte, o que seria obrigação deles também, que ao menos mantenham editais para que se possa continuar o debate que trata da produção literária (pois uma sociedade que não valoriza e estimula a produção não se desenvolve culturalmente, passa a ser simplesmente reprodutora de discursos impostos de fora que muitas vezes não representam uma condição local) e com participação de pensadores desta cidade que sempre ofereceu grandes nomes literários e que vai continuar a oferecer. Parabéns ao Zoona. Parabéns a um setor pensante de Curitiba. Participem, não fiquem em casa lendo os cadernos culturais que pouco dizem. Comprem os livros dos novos autores, conheçam. Literatura não tem que ser aquela coisa chata que inclui sentar numa boa poltrona, se afastar da vida e permanecer dentro de um cânome elitista e reacionário. Pra essa poltrona, sugiro uns pregos. E tenho dito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-6709058312624732295?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/6709058312624732295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/04/zoona-literaria-vem-para-dividir-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6709058312624732295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6709058312624732295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/04/zoona-literaria-vem-para-dividir-o.html' title='Zoona Literária vem para dividir o espaço com o conservadorismo excludente'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7183677296836953650</id><published>2011-03-15T16:15:00.000-07:00</published><updated>2011-03-15T16:27:11.533-07:00</updated><title type='text'>KARAM NÃO JUNTA PÓ</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rTwN7sortbk/TX_zYLyjH6I/AAAAAAAAAKg/IABAoL5tiVc/s1600/karam%2Bn%25C3%25A3o%2Bjunta%2Bp%25C3%25B3.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584449659769921442" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-rTwN7sortbk/TX_zYLyjH6I/AAAAAAAAAKg/IABAoL5tiVc/s400/karam%2Bn%25C3%25A3o%2Bjunta%2Bp%25C3%25B3.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao professor e escritor, que se aposenta da vida acadêmica, é chegada a hora de arrumar as tralhas de seu gabinete. Agora, é viver só para escrever e também cometer alguns pequenos delitos, claro. Com muito, muito tato o professor e escritor seleciona os livros que levará consigo e aqueles que, talvez, por falta de qualidade literária, ficarão relegados à madeira velha da mesa do gabinete. Pensa ele, Não posso levar todos; os ruins e também alguns dos melhores, visto que estes últimos muito me incomodam. No dia seguinte, um outro professor encontra aberta a porta do gabinete do professor e escritor (este, agora já bem aposentado e feliz e livre para poder produzir mais e cada vez melhor; sim, cada vez melhor seus romances morosos, sucesso entre a mentalidade crítica estagnada no século XIX) e lá, sobre a mesa do "gênio", encontra alguns livros de um outro, esse sim um escritor genial, que chacoalha a poltrona dos acomodados: Manoel Carlos Karam.&lt;br /&gt;Então, resta ao professor recolhê-los e afagá-los como merecem. Mas uma coisa não é necessária, tirar a poeira deles. Pelo simples motivo de que livros como os de Karam jamais ficarão velhos para juntar pó.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7183677296836953650?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7183677296836953650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/03/karam-nao-junta-po.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7183677296836953650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7183677296836953650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/03/karam-nao-junta-po.html' title='KARAM NÃO JUNTA PÓ'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rTwN7sortbk/TX_zYLyjH6I/AAAAAAAAAKg/IABAoL5tiVc/s72-c/karam%2Bn%25C3%25A3o%2Bjunta%2Bp%25C3%25B3.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-8218795018432157425</id><published>2011-03-13T18:33:00.000-07:00</published><updated>2011-03-14T05:02:57.892-07:00</updated><title type='text'>Sou feliz</title><content type='html'>“Sou feliz porque meu povo é educado, esclarecido, incorruptível, pensa no outro, nunca silencia, sempre discorda daquilo que leva o homem ao abismo material e existencial, faz política para o bem comum e não para as coisas ficarem como estão, sou feliz porque aqui nunca os experts substituem os ideólogos, os intelectuais são ativos fora das cercas acadêmicas, e sou feliz porque somos tolerantes, muito tolerantes. Sou feliz porque não fazemos das ruas pistas de automobilismo para matar pedestres. Sou feliz porque meu povo consome com moderação e se sentir que é uma imposição de mercado, rejeita. Sou feliz porque meu povo dá mais valor àquilo que o homem produziu por meio do intelecto e não somente por meio do fomento faminto da era da técnica. Sou feliz porque o racionalismo ocidental cristão e branco não chegou a dizimar os povos antigos que aqui viviam. Feliz eu sou, porque minha gente sabe votar com consciência coletiva e nunca pensa nos próprios interesses (do tipo: “manter meu emprego, meu cargo, minha vida estável", porém pobre e execrável). Sou feliz porque minha gente me enche de confiança no futuro e não me deixa antever retrocessos de todas as ordens. Sou feliz porque meu povo quer uma revolução coletiva e não é marcado pela crueza neoliberalista e niilista pós-ditatorial puramente mercadológica. Sou feliz porque, aqui, nesta terra onde vivo, posso confiar em minha própria sombra. Sou feliz, sim, sou feliz. Sou feliz porque todos comemos e bebemos e podemos celebrar a vida com o riso solto e desempedido de todas as amarguras e entraves e tabus. Sou muito mais feliz então quando dizemos uns aos outros que as divergências não levam ao aniquilamento do outro. Sou feliz porque nunca falamos em elitismo e em seres iluminados desde o berço por herança do gosto formado sob os tetos das famílias privilegiadas em detrimento dos “malditos” sem direito ao bom gosto e que ficam na linha de produção enquanto iates navegam nosso litoral com senhores e senhoras pançudos de tanto usurpar a força de trabalho e intelectual das gentes. Sou feliz. Porque o meu povo é o mundo todo. E depois de séculos e guerras e assassinatos e quebras de sistemas exploradores do homem, finalmente podemos dizer: somos seres humanos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eusébio Sandrini – ano de 2.830, um futuro muito próximo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-8218795018432157425?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/8218795018432157425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/03/sou-feliz.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8218795018432157425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8218795018432157425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/03/sou-feliz.html' title='Sou feliz'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-6998130650815440802</id><published>2011-02-25T14:48:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T08:54:33.039-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>estava pensando em como os sonhos não podem ser bons muito menos perfeitos. nunca. se são bons queremos continuar sonhando. não parar o nosso projetor subconsciente. assistir mais ao filminho bacana romântico de aventura etc. se são ruins queremos sair logo deles. abandonar nossa sala de projeção interna. mas geralmente nesse caso de filmes de terror drama etc o nosso projetor não para. acredito então que esse nosso projetor subconsciente de filmes quero dizer sonhos é uma espécie de aparelho sádico manipulado quem sabe por um senhorzinho muito experiente no assunto de frustrar o espectador cortar momentos de clímax além de ser um grande prolongador de cenas de pânico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-6998130650815440802?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/6998130650815440802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/02/estava-pensando-em-como-os-sonhos-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6998130650815440802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6998130650815440802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/02/estava-pensando-em-como-os-sonhos-nao.html' title=''/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-4219583639782096378</id><published>2011-02-25T04:04:00.000-08:00</published><updated>2011-02-25T04:05:13.328-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>sonhei que havia sementes em meus olhos. elas brotaram. foram crescendo. exorbitaram minhas órbitas. galhos e folhas. nas pontas dos galhos outros olhos. passei a ter mais de mil. que eram ao mesmo tempo sementes a brotar novas folhas galhos e olhos. eu podia ver tudo de todos os ângulos. vigiava julgava tudo que via. punia. eu sonhei ter medo de virar um repressor. o excesso de olhar pode nos deixar cegos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-4219583639782096378?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/4219583639782096378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/02/sonhei-que-havia-sementes-em-meus-olhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4219583639782096378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4219583639782096378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/02/sonhei-que-havia-sementes-em-meus-olhos.html' title=''/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-3720493931632067293</id><published>2011-01-21T03:47:00.001-08:00</published><updated>2011-01-21T06:24:24.867-08:00</updated><title type='text'>Lei do Mecenato proíbe projetos de Coleções, na área literária (ou seria a Lei do Faça o Projeto Mais Medíocre que você puder?)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/TTmTHDWlzEI/AAAAAAAAAKM/p9TZd1Jrvhg/s1600/autoritarismo-291x114.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 291px; DISPLAY: block; HEIGHT: 114px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564640563961384002" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/TTmTHDWlzEI/AAAAAAAAAKM/p9TZd1Jrvhg/s400/autoritarismo-291x114.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;imagem de Artur Perussi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lei do Mecenato de Curitiba agora proíbe, na área literária, a confecção de "Coleções". Assim mesmo, entre aspas. Isto se verifica nas atrasadas normas complementares, que saíram só dias depois do Edital. Será que fizeram isso porque surgiram coisas interessantes como a Coleção Antena, da Kafka, ou a coleção da 1801, de poesia, do Alexandre França, ou mesmo a trilogia do Karam, escolhida, assim como a Antena foi em 2008, entre os melhores projetos editoriais deste ano pelo guia cultural da Folha de S. Paulo? Voltemos então a publicar livros de autor com um cedezinho acompanhando. Acho que foi porque mostramos que com o mesmo dinheiro que muitos fazem um livro, nós fizemos cinco, depois três, todos com excelência gráfica. E o França, dois bem acabados na linha de poesia.&lt;br /&gt;Curitiba, assim, se mostra cada vez mais fascista. Retrógrada. E quer engolir seus próprios filhos. É uma ótima cidade para se morrer, diríamos. Após uma embolada geral que fizeram com o edital do Mecenato do ano retrasado 2009, que saiu em 2010, com a data de 2009-2010, mas valeu para 2010, agora temos esses tipos de imposições que não explicam seus por quês? Depois que isso aconteceu com o Mecenato de 2009-2010, acabei perdendo um projeto de Oficinas de Criação Literária (edital de Análise e Criação)para 2011, com edital feito em 2010, pois me disseram que eu já tinha dois projetos no ano, de 2010, um de Ações de Leitura e um do Mecenato, 2009-2010, que é uma coleção de novelas (esclareço: pela lei só se pode ter dois projetos por ano, ou dois do mecenato, ou dois do fundo, ou um do fundo e um do mecenato). Na verdade, o único trabalho realizado desses em 2010 foi o de Ações de Leitura. A Diretora da Lei, Ana Maria Hladczuk, me informou que eu deveria escolher entre o mecenato aprovado e as Oficinas de Criação (edital em que meu projeto foi o melhor pontuado). Fiz então minha escolha, contudo, enviei junto à minha opção pelo projeto da Lei(minha escolha), um carta em protesto mostrando alguns pontos que eu havia achado falhos no processo. Uma carta foi ao Presidente Paulino Viapiana e outra a Ana Maria. Contudo, não tive sequer uma linha de resposta. Como se nada houvesse acontecido. A política do silêncio e da imposição é o que de melhor se faz em Curitiba e em políticas de caráter autoritário. Depois, claro, o inimigo é eliminado. De uma vez ou aos poucos, vai sendo estirpado do corpo do sistema. Não posso aqui afirmar que essa medida tomada no edital do Mecenato em suas normas complementares foi em retaliação àquele que andou fazendo, no mínimo, boas "coleções" de livros, lançando autores e recuperando obras. E não preciso dizer que sou eu, em parceria com Luci Collin, e agora também com Assionara Souza, essa pessoa, a que realizaou tais coleções, das quais a Fundação recebeu cerca de 1000 livros como contrapartida, ou dai para mais, que serviram para abastecer e atualizar ainda mais as estantes de suas bibliotecas com obras de bom nível literário. (Devo ainda citar como realizadora das coleções minha grande amiga e profissional, Dalcia Lessnau, que controla tudo com mãos de ferro para que nada fuja ao controle em nossos projetos, e tudo sai redondo, e essa pessoa, Dalcia, também está sendo afetada no processo). Porém, se não for mesmo nada pessoal, da parte da Fundação, então eles que deem um justificativa aceitável para que não se possa mais fazerem "Coleções" de livros na área literária do Mecenato. Mas acho que não vão fazê-lo. Vão silenciar. Como se nada estivesse havendo de suspeito. Se não houver mesmo, por favor se pronunciem, caros membros da Lei. É só o que pedimos, ou, ao menos eu, sozinho, peço. Deixo claro aqui que não lamento (pois não gosto do chororô que impera na Curitiba daqueles que só esperam e não se mexem para nada) pelos projetos que não poderei fazer, mas pelo modo como as coisas são feitas e decididas arbitrariamente. Se tiver de deixar Curitiba para continuar a fazer cultura, vou deixar. Com a certeza de que aqui poderíamos fazer grande coisas. Grandes projetos. Gente para isso não falta. Porém as cabeças no poder são fracas, intectualmente limitadas. Espero que esse modo de operação sinistro não seja levado à Secretaria Estadual da Cultura. Pois é perigoso, ao menos para a literatura o é,a literatura que já viu seu melhor evento dos últimos anos cortado sem explicações, o Curitiba Literária, com edição única em 2007, mas com promessas de reedição pela presidência. E agora o que vemos é a Fundação dar seu aval a bienais de livro dentro de shopping centers, em que para entrar o público paga e os nomes dos escritores a serem convidados são sempre os mesmos. Os mesmos de fora. Num formato de debate anacrônico e no mais das vezes visando apenas o "entretenimento" e, como consequência, o puro "sucesso comercial". Desse modo concluo que Curitiba, ao menos na cultura, não gosta mesmo é do debate intelectual, de cotejar ideias. Pois assim fica tudo como está. A mediocridade impera. Os intelectuais, sobretudo os mais jovens, não possuem espaço de atuação junto à formação de políticas culturais públicas, tudo está em velhas mãos cheias de calos e vícios geradas numa atmosfera de parco poderio intelectual. Cultura em Curitiba é coisa para político, não para quem faz cultura. Os agentes culturais da cidade deveriam levantar a voz. Mas acho que cada um tem seus interesses. O meu só posso dizer que é fazer. Só me deixem, ou nos deixem,os que querem, fazer. E que os políticos da cultura se limitem a assinar documentos que nos possibilitem fazer bons projetos culturais que deem a devida projeção cultural a uma capital com baixíssima projeção cultural, que é a nossa, pois muitas vezes Curitiba é a representação perfeita da casa de um novo rico, cheia de carros caros na garagem e nenhum livro na estante. (Sei que muitos dos meus próprios amigos vão discodar disso, da nossa baixa projeção cultural, mas a realidade é mesmo um sapo gordo e azedo na hora de ser engolida. E para mim não é menos gorda e azeda). Ou então que esses políticos passem o bastão para quem tem um espírito mais empreendedor, vivaz, que queira levar a coisa para frente realmente. Porém, eu não devo me esquecer: cultura é poder. E o lugar de políticos, mesmo dos mais incultos,é no poder. Não devo nunca me esquecer disso. Não devemos. Mas escrever contra, falar contra, cobrar posições, esclarecimentos, isso devemos.&lt;br /&gt;Para finalizar, espero que a nova presidente da FCC, MARIA CHRISTINA DE ANDRADE VIEIRA, faça uma melhor intermediação entre produtores, intelectuais, artistas, membros da FCC e sociedade do que ultimamente se vinha fazendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui um PS de Paulo Sandrini:&lt;br /&gt;A Lei de Incentivo fez tão bem o processo dos editais do ano passado que eu, mesmo forçado a desistir do projeto aprovado no Edital de Análise e Criação Literária, continuo lá, está lá o meu nome, como o candidato mais bem colocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja em Resultado Fmc 2010, no site da FCC, no link&lt;br /&gt;http://www.fccdigital.com.br/leidoincentivo/textos.asp?id=36&lt;br /&gt;onde surgem os itens abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado final do Edital n.º 094/10 - Análise e Criação Literária, anexo Edital de convocação publicado em 10/08/10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edital n.º 175/10 - Resultado Análise e Criação Literária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edital n.º 159/10 - Convocação Análise e Criação Literária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique na última linha, no site, e verá que meu nome não foi retirado de lá. Para a sociedade eu continuo como um dos ministrantes das Oficinas de Criação. E como fica isso, hein, pessoal da Lei? Será que devo cobrar a assinatura do meu contrato, pois ainda sou dono da vaga, ou não? Ao menos no que o site veicula, ainda sou. Quando promoverem a limpeza, por favor, façam o serviço completo. Ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Sandrini,21 de janeiro de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-3720493931632067293?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/3720493931632067293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/01/lei-do-mecenato-proibe-projetos-de.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/3720493931632067293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/3720493931632067293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2011/01/lei-do-mecenato-proibe-projetos-de.html' title='Lei do Mecenato proíbe projetos de Coleções, na área literária (ou seria a Lei do Faça o Projeto Mais Medíocre que você puder?)'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/TTmTHDWlzEI/AAAAAAAAAKM/p9TZd1Jrvhg/s72-c/autoritarismo-291x114.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7302888079880652684</id><published>2010-09-15T08:41:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T08:46:32.366-07:00</updated><title type='text'>AUTORES E IDEIAS - EM OUTUBRO, PAULO SANDRINI E ANA PAULA MAIA</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;Em maio de 2010, o Sesc Paraná iniciou o projeto Autores &amp;amp; Ideias, que se traduz num painel de discussão e reflexão sobre os mais variados temas da contemporaneidade e que possam contribuir para a formação de educadores, estudantes e público em geral. &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;O tema do projeto em 2010 tem como eixo central o “Ciberespaço” e abordará “Leitura, Literatura e Letramento na Sociedade Digital”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;Nessa perspectiva, gostaríamos de convidá-lo para participar da mesa-redonda &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;“O futuro do mercado editorial”,&lt;/b&gt; cujo objetivo é discorrer sobre&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;as vantagens e os riscos deste novo mercado que se apresenta, do ponto de vista do escritor e do editor, abordando ainda as estratégias para combater a pirataria e evitar o ocorrido com a indústria fonográfica no mercado de livros. Assim, dois autores discutem as mudanças no comportamento das editoras, novas perspectivas impulsionadas pelos recursos digitais e o futuro das publicações frente à expansão do livro eletrônico e da digitalização de obras. A mesa-redonda será composta por dois autores e mediador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;O projeto atenderá cinco unidades do Sesc no Paraná: Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Pato Branco. A programação está prevista para acontecer conforme cronograma:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;1º etapa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;05/10 – Curitiba&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;06/10 – Londrina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;07/10 – Maringá&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;2º etapa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;13/10 – Cascavel&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Arial', 'sans-serif'"&gt;14/10 – Pato Branco&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7302888079880652684?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7302888079880652684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/09/autores-e-ideias-em-outubro-paulo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7302888079880652684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7302888079880652684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/09/autores-e-ideias-em-outubro-paulo.html' title='AUTORES E IDEIAS - EM OUTUBRO, PAULO SANDRINI E ANA PAULA MAIA'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7836592910689550495</id><published>2010-09-15T08:39:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T08:40:46.351-07:00</updated><title type='text'>KARAM-KAFKA, 01 DE OUTUBRO, NO JOKERS. VÃO LÁ!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/TJDo4u2rHrI/AAAAAAAAAJE/MXu3q2ugLMI/s1600/Kafka+Edi%C3%A7%C3%B5es+Convida.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 178px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517165604876525234" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/TJDo4u2rHrI/AAAAAAAAAJE/MXu3q2ugLMI/s400/Kafka+Edi%C3%A7%C3%B5es+Convida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7836592910689550495?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7836592910689550495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/09/karam-kafka-01-de-outubro-no-jokers-vao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7836592910689550495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7836592910689550495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/09/karam-kafka-01-de-outubro-no-jokers-vao.html' title='KARAM-KAFKA, 01 DE OUTUBRO, NO JOKERS. VÃO LÁ!'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/TJDo4u2rHrI/AAAAAAAAAJE/MXu3q2ugLMI/s72-c/Kafka+Edi%C3%A7%C3%B5es+Convida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-8808116257572840501</id><published>2010-06-02T09:37:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T09:39:15.544-07:00</updated><title type='text'>Leia no blog da Nara.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Segoe UI'; font-size: 12px; white-space: pre; "&gt;&lt;div&gt;Dante Mendonça fala de Wilson Bueno. E das facadas literárias, às vezes piores que a própria morte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;http://cecinest.blogspot.com/2010/06/wilson-bueno_02.html&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-8808116257572840501?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/8808116257572840501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/06/leia-no-blog-da-nara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8808116257572840501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8808116257572840501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/06/leia-no-blog-da-nara.html' title='Leia no blog da Nara.'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5994814917415876869</id><published>2010-05-31T14:50:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T18:53:21.533-07:00</updated><title type='text'>Entrevista para o Ciranda Cultural sobre MC Karam. Concedida ao jornalista Marcos Martins, da TV SINAL</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(51, 51, 51); font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:11px;"&gt;&lt;div class="UIIntentionalStory_Header"&gt;&lt;h3 class="UIIntentionalStory_Message" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:&amp;quot;msg&amp;quot;}"  style=" color: rgb(51, 51, 51); margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-weight: normal; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="UIStory_Message"&gt;Deixo aqui os links, em três blocos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 1&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.alep.pr.gov.br/video/ciranda-cultural-karam-bloco-1" onmousedown="UntrustedLink.bootstrap($(this), &amp;quot;a54ea&amp;quot;, event);" rel="nofollow" target="_blank" style="cursor: pointer; color: rgb(59, 89, 152); text-decoration: none; "&gt;&lt;span&gt;http://www.alep.pr.gov.br/video/ciranda-&lt;/span&gt;&lt;wbr&gt;&lt;span class="word_break" style="display: block; float: left; margin-left: -10px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/span&gt;cultural-karam-bloco-1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="text_exposed_show" style="display: inline; "&gt;Parte 2&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.alep.pr.gov.br/video/ciranda-cultural-karam-bloco-2" onmousedown="UntrustedLink.bootstrap($(this), &amp;quot;a54ea&amp;quot;, event);" rel="nofollow" target="_blank" style="cursor: pointer; color: rgb(59, 89, 152); text-decoration: none; "&gt;&lt;span&gt;http://www.alep.pr.gov.br/video/ciranda-&lt;/span&gt;&lt;wbr&gt;&lt;span class="word_break" style="display: block; float: left; margin-left: -10px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/span&gt;cultural-karam-bloco-2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 3&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.alep.pr.gov.br/video/ciranda-cultural-karam-bloco-3" onmousedown="UntrustedLink.bootstrap($(this), &amp;quot;a54ea&amp;quot;, event);" rel="nofollow" target="_blank" style="cursor: pointer; color: rgb(59, 89, 152); text-decoration: none; "&gt;&lt;span&gt;http://www.alep.pr.gov.br/video/ciranda-&lt;/span&gt;&lt;wbr&gt;&lt;span class="word_break" style="display: block; float: left; margin-left: -10px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;/span&gt;cultural-karam-bloco-3&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="UIStoryAttachment" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:&amp;quot;attach&amp;quot;}" id="" style="margin-top: 6px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; padding-right: 10px; margin-bottom: 5px; "&gt;&lt;div class="UIStoryAttachment_Info" style="display: table; "&gt;&lt;div class="UIStoryAttachment_BlockQuote" style="border-left-width: 2px; border-left-style: solid; border-left-color: rgb(204, 204, 204); padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 3px; padding-left: 8px; "&gt;&lt;div class="UIStoryAttachment_Title" style="font-weight: bold; padding-top: 3px; margin-top: 0px; "&gt;&lt;a href="http://www.alep.pr.gov.br/video/ciranda-cultural-karam-bloco-1" id="" target="_blank" onmousedown="UntrustedLink.bootstrap($(this), &amp;quot;a54ea&amp;quot;, event);" rel="nofollow" style="cursor: pointer; color: rgb(59, 89, 152); text-decoration: none; "&gt;www.alep.pr.gov.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="UIStoryAttachment_Caption" style="color: rgb(128, 128, 128); padding-top: 3px; "&gt;www.alep.pr.gov.br&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5994814917415876869?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5994814917415876869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/05/entrevista-para-o-ciranda-cultural.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5994814917415876869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5994814917415876869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/05/entrevista-para-o-ciranda-cultural.html' title='Entrevista para o Ciranda Cultural sobre MC Karam. Concedida ao jornalista Marcos Martins, da TV SINAL'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7075704778281873808</id><published>2010-05-09T17:16:00.001-07:00</published><updated>2010-05-09T17:16:37.045-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;div class="profile_name_and_status"&gt;&lt;div class="mobile_status" style="color: rgb(85, 85, 85); display: inline; font-size: 13px; font-weight: normal; margin-left: 5px; "&gt;&lt;span id="profile_status"&gt;&lt;span id="status_text"&gt;"Todas as vezes que me pego pensando nos poetas e nos prosadores mais arrojados dos últimos tempos, acabo chegando sempre ao mesmo ponto geográfico. [...] As reflexões sobre a linha mais inquietante da literatura brasileira sempre me conduzem ao mesmo lugar. Não, não se trata de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Tampouco de Porto Alegre. Refiro-me a Curitiba."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="tabs_wrapper clearfix" style="display: block; padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7075704778281873808?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7075704778281873808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/05/todas-as-vezes-que-me-pego-pensando-nos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7075704778281873808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7075704778281873808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/05/todas-as-vezes-que-me-pego-pensando-nos.html' title=''/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-3688992292175768563</id><published>2010-05-04T09:27:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T09:28:03.349-07:00</updated><title type='text'>A congênita doença do asfaltoconcretofuligem</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;line-height:150%; font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;trecho de romance inédito                                                         &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-align: justify;text-indent: 0cm; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;às vezes aquela vontade atroz de percorrer as vias congestionadas as marginais avenidas ruas alamedas na hora do rush ou à noite enquanto a cidade dorme ou quando a sua vontade desperta pela manhã manhãzinha quando todos os cheiros da cidade acordam quando os néons espreguiçam nas fachadas encardidas e o sangue coagula nas calçadas e os pedintes ainda dormem e os trabalhadores dormem também mas dormem caminhando rumo aos pontos de ônibus metrô trem de subúrbio e a fuligem vai subindo se levantando e formando um véu acinzentado sobre a metrópole vermelha e o concreto já vai esquentando devido ao friccionar das solas duras dos sapatos apressados dos transeuntes contra as calçadas enquanto o sol vai surgindo no céu rubro d’arrebol para depois ficar feito um ovo estalado contra um fundo celestial e o asfalto e o concreto em pouco tempo estarão tão quentes que se poderá mesmo ali estalar um ovo e fritá-lo e olhar para a calçada cinzenta por monóxido de carbono e praquele ovo amarelo ali fritando e construir uma sofrível &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;metáfora uma péssima analogia uma analogia literal pensando aquela calçada como se fosse o céu cinzento de fuligem ao fundo do sol e este seria o ovo [ovo /sol, calçada / céu] e então construir a poética do óbvio para depois acelerar afundar o pé no acelerador de um possante V8 negro correndo feito um demônio ensandecido a furtar almas do paraíso metropolitano e a afundá-las todas para a dimensão das metáforas e analogias sofríveis e idiotas e ainda assim conseguir com isso que essas almas desfrutem de pequenos instantes de intensa falta de objetividade e de ócio e assim elas poderão perceber que mesmo uma metáfora lugar comum ou uma analogia pobre é menos sofrível que uma realidade crua e assim você vai seguir acelerando seu possante V8 que seu Abraão lhe deu quando você se graduou em medicina e você fará com que esse possante diabo negro seja a total completa e irreversível antítese das brancas ambulâncias gritando por socorro com suas sirenes desesperadas histéricas através dos vasos sanguíneos da cidade vermelha de céu cinza e seu possante será o genuíno agente metropolitano de tânatos lutando contra esses malditos anjos de branco que são as gritalhonas ambulâncias vomitando vítimas para dentro do corredores dos hospitais corredores feito coronárias entupidas então você vai pensar você vai querer fazer você querer transformar seu possante V8 num cateter para sair desobstruindo as coronárias desses organismos moribundos que são os hospitais então você vai acelerar esquentar o escape e as rodas e a lataria pois só mesmo o fogo para derreter toda essa gordura ali parada só o fogo só o fogo só o fogo e toda vez que você desejar o sol escaldante do deserto logo o fogo escaldante do escape de um V8 irá chamar você de volta para realidade crua das ruas da metrópole e as sirenes das histéricas ambulâncias e o olhar mórbido das hemácias debilitadas farão recrudescer em você aquela vontade atroz de esmagar o asfalto quente derretido de rachar o concreto das calçadas dos muros e das moradas e de pretejar seu pulmão com a mais espessa fuligem e com isso você se saberá ainda doente ainda fustigado pela congênita afecção desses que nascem adaptados a tanta fuligem concreto asfalto mas ainda assim você tentará lutar contra tentará reverter isso aproveitando aquelas horas em que se leva uma vida pública trabalhando em prol do outro do próximo mas desejando no fundo no fundo que as horas corram para que você possa viver exercer o outro lado de sua vida dupla guiando um possante V8 negro assassino pelas ruas da metrópole então você se lembrará de que não possui um V8 negro assassino que você sempre se misturou às hemácias debilitadas da urbe nos intestinos dos coletivos e do metrô e quem possui um possante V8 é seu irmão Isaac com quem você mal fala com quem você divide o pai mas não uma amizade sim uma batalha e você desejará então que Isaac seja um mendigo e que você sim possua um possante V8 negro assassino para atropelar seu irmão numa noite de frio e depois correr para o plantão noturno a esperar pelas vísceras dilaceradas e a pele rasgada ralada de seu irmão chegando numa ambulância histérica e com isso dar o parecer Não há nada a fazer e então se livrar desse fardo pesado da irmandade pois na metrópole vermelha a irmandade já era não há laços de sangue que mitiguem as desavenças e o ódio ao estranho a todo estranho que na maioria das vezes se apresenta com o rosto de seu próprio irmão.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-align: justify;text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-align: justify;text-indent: 35.45pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-3688992292175768563?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/3688992292175768563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/05/congenita-doenca-do-asfaltoconcretofuli.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/3688992292175768563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/3688992292175768563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/05/congenita-doenca-do-asfaltoconcretofuli.html' title='A congênita doença do asfaltoconcretofuligem'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-619486431691291624</id><published>2010-04-14T17:53:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T06:17:29.053-07:00</updated><title type='text'>Trecho do Conto "A expedição"</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 72px;font-size:small;" class="Apple-style-span" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:'FrankfurtGothic','sans-serif';font-size:10;"  &gt;Nos olhos de Farrel&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;font-size:10;" &gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:'FrankfurtGothic','sans-serif';font-size:10;"  &gt;O que você quer saber, chefinho? O sempre chefinho. Como todo líder que conduz erroneamente sua trupe, você deveria desconfiar: haverá revoltados. Traidores. Mesmo que você esteja conduzindo tudo no rumo certo, haverá um traidor. Conspiradores. Alguém querendo tomar seu posto. Ainda não sou isso. Esse traidor. Esse conspirador. Mas estou quase chegando a esse ponto. Por necessidade. Todos aqui têm certeza de que não estamos indo na direção correta. E em pouco tempo seremos localizados e virão [se já não estão vindo] a nossa caça. Aí sofreremos as piores punições. O plano era de cinco dias no máximo pra chegarmos. Já estamos no sexto. Essa aridez ferra com a gente. A água está no fim. E você aí, como se estivesse tudo numa boa. Se chegarmos ao canyon, você vai junto das putas pentelhas da Cíntia e da Luiza Cláudia lá pra baixo e eu assumo o comando; ou qualquer outro de nós. Pensando bem, até as putas acho que nos comandariam melhor que você, seu pretensioso de uma figa. Quem sabe você não vai sozinho lá pra baixo e elas ficam prum dia tentar escrever algo que preste e que ninguém, ainda assim, lerá, pois além de putas, feias e chatas elas se dizem escritoras também. Agora, para de me encarar. Ainda trago comigo o canivete largo herdado do meu bisavô siciliano e posso muito bem enfiar na sua pança, num golpe seco de baixo pra cima. Quando você perceber, ficará me encarando assustado, assustado com o seu fim, pois apenas os muito seguros da própria capacidade e os temerários podem ser surpreendidos dessa forma. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:'FrankfurtGothic','sans-serif';font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;font-size:10;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-619486431691291624?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/619486431691291624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/04/trecho-do-conto-expedicao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/619486431691291624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/619486431691291624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/04/trecho-do-conto-expedicao.html' title='Trecho do Conto &quot;A expedição&quot;'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5717452491672170399</id><published>2010-04-14T17:03:00.000-07:00</published><updated>2010-04-14T17:04:07.171-07:00</updated><title type='text'>Vazio e náusea</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;h3 class="UIIntentionalStory_Message" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:&amp;quot;msg&amp;quot;}" style="font-size: 13px; color: rgb(51, 51, 51); margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-weight: normal; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; "&gt;&lt;span class="UIStory_Message"&gt;Estava com um vazio existencial fudido. Então, comi parte da minha biblioteca. Um Kierkegaard, um Camus, dois Sartre, dois Sábato. E, porra, quando me lembrei que ainda tinham uns calhamaços do Dostoiévski, aí, meu bom, senti náusea.&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5717452491672170399?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5717452491672170399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/04/vazio-e-nausea.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5717452491672170399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5717452491672170399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/04/vazio-e-nausea.html' title='Vazio e náusea'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7807076626710654777</id><published>2010-04-05T11:42:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T20:59:07.303-07:00</updated><title type='text'>Carta aberta a Bárbara Lia</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Curitiba, 05 de abril de 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bárbara,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, gostaria de dizer que não estou querendo fazer disso uma guerra. Ou seja, sobre isso que falarei a seguir. Entrementes, só quero esclarecer algumas coisas distorcidas por você, que já vêm desde 2008, à época da Coleção Antena, em que você  supôs eu ter obscurecido seu nome numa entrevista à Gazeta do Povo; que você não tinha sido citada como autora da editora, e que seu livro tinha alavancado a Kafka. A última parte, obviamente, não é verdadeira. A Kafka é fruto de um trabalho que venho pensando há pelo menos 6, 7 anos. O detalhe foi sua falta de sensibilidade de não ter entrado em contato comigo para saber o porquê da sua ausência na entrevista. Não foi nada proposital. Só uma entrevista feita por telefone com o Marcio Renato dos Santos. E por telefone, sabemos nós, algumas informações se perdem. Inclusive o Marcio mesmo me lembrou de alguns livros de que na hora não me lembrei. Na edição da entrevista, claro, seu nome passou, mas não por não ter sido citado por mim ou lembrado por Marcio, simplesmente porque é normal que num texto dessa natureza, entrevista por telefone, reitero, alguns dados se percam, se volatizem na atmosfera discursiva. Depois, vieram os ataques aos quais nunca revidei. Lá naquele espaço para covardes e boçais chamado Bocágil. Coisa típica de uma gente sem coragem para peitar o que diz, pois sabe que não terá argumentos que a sustente nessa farsa por muito tempo. E, também, não faço disso, do revide, uma arte. Não sou vingativo. Só lhe peço para que não mais distorça as coisas em relação à Kafka, como por exemplo você faz na sua entrevista à revista Contemporartes (quem quiser que busque o link que você mesma não sei por que me enviou, talvez como provocação boba), dizendo desse modo, justamente assim: "O projeto inicial da Kafka edições baratas era poesia pura. Era bonito pois era uma resistência. Publicar belos poemas a preços acessíveis. &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Mas, era um empréstimo do selo.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;O livro de bolso era pago pelo autor&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;Mas, era bem viável, pois o custo da publicação era mínimo." Esclareço, sem precisar, mas esclareço: não, não era um empréstimo do selo. Só publicamos autores em que confiávamos no talento. Emprestar um selo é cobrar pelo serviço todo. Se mal você se lembra não lhe foi cobrado um tostão do projeto gráfico do livro, em que eu e Koproski nos detivemos por dias para resolver, editar, dar uma revisada; depois, ainda, pesquisar preços em gráficas digitais para baratear para o autor, gastar com gasolina, com ligações, horas de conversa por telefone entre mim e ele e etc. etc. Falo isso pelo simples fato de não gostar de passar por mercenário, nem nas entrelinhas. Coisa que estou longe de ser. O projeto da Kafka continua como resistência, pois sou marrento, e vou fazer a diferença enquanto puder numa terra em que poucos tomam atitudes generosas; porém são bárbaros para "descer o porrete" em quem está buscando mudar minimamente o rumo das coisas. Continuando: você nem sabia quais eram os próximos projetos da editora. Se você estaria neles ou não. Não me perguntou. Só me atacou e atacou Luci Collin também, que pelo que sei nunca lhe fez mal algum. Se mostrássemos a você a curadoria da segunda edição do Curitiba Literária (para falar um pouco disso também), um evento morto na casca para o nosso eterno mal literário local (em que o que vale mais é entreter com "ídolos literários" e não, em muitos casos, proporcionar realmente cultura, em que o que parece valer mais é fazer Bienais mancas no Positivo ou em shopping centers com medalhões para lá de gastos), se lhe mostrássemos o projeto da curadoria, talvez você pudesse ver quão maus eu e Luci fomos e somos em relação a você. Você, escritora da qual levei o original de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Solidão calcinada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; para a Travessa dos Editores, enquanto estava lá tentando empreender algum projeto digno para os escritores locais. Que infelizmente não deu certo. O livro é bom, tanto que foi publicado pela secretaria estadual da cultura, mesmo dentro da sua (da secretaria) inépcia em mostrar à sociedade projetos sólidos e sérios com relação à literatura e à produção literária sobretudo; neste estado com um governo que parece mais do nível intelectual do Arkansas que de Nova Iorque. Para sorte de todos que querem que a literatura ande com pernas mais longas e mais equilibradas por essas nossas terras de araucárias tristes e choramingas, seu livro foi editado. Você foi editada. Você, de quem tenho na estante de livros do Gianluca, meu filho, um exemplar de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Chá para borboletas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que guardo até hoje, pois você é uma escritora de valor, e quero que ele tenha acesso a isso quando ficar maior, apesar de achar que você não foi minha amiga, e realmente não foi. Você não esperou. Esperneou. Esbravejou. A Kafka, para informar a todos a quem interessar possa, mantém seu ideal primeiro. Só que buscando recursos para que os escritores tenham livros melhor acabados. Não gosto dessa louvação à coisa artesanal, entendo livro como produto de arte, mas reproduzido (doa a quem tiver de doer) em escala industrial, questão de poder distribuir mais e melhor. Um pensamento meu, sou designer de formação, entendo a coisa por uma outra ótica. Já fiz livros grampeados (os da KFK edições baratas, por exemplo), porém tenho uma certa aversão, confesso, a livros grampeados ou com lacinhos ou pacotinhos para enganar bobos. No mais, e para ir chegando ao desenlace dessa missiva que me faz mal escrever, lhe peço que não distorça mais meus projetos, meu ideais, minhas ideias (que nem são grandes coisas, mas são honestas), pois só estou tentando fazer. Fazer vingar algo. Os que fazem sabem que essa mensagem não é para eles. Os que esperneam e reclamam podem vestir a carapuça até os calcanhares, que certamente são de aquiles. Pois não sustetam em pé seus discursos debilitados na falta de projetos de valor. Tomara que venham outros, fazendo projetos legais para a cidade. Que venham muitos. Não queremos hegemonia de nada. Prefiro escrever, coisa que às vezes deixo de fazer para cuidar do trabalho alheio. Mas em que também acredito. Acredito também em resgatar obras que a cidade cuida de enterrar, com lápides bem decoradas na indiferença e no não reconhecimento de seus cérebros locais. Por exemplo: o Karam morreu em 2007, lançou-se um livro inédito dele, e onde estão os críticos desta cidade que não fizeram uma resenha decente a uma grande obra de um grande autor? Mas é autor morto, e a cidade gosta disso. Eu não. Gosto de revivê-los. Trazê-los à tona. Nesse caso, trago outra cultura comigo, ainda bem, nessas horas saco da carteira  meu RG paulista. Não vou enterrar valores em nome da inveja e da indiferença que aqui é uma tradição que, se não for logo banida do mapa, vai transformar esse lugar num poema de Eliot, uma terra devastada. E, assim, minha cara, você deve saber, o que sobram mesmo são sempre as baratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Sandrini&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7807076626710654777?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7807076626710654777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/04/carta-aberta-barbara-lia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7807076626710654777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7807076626710654777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/04/carta-aberta-barbara-lia.html' title='Carta aberta a Bárbara Lia'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-487234532017019599</id><published>2010-03-28T14:54:00.000-07:00</published><updated>2010-03-28T15:12:26.822-07:00</updated><title type='text'>Pedro Juan Gutiérrez</title><content type='html'>Deixo aqui duas traduções que fiz de poemas de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Gutiérrez&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Os textos, encontrei-os publicados na revista mexicana &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Blanco Móvil&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Eduardo Mosches. Esse número do qual tirei os dois textos não há no site, me parece, mas não afirmo, porque a revista, da qual tenho uma versão impressa, encontra-se agora em caixas de mudança. Não lembro como era a capa. Deixo o link: &lt;span style="color:#009900;"&gt;http://www.blancomovil.com/home.html.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Material antipoético&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O panorama deste verão é desolador&lt;br /&gt;abundam as baratas&lt;br /&gt;as moscas e guasasas* da merda&lt;br /&gt;o fedor do lixo podre&lt;br /&gt;e do esgoto derramado nas ruas&lt;br /&gt;os ratos pequenos / dizem&lt;br /&gt;que também há ratazanas enormes&lt;br /&gt;Há avisos / vacina grátis&lt;br /&gt;contra leptospirose&lt;br /&gt;No Malecón um edifício se inclinou&lt;br /&gt;como a Torre de Pisa&lt;br /&gt;e a gente saiu fugida&lt;br /&gt;Agora uns homens o derrubam&lt;br /&gt;com muito cuidado / pedra por pedra&lt;br /&gt;Porque pode desabar e enterrar os vizinhos&lt;br /&gt;Enfim o panorama é pavoroso&lt;br /&gt;sob o sol e o calor&lt;br /&gt;A cidade antipoética&lt;br /&gt;Nicanor Parra teria que visitá-la&lt;br /&gt;Gente cansada e de mau humor Bêbados&lt;br /&gt;sentados nas calçadas esperando o nada&lt;br /&gt;E os poetas em baixa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada belo que cantar&lt;br /&gt;uma desgraça para os poetas&lt;br /&gt;Tudo é merda&lt;br /&gt;Assim é impossível escrever poesia nutritiva&lt;br /&gt;poesia alimentícia&lt;br /&gt;poesia que faça exclamar&lt;br /&gt;as damas sensíveis&lt;br /&gt;oh, que grande poeta estupendo é um clássico!&lt;br /&gt;Não / nada disso&lt;br /&gt;A vida antipoética ganha terreno&lt;br /&gt;e estabelece cabeças de praia&lt;br /&gt;em cada coraçãozinho que consegue alcançar&lt;br /&gt;E eu desgraçadamente&lt;br /&gt;não posso olhar sozinho o mar&lt;br /&gt;O mar salvador azul&lt;br /&gt;O eterno belíssimo brilhante mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Em Cuba, mosca pequena que vive em enxames em lugares úmidos e escuros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Na Boca do lobo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos meus melhores amigos&lt;br /&gt;os mais honrados e honestos&lt;br /&gt;se suicidaram&lt;br /&gt;não resistiram à avalanche&lt;br /&gt;Algumas de minhas mulheres&lt;br /&gt;as mais doces e suaves&lt;br /&gt;agora são ácidas e corrosivas&lt;br /&gt;Estou na boca do lobo&lt;br /&gt;e não sei o que fazer&lt;br /&gt;Tento ganhar tempo&lt;br /&gt;Será o instinto de sobrevivência&lt;br /&gt;O fantasma de Kaváfis&lt;br /&gt;Os influxos da lua&lt;br /&gt;Escuto os cantos gregorianos&lt;br /&gt;no crepúsculo&lt;br /&gt;com um copo de run na mão&lt;br /&gt;e um cigarro / e observo o mar&lt;br /&gt;O asco e a merda se dissolvem&lt;br /&gt;na luz dourada&lt;br /&gt;E minha mulher / que limpa a casa&lt;br /&gt;alienada de tudo&lt;br /&gt;me diz não bebas sozinho&lt;br /&gt;me prepara uma dose&lt;br /&gt;põe limão e mel de abelha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Trad. Paulo Sandrini&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-487234532017019599?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/487234532017019599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/pedro-juan-gutierrez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/487234532017019599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/487234532017019599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/pedro-juan-gutierrez.html' title='Pedro Juan Gutiérrez'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-6810577142351886797</id><published>2010-03-19T13:29:00.001-07:00</published><updated>2010-03-19T13:29:48.322-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Essa coisa de beleza interior é papo de decorador, como já dizia Gilmar das Candongas, na TV Colosso. Hehe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-6810577142351886797?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/6810577142351886797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/essa-coisa-de-beleza-interior-e-papo-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6810577142351886797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6810577142351886797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/essa-coisa-de-beleza-interior-e-papo-de.html' title=''/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5982512980785336598</id><published>2010-03-19T13:28:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T13:29:10.370-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acredito muito na natureza humana. Mas como todo o resto, ela vem sendo devastada e deixando pelo caminho trilhas de fogo que nunca param de nos queimar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5982512980785336598?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5982512980785336598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/acredito-muito-na-natureza-humana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5982512980785336598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5982512980785336598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/acredito-muito-na-natureza-humana.html' title=''/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-6505985403879839055</id><published>2010-03-19T09:27:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T09:28:44.677-07:00</updated><title type='text'>Trecho de uma carta da artista brasileira Lygia Clark a Mondrian</title><content type='html'>“Mondrian: você acreditou no homem. Você fez mais: num sonho utópico, estupendo, pensou em eras vindas em que a própria vida “construída” seria uma realidade plástica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isto te salvasse da tua própria solidão. Pois eu, meu amigo, não sonho porque não acredito.  Não por excesso de realismo mas para mim o coletivo só existe na razão desta desordem de ordem prática e social. Se o homem não pode sentir como é importante esse desenvolvimento interior   -  chamemos de uma forma que nasce com a pessoa como um punho fechado, talvez se abrindo no primeiro tempo com o próprio nascimento   -  então ele jamais poderá atingir sua plenitude como a rosa que se abre dentro do seu próprio tempo e morre amorosamente realizada, inteligente e feliz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mondrian, um segredo eu vou te contar: às vezes, eu me sinto tão desesperada, porque no momento em que “checo” este problema a solidão, o frio, “o medo do medo” me envolvem com todos os seus braços e procuram fechar este novo tempo que desabrocha na minha forma interior, amassando pétalas frescas e delicadas que levarão novo tempo para se abrirem como se abre um olho devagar, depois de ter levado um bom murro."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-6505985403879839055?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/6505985403879839055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/carta-da-artista-brasileira-lygia-clark.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6505985403879839055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6505985403879839055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/carta-da-artista-brasileira-lygia-clark.html' title='Trecho de uma carta da artista brasileira Lygia Clark a Mondrian'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-1060503242605634000</id><published>2010-03-19T07:01:00.001-07:00</published><updated>2010-03-19T07:01:17.570-07:00</updated><title type='text'>Monomania e felicidade</title><content type='html'>Tinha a monomania de beijar a esclerótica dos filhos e da esposa. Um dia ganhou esclerose e a família toda ficou estramboticamente feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-1060503242605634000?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/1060503242605634000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/monomania-e-felicidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1060503242605634000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1060503242605634000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/monomania-e-felicidade.html' title='Monomania e felicidade'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-642944033527351302</id><published>2010-03-19T07:00:00.001-07:00</published><updated>2010-03-19T07:00:21.257-07:00</updated><title type='text'>Miniconto-piada:</title><content type='html'>A loira aprendeu nas aulas de inglês que pen significava caneta. Um dia então viu o laptop do namorado aberto e tentou deixar uma mensagem escrita na tela: "Eu te amo". Problema foi ter tentado escrever com o pen-drive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-642944033527351302?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/642944033527351302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/miniconto-piada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/642944033527351302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/642944033527351302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/miniconto-piada.html' title='Miniconto-piada:'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-466506787536542796</id><published>2010-03-19T06:58:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T06:59:26.703-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Só aceitou que era um completo idiota quando instalou em seu quarto um espelho em que podia se ver de corpo inteiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-466506787536542796?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/466506787536542796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/so-aceitou-que-era-um-completo-idiota.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/466506787536542796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/466506787536542796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/so-aceitou-que-era-um-completo-idiota.html' title=''/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-4804287933441268696</id><published>2010-03-19T06:57:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T06:58:03.522-07:00</updated><title type='text'>"Opção"</title><content type='html'>Tinha 6 namoradas. Quando elas descobriram, ficou sem nenhuma. Tempinho depois tinha sete namorados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-4804287933441268696?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/4804287933441268696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/opcao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4804287933441268696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4804287933441268696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/opcao.html' title='&quot;Opção&quot;'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5346521899818310911</id><published>2010-03-19T06:56:00.002-07:00</published><updated>2010-03-19T06:57:17.071-07:00</updated><title type='text'>Miniconto</title><content type='html'>O carequinha pensou, vou ler bastante, ver artes, ficar mais criativo, quem sabe se com a cabeça fértil me nasçam uns cabelos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5346521899818310911?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' 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src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7343397033595658558</id><published>2010-03-19T06:56:00.001-07:00</published><updated>2010-03-19T06:56:28.882-07:00</updated><title type='text'>Monterror</title><content type='html'>Quando acordou, bêbado, o dragão ainda estava lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7343397033595658558?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7343397033595658558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/monterror.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-8673424760225548769?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/8673424760225548769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/os-confins-justificam-os-e-mails.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8673424760225548769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8673424760225548769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/os-confins-justificam-os-e-mails.html' title=''/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-1378120304405334229</id><published>2010-03-19T06:53:00.001-07:00</published><updated>2010-03-19T06:54:05.481-07:00</updated><title type='text'>Warning:</title><content type='html'>Ao entrar de cabeça num projeto de vida que não é o seu, saiba que perderá a cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-1378120304405334229?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/1378120304405334229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/warning.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1378120304405334229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1378120304405334229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/warning.html' title='Warning:'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2627533188534334829</id><published>2010-03-18T02:59:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T03:00:24.713-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não convidem aos pensamentos profundos as pessoas que não sabem nadar na mente. Dê-lhes apenas o que é raso em termos de ideia e mesmo assim elas se afogarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;paulo sandrini&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2627533188534334829?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2627533188534334829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/nao-convidem-aos-pensamentos-profundos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2627533188534334829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2627533188534334829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/nao-convidem-aos-pensamentos-profundos.html' title=''/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-3512719119814470044</id><published>2010-03-15T02:30:00.001-07:00</published><updated>2010-03-15T11:08:09.554-07:00</updated><title type='text'>Miniconto</title><content type='html'>Foi à academia cuidar do corpo e perdeu célebro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-3512719119814470044?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/3512719119814470044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/miniconto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/3512719119814470044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/3512719119814470044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/miniconto.html' title='Miniconto'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-6219887721469176808</id><published>2010-03-12T06:11:00.000-08:00</published><updated>2010-03-12T06:28:28.717-08:00</updated><title type='text'>Trrecho de um conto inédito, A expedição.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os lábios crispados de Johnson&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quer um deus com as palavras se ele mesmo aboliu o princípio do verbo em favor do olhar vigilante? Quer palavras? Exercite pregando-as no deserto. Aos escorpiões, às serpentes. Seguimos você com passividade somente porque além de perdemos o caminho [temos toda a certeza disso], perdemos também os atalhos que nos levavam uns aos outros. Agora, fica você aí, pensando em sublevação, traição. É isso que pensa o senhor deus do olhar vigilante. O deus que vê tudo do seu centro. O que vê você? O que ouve? Fadiga, descrença, silêncio? E isso é o que o fustiga — além da paranóia da traição que o atormenta certamente [todo líder tem naturalmente essa paranóia]. Sim, estamos cansados. Descontentes com essa empresa falida. Mas no que resultaria uma punhalada em suas costas? Sangue. Apenas mais líquido que este deserto sorveria como sorve qualquer outro líquido. Como sorveu há pouco minha urina escura e fétida. Palavras não vão mudar o rumo das coisas. Não indicarão outro caminho. Não mais, nesse nosso caso. Estamos apenas esperando que nos encontrem. Que nos tragam de beber. De comer. Pão. Qualquer coisa. Que nos castiguem mas que nos deem de comer. Você e seu olhar até agora só nos impõem precariedade. Subordinação bovina. Não, não vamos chegar a lugar algum sob suas determinações e você, sem as palavras, não chegará mais ao nosso interior. O que verá de nós é somente a casca chamuscada por este sol infalível. O deserto será o pano de fundo para os limites precisos do nosso corpo. Agora, ao que se expande de nossas mentes por esse deserto afora, indo reverberar tão longe quanto nossos pensamentos puderem alcançar, você não terá mais acesso. Diga-nos o que fazer. Certamente seguiremos. Estamos passivos. Só não diga que quer diálogo. Você quer apenas concordância. Que nossas palavras sejam ecos das suas. Um verdadeiro monólogo, senhor deus do olhar, um verdadeiro monólogo que sairia da sua boca e se amplificaria a partir das nossas. Contente-se pois com os nossos olhares. Quando muito. Agora, não espere traição, punhaladas nas costas. Você não é tão competentemente cruel pra merecer isso. Se fosse, talvez até o temeríamos com pavor e respeito. Pensaríamos em arrancar seu couro. Comer sua carne pra adquirir sua força. Porém, antes da carne, no princípio, senhor deus, era o verbo. Se não temos a força do verbo, a carne só pode ser débil. Que ao pó do deserto junte-se, então, o pó de sua carne e de seu olhar mudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-6219887721469176808?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/6219887721469176808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/trrecho-de-um-conto-inedito-expedicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6219887721469176808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6219887721469176808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/trrecho-de-um-conto-inedito-expedicao.html' title='Trrecho de um conto inédito, A expedição.'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-8264155033206365297</id><published>2010-03-10T17:57:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T02:41:52.100-08:00</updated><title type='text'>Impressões Pan-americanas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5hQME199kI/AAAAAAAAAH8/acKzR84FcFs/s1600-h/Ram-Devineni_-LC-020-1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 328px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447191917693367874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5hQME199kI/AAAAAAAAAH8/acKzR84FcFs/s400/Ram-Devineni_-LC-020-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5hONfUwUmI/AAAAAAAAAH0/EVMfAhROMfU/s1600-h/ed-Ricardo-Corona-e-Paulo-sandrini-LG-02_08-065-1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 255px; DISPLAY: block; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447189742958432866" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5hONfUwUmI/AAAAAAAAAH0/EVMfAhROMfU/s400/ed-Ricardo-Corona-e-Paulo-sandrini-LG-02_08-065-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto que eu nunca tinha visto. Eu e Ricardo Corona, durante a performance Jolifanto, na abertura do Impressões Pan-americanas, em 2007. Pena que agora nosso debate literário seja para entreter o público num shopping center, com a morte do Curitiba Literária, por exepmplo, e a morte do diálogo internacional do Impressões e por aí afora. Decepções à parte, vale o que fizemos, na tentativa do debate inteligente, e não a venda de ingressos para ver "ídolos literários". Curitiba realmente possui uma grande inteligência de shopping center. Que um dia a coisa mude e a gente pense em qualidade mais do que em idolatria e entretenimento. Ou seja, não pensemos mais literatura como produto meramente comercial e com um canône medíocre à disposição, imposto por duas ou três cabeças numa cidade sem alma. Fiquem aí ainda com a foto de Ram Devineni, editor da Rattapallax de Nova Iorque, num dos encontros mais marcantes do Impressões. Que o debate volte. E a alma não seja embotada por convenções ditadas de fora para dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-8264155033206365297?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/8264155033206365297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/impressoes-pan-americanas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8264155033206365297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8264155033206365297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/impressoes-pan-americanas.html' title='Impressões Pan-americanas'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5hQME199kI/AAAAAAAAAH8/acKzR84FcFs/s72-c/Ram-Devineni_-LC-020-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-741100982459791121</id><published>2010-03-09T20:55:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T21:07:31.458-08:00</updated><title type='text'>Finalizando um conto, num café europeu: good times no ano passado.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5cm41hEKII/AAAAAAAAAHs/WI-9FFo7nT0/s1600-h/foto+com+mj.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446865032208197762" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5cm41hEKII/AAAAAAAAAHs/WI-9FFo7nT0/s400/foto+com+mj.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, em setembro passado, eu finalizava o conto O rei era assim, que sairá na coletânea Geração 00, organizada por Nelson de Oliveira, para a Boitempo Editorial. São autores que começaram a sair em livro depois do ano 2000. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trecho de O Rei era assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sua alimentação era frugal. Comia, na maior parte do tempo,  frutas, verduras e legumes. Não promovia enormes banquetes regados à cerveja, vinho e carnes assadas. Javali, cordeiro, porco, veado. Nada disso. O Rei também não era desses afeiçoados pelo esporte da caça de animais pra depois servi-los nas ceias fartas. Ao se levantar, uma maçã e um copo de suco. Nada de doces, bolos, biscoitos, folhados, tortas. Nada disso. O Rei possuía um espírito elevado, que se refletia em sua alimentação, na maneira como tratava o próprio corpo. Parecia mais um monge. Um santo. Sei lá. Sempre me pagou um ótimo salário de cozinheiro, mas nunca me exigiu grandes coisas. No dia-a-dia, não dava mesmo trabalho. Nem a Rainha, que acompanhava o ritmo alimentar do Rei. Só o menino, o Príncipe, que me exigia um pouco mais. Mas nem tanto. Vez em quando um biscoitinho especial. Um leitinho de cabra. Uma torta [mas muito de vez em quando mesmo]. O que a família real gostava de verdade era de ler. Eles passavam horas trancados na biblioteca. Nunca entendi essa vocação esquisita deles. E gostavam ainda de música, teatro, dança... Traziam artistas de todos os cantos pros espetáculos na corte: instrumentistas, cantores, atores, dançarinos, poetas. Nessas ocasiões reuniam os serviçais e os súditos pra que vissem os concertos, peças etc. Mas, confesso, o pessoal, no geral, não entendia e não gostava daquelas apresentações. Achava um desperdício. A população do reino também, quando os espetáculos iam pras ruas. Uma vez quase lincharam um gurizinho, um tal de Wolfgang, que foi tocar cravo na praça do cadafalso [este, só pra acrescentar, havia muito não era usado, o Rei era contra a pena de morte]. Então, pra pacificar a situação e evitar que o geniozinho se danasse, o Rei mandou chamar correndo uns músicos que tocavam pandeiro, suingue e um instrumentinho lá que parecia guitarra, mas bem menor, com quatro cordinhas. Ah, o Rei também mandou vir muitos tonéis de cerveja. Aí foi a glória. Uma alegria só. Uma verdadeira festa popular. Nesse dia, o Rei foi aclamado nas ruas. Só nesse dia. Porque depois continuou insistindo naquelas artes que ninguém entendia. Acho mesmo que foi por isso que o Rei perdeu o emprego. Porra, por que é que aquele viado não fez um MBA, uma especialização em Administração Régia, sei lá, algo mais neoliberal, racional e dentro de uma certa objetividade? Assim eu não tinha que ter vindo pedir uma droga de um emprego num restaurante oriental. E pra piorar, num desses tipo &lt;em&gt;Asian Fusion&lt;/em&gt;."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-741100982459791121?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/741100982459791121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/finalizando-m-conto-num-cafe-europeu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/741100982459791121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/741100982459791121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/finalizando-m-conto-num-cafe-europeu.html' title='Finalizando um conto, num café europeu: good times no ano passado.'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5cm41hEKII/AAAAAAAAAHs/WI-9FFo7nT0/s72-c/foto+com+mj.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-3336030327671083889</id><published>2010-03-09T20:25:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T20:31:56.734-08:00</updated><title type='text'>Em meio aos cachecóis do Milan, da Juventus, do Roma, lá estava eu, torcedor solitário do Padova num domingo frio, pela manhã. Vola Padova.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5cgEJtmeKI/AAAAAAAAAHk/KTHvTkJg_50/s1600-h/DSC04369.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5cgEJtmeKI/AAAAAAAAAHk/KTHvTkJg_50/s400/DSC04369.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446857530026653858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-3336030327671083889?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/3336030327671083889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/em-meio-aos-cachecois-do-milan-da.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/3336030327671083889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/3336030327671083889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/em-meio-aos-cachecois-do-milan-da.html' title='Em meio aos cachecóis do Milan, da Juventus, do Roma, lá estava eu, torcedor solitário do Padova num domingo frio, pela manhã. Vola Padova.'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5cgEJtmeKI/AAAAAAAAAHk/KTHvTkJg_50/s72-c/DSC04369.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2679926617097830396</id><published>2010-03-09T20:20:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T20:24:43.470-08:00</updated><title type='text'>Em Veneza a gente passa por alguns apertos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5ce4fRdKRI/AAAAAAAAAHc/WHoQDbSJeJU/s1600-h/DSC04248.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5ce4fRdKRI/AAAAAAAAAHc/WHoQDbSJeJU/s400/DSC04248.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446856230144125202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2679926617097830396?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2679926617097830396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/em-veneza-gente-passa-por-alguns.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2679926617097830396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2679926617097830396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/em-veneza-gente-passa-por-alguns.html' title='Em Veneza a gente passa por alguns apertos'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5ce4fRdKRI/AAAAAAAAAHc/WHoQDbSJeJU/s72-c/DSC04248.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2821344621023029464</id><published>2010-03-09T17:20:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T06:29:05.139-08:00</updated><title type='text'>Trechos de um texto inédito, primeira versão sem revisão, portanto ainda com muitas falhas, perdoem</title><content type='html'>Eu sinto a febre e o apagar de luzes. Meu corpo treme neste apartamento de janelas que dão de frente a outras tantas janelas. Olhares encarecerados como o meu. Quadriláteros de alumínio álgido. &lt;br /&gt;As ruas escuras. As lâmpadas dos postes foram assassinadas por alguma pane em uma central de distribuição de energia qualquer, no interior do país. E quando as grandes cidades estão no breu, a febre aumenta. E o frio. Assim mesmo quero caminhar pelas ruas. Sentir o cheiro do perigo. Passeio por parques e ruas arborizadas. Procuro sons de crianças nos playgrounds. Procuro a voz do meu filho e o calor de seus gestos pequenos. Sinto a febre.&lt;br /&gt;A estática nos fios de alta tensão me acompanha por todo o trajeto. Me insufla a devida energia para apertar o passo, como se fugisse de alguma coisa, não apenas procurasse. Fugir e buscar, no meu caso, agora, são coisas muito semelhantes. Me perco por ruas ora largas e nuas, ora por alamedas com árvores observadoras. Nada sei de fantasmas no escuro. Só de espectros recheados de carne e ossos. Nada sei de futuro.  E o presente e o passado são um blecaute. Uma pane em uma central de distribuição de eletricidade no interior do país. Os espectros passam por mim. Uns trazem sacolas de mercado, outros caminham apressados. Alguns param e acendem um cigarro para iluminar um pouco a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você já teve vergonha de algum dia dizer que sente saudade¿ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bem ali que brinquei com meu filho. Viemos em busca de um escorregador e um pista de asfalto para que ele pudesse andar com sua motoca envenenada no amor entre pai e filho. Sim, o amor é um veneno. Se nos dão, sofremos. Se nos tiram, queremos morrer por sua causa. Não há argumentos. Não há antídoto. O amor mata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bem ali, reconheço o espaço. Lembro do  momento em que o esqueitista veio e bateu no meu garoto e o derrubou. Peguei-o no colo imediatamente, e ele estava assustado. Sentia seu tremor. Seu susto. Soluços. Estávamos nos separando e tudo vinha de enxurrada sobre nós. Dores físicas e anímicas. Dores que não sei nomear. Pequenos acidentes. Brigas domésticas e pequenas feridas. E as grandes, das quais ainda não sabíamos e não sabemos ainda como definir o sabor. Talvez, um dia, meu garoto, quando maior, saiba me explicar essas coisas. Me falar dessas dores. Lembrar de cheiros tristes. Dos cheiros felizes. Dos olores e de tudo que nos traga algum conforto. Algum entedimento disso tudo que nos aconteceu e sobre o que não posso falar agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, enquanto tinha meu filho nos braços, me sentia ancorado em algum porto próximo. Podia sentir sua pequena musculatura convulsionada pelo medo. Mas também podia segurá-lo contra meu peito e beijar seu pequeno rosto. Passar a mão em seu cabelo. Ver em seus olhos azuis a ingenuidade de eu que tanto necessitava e jamais poderia ter de volta para continuar. Eu precisava ir adiante. Mesmo retornar era ir adiante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Decisões].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei ainda por lugares da cidade em que sempre quis ir com meu filho. Fazê-lo saber mais, já desde pequeno, sobre este lugar que o cerca e que pode ser a chave perdida de uma prisão inexorável como, ao contrário, possuir portas de emergência para uma saída rápida a livrar-nos do frio, do tédio, da preguiça mental e da depressão. [Esta cidade me assusta mesmo é quando está acordada. Pois é nessa hora que se mostra mais letárgica do que nunca. No escuro e no silêncio de uma noite em que nem os postes estão acordados, podem ser ouvidas ainda algumas pulsações. Certas pulsões biófilas, mas que de repente são quebradas pelos faróis de algum automóvel a vaguear perdido feito alma penada nesta cidade que é um cemitério de veículos. Automóveis devoradores do contato humano e do poder de contemplação. Aqui, quase sempre, estamos condenados aos aquários que são os carros. Ao cárcere dos apartamentos e condomínios de classe média. À falta de calçadas para os pedestres. Aos megashoppings e às concessionárias. Aos show-rooms de novos presídios em bairros ora distantes ora mais próximos do centro da metrópole. Todos estarão bem enterrados de acordo com seu poder aquisitivo]. E meu filho, eu sei, precisava começar a perceber essas nuances. Precisava comtemplar as pessoas e os movimentos ardilosos da cidade. Estabelecer contato com as almas mortas. Sabê-las bem. Para jamais repetir gestos, discursos e atitudes que pudessem levá-lo ao limbo ou ao inferno. Precisávamos nos tornar  Virgílio e Dante. Ele, o pequeno Dante. E eu o guiaria por Dite. Mas não passaríamos ao largo da metrópole como fizeram os dois poetas. Não havia opção. Vivíamos nela. Numa de suas áreas periféricas. Porém, longe das chamas da mesquita que queima a fé dos homens no centro da metrópole do inferno. Havia salvação, mesmo na cidade álgida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns influxos eu buscaria com o pequeno Dante. Em partes distintas da cidade. Conhecidas ou não. Precisávamos explorar. Saber das afecções que poderiam contaminar nossas almas neste lugar de ruas limpas e corações sujos. Neste lugar de pequenos e grandes guetos de mediocridade desavergonhada. Meu desejo é de que meu filho já pudesse passear por sua cidade lendo as páginas dos jornais. Jornais de informação, culturais e até religiosos. Gostaria que ele circulasse neste mundo de cartas marcadas e defesa do lebensraum. Do elogio comprado e dos falsos tapinhas nos ombros. Dos textos ruins e da louvação aos “cérebros” da cidade. Dos grandes escritores e seus grandes projetos pessoais: umbiguistas. Do drama existencial raso, da autocomiseração e da falta de humor que embota o discurso e as relações nesta terra. Gostaria que meu filho pudesse ler, já, sobre a louvação à bruma que nos esconde do mundo. Essa névoa rídicula que insistem em comparar ao fog londrino. Não dá. Nosso Tâmisa é o mefítico Belém. Nosso British Museum é um museu que possui um gigante olho vigilante e opressor. O que temos realmente aqui com as mesmas propriedades é o Museu de Cera. Todos somos bonecos de cera. Todos somos, nesta cidade, grandes personalidades que merecem ser eternizadas em matéria morta e pálida. Nossa Tate Modern¿ Somos muito conservadores pra isso. O pinheiros depressivos são nossa maior representação pictórica. E nossas avenidas¿ Têm luzes baças. Suas lâmpadas são baços que não geram hematopoiese, nem hemocaterese. As luzes baças daqui nos tiram a imunidade. A vivacidade. Vivemos uma vida lívida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei e acendi um cigarro. No topo de um escorregador. Iluminei momentaneamente a praça. Uma outra praça. Diferente, mas parecida com aquela em que estive várias vezes com meu filho. Enquanto meus olhos iam se acostumando ao breu, imagens , vultos velozes se deslocavam de uma ponto a outro do lugar. Em meio ao silêncio que tomava conta da noite, ouvi ruídos. De metal enferrujado contra metal enferrujado. Percebi o vulto de um menino que brincava no balanço. Depois, mais ruídos. Mais dois vultos, numa gangorra. Então, à minha direita, havia uma fila de pequenos vultos para subir no outro escorregador. E sons de rodas contra o piso. Os pequenos vultos andavam de esqueite. Acendi noavamente meu isqueiro para ver melhor e encontrei uma multidão de pequenos garotos. Pequenos Dantes brincando num playground de Dite sem ligar para o que pudesse haver de mal. De repente, um garoto loiro, cujo cabelo fosforescia na noite, vinha numa pequena bicicleta amparada por duas rodinhas laterais. Ele ia se distanciando. Parecia querer se deslocar o mais rápido possível dali. Numa fuga solitária, a se desvencilhar do grupo de garotos que estavam no local. Antes que desaparecesse no breu, gritei para ele o nome de meu filho. Ele parou. Olhou ao redor procurando por minha voz. Eu o chamei novamente. E disse para que me esperasse. Desci correndo do topo do escorregador e fui até ele. Sempre dizendo seu nome em voz alta, abracei-o fortemente. Beijei várias vezes seu pequeno rosto. Ele tinha um sorriso azul. Que brilhava na escuridão. Ele disse: Pai. E depois: vamos pra casa, vamos morar na nossa casa¿ Eu perguntei, com lágrimas incontidas: Onde fica a nossa casa filho¿ Prossegui: Eu a deixei há tanto tempo e não sei mais onde fica, a cidade cresceu muito neste período, parece ter crescido desenfreadamente em tão pouco tempo, feito uma menino cresce, rápido; seu pai está perdido. Não sei se ele compreendeu tudo o que eu falava. Eu parecia estar falando com um adulto e me esquecia de que ele tinha apenas três anos. Vem, pai, ele disse, num tom adulto, mas ainda com seu sorriso e olhos azuis, segure a minha mão. &lt;br /&gt;Seu quarto tem paredes coloridas. Azul e verde. Os móveis brancos. Um oásis de felicidade multicolor. Um infinidade de brinquedos reluzentes. Fotos. Pequenos quadros e adesvisos nas paredes. Sentamos no chão, sobre o tapete verde e começamos a erguer o Mamute com as peças de um brinquedo para montar cidades. Mamute é como chamamos  um prédio muito verticalizado, invenção nossa, até o ponto em que as peças consigam ficar equilibradas e não despenquem. Quando o Mamute está erigido, meu filho pega um de seus carrinhos e destrói a construção. E a gente ri da destruição e em seguida erguemos novamente o Mamute, para derrubá-lo outra vez e outra vez e outra vez. Cada vez mais rápido. Rindo cada vez mais da nossa prórpia travessura de derrubar prédios. Aqui, podemos tudo. Somos duas crianças. Eu, uma criança que jamais quis crescer. Um adulto que nunca saiu da infância. Somos Peter Pan, eu falo isso para o meu filho. Ele ainda não conhece Peter Pan. Mas vou dizer a ele que  Peter Pan é um persongem criado por um escritor que como seu pai nunca quis ser adulto. J. M. Barrie. O escritor que nunca cresceu, digo. Um escocês pequenino que migrou para Londres. Meu filho não entende direito. Nem sabe o que siginifica a palavra migrar. Digo que como seu pai, ou seu pai como  ele, Barrie nunca se tornou adulto. Então, meu filho me diz: vou pra Londres. Eu concordo: vamos para Londres. Então saímos pela janela. E voamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai, disse meu filho, a gente tem que levar esses meninos com a gente, eles estão perdidos, eu sei, os pais deles foram embora, eles estavam aqui procurando os pais igual eu. Filho, eu respondo, claro, se você quer levá-los, a gente vai fazer isso. Então faço um pergunta: mas você não estava fugindo deles, sumindo com sua bicicletinha¿ Não, ele me disse, eu estava só procurando uma saída que fica ali no escuro, mas só eu que sei, eu ia chamar eles pra ir comigo. Sim, filho, você é muito corajoso, ia levá-los de novo pras casas deles. Ele disse: pai, depois que a gente encontar os pais deles, você vai comigo no carrinho bate-bate, lá no parque¿ Eu, já chorando e rindo ao mesmo tempo, disse: Claro que sim, meu pequeno, claro que vamos; vamos aonde você quiser ir. Eu quero ir pra Londres, ele rebateu. Então vamos pra Londres, eu disse. Vamos comprar um helicóptero de controle remoto lá, bem grandão¿, ele perguntou. Claro, filho, o maior que tiver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro da sala, prendemos, pendurado por um fio de náilon o boeing, que fica  girando no ar, enquanto eu e meu filho controlamos um helicóptero amarelo que tenta se chocar contra o avião. Ao helicóptero demos o nome de Lama Loco, pois ele tem muita coragem de enfrentar o Holandês Voador, que é como chamamos o avião adquirido durante um voo numa companhia holandesa. Quando trouxe o brinquedo, expliquei ao pequeno que ele vinha da Holanda, e disse onde ficava o país, e que lá tinha moinhos, muitas estufas de flores e muitos canais numa cidade charmosa chamada Amsterdã. Antes de eu acabar a história, meu filho, curioso que é, diz: Pai, quero ir pra Holanda. Digo a ele, Londres é mais legal. Então vamos pra Londres, agora, de carro, ele pede. De carro não dá, filho, eu digo. Dá sim, ele insiste. Então vamos de carro. Mas antes vou te contar a história do Holandês Voador. Um navio assombrado que voava que pelos mares  conduzido por um capitão fantasma. Os olhinhos do pequeno brilham e ele me diz, quero viajar nesse navio. Eu digo, então vamos viajar nesse navio. Mas primeiro temos que chegar até o mar. Meu filho abre a janela de casa e diz que o mar está ali, logo em frente. Eu concordo, então vamos esperar o Holandês Voador passar. Viajamos com os fanstamas até encontrarmos um navio pirata da Inglaterra e... Meu filho completa: E daí a gente vai pra Londres. Vamos, eu digo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reunimos todos os garotos do playground e pergutamos se eles se lembram de suas casas e dos nomes dos pais. Todos respondem que sim. Mas dizem também que a cidade é escura há muito tempo e por isso nunca puderam ser encontrados por seus pais ou encontar suas casas. Saímos pelo lado escuro que meu filho indicou como saída do playground, que só agora percebo é cercado por uma fortaleza de pedras negras. Não sei como consegui entrar aqui, penso. Parece um sonho. Os garotos nos seguem em fila. Meu filho vai na frente com sua bicicletinha, ele é ágil, parece conhecer bem o caminho mesmo no escuro. Depois de um longo corredor iluminado por uma pequeno foco de luz que meu menino carrega com ele, vemos uma rua. Pergunto onde ele conseguiu aquela lanterninha e ele responde, Pai, você não lembra que usava isso pra ler livro, eu gostava tanto desse foquinho [assim é como ele se refere à luminariazinha portátil], que quando você sumiu eu usei ele pra procurar você no escuro. Depois que você sumiu, nunca mais o dia amanheceu, e por isso não passou mais o desenho do trenzinho na televisão, de manhã, aquele que a gente via junto. Eu respondo: Sim, filhote, nunca mais amanheceu, nem pra mim, e nunca mais vi aquele trenzinho azul, tudo está sem cor para o seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua, temos que tomar cuidado com os carros ameaçadores que cruzam veloz e assassinamente as ruas. Muitos não têm os faróis acesos. A falta de luz é constante nesta cidade. Passamos por muitos lugares. Vários por quais já passei e reconheço. E muitos deles, irreconhecíveis para mim, ou nunca antes vistos. Mas meu filho parace saber todos os caminhos. Num ponto do trajeto ele pergunta se algum dos garotos pode reconhecer a casa em que morava. Nenhum deles ainda consegue. Andamos, andamos e andamos. Passa-se muito tempo e não achamos nenhuma das casas. Sinto a febre. Os garotos também parecem sentir. E também o frio. A neblina quer nos confundir agora. Mas já nos acostumamos a ela. Já não pode mais nos enganar. Tudo nesta cidade parece ser feito para nos enganar. Mas vamos vencendo a névoa. Sentimos o sereno molhar nossos cabelos. A sorte é que os meninos estão todos agasalhados. Nesta cidade nunca se pode deixar um pequeno sair de casa sem roupas de frio.Penso reconhecer o prédio onde passei a viver depois que sai de casa e não consegui mais retornar. Digo, filho, acho que é ali o prédio em que o papai está morando hoje. Ele me diz: Papai bobão, aquilo não é um prédio, aquele lugar ali é onde ficam os presos. Me espanto com o conhecimento do meu filho sobre a cidade. Mas o presos já estão todos mortos, papai, ele completa. Nessa hora, sinto um frio trespassar meu corpo e penso que posso estar morto, vagando pela noite eterna. Que cometi algum crime, fui preso e condenado a morrer numa cela. Quem sabe¿ Sigo meu filho. Ele diz, Vamos descansar, a gente não vai encontrar nada agora, vocês não conseguem reconhecer a casa em que moram. Me espanto, meu filho agora parece um homem, fala como um adulto e conduz a trupe pelo deserto da noite feito um verdadeiro herói. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desperto com o chamado do meu pequeno, Acorda, pai, temos que ir, a névoa sumiu e agora fica mais fácil. Quanto tempo eu dormi, filho, pergunto. Ele responde, Muitos anos. Fico pensando no que isso quer dizer. Pois meu filho está do mesmo tamanho. Só fala como adulto agora. Mas não mudou em nada desde a última vez que o vi. E está como era antes de eu ter dormido por anos, como ele diz. Deixo as dúvidas de lado e sigo o grupo. Mas percebo que alguns dos garotos estão mais crescidos. O meu filho é o menor. Se mantém o mais novo entre o grupo. Mas continua o líder. Ele diz: Não temos muito tempo para encontrar a casa de ao menos um de vocês, se a gente não conseguir em pouco tempo, nunca mais conseguiremos, se esforcem ao máximo para reconhecer suas casas, quando isso acontecer verão que tudo vai ficar mais fácil, a cidade tem mistérios que só eu aprendi a desvendar, confiem em mim. Depois de o meu filho ter dito isso, penso que ele aprendeu sozinho as artimanhas da cidade, que não precisou de mim para isso. Ele deve saber muito mais coisas do que eu penso e sei. Devo ter ficado mesmo muito tempo longe de casa. Anos. Quem sabe, décadas. Séculos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2821344621023029464?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2821344621023029464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/trechos-deum-texto-ineditos-aida-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2821344621023029464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2821344621023029464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/trechos-deum-texto-ineditos-aida-com.html' title='Trechos de um texto inédito, primeira versão sem revisão, portanto ainda com muitas falhas, perdoem'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-399676440477996183</id><published>2010-03-09T12:27:00.001-08:00</published><updated>2010-03-09T12:32:18.671-08:00</updated><title type='text'>Zyklon B continua por aí.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5av66njKlI/AAAAAAAAAHU/9Zt2O3QciQY/s1600-h/DSC04316.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446734226053605970" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5av66njKlI/AAAAAAAAAHU/9Zt2O3QciQY/s400/DSC04316.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Essa foto aí, fiz em janeiro último, numa visita a Padova, Itália. Terra dos Sandrini. O sabor desses vestígios ainda é amargo na Europa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-399676440477996183?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/399676440477996183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/zyklon-b-continua-por-ai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/399676440477996183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/399676440477996183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/03/zyklon-b-continua-por-ai.html' title='Zyklon B continua por aí.'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/S5av66njKlI/AAAAAAAAAHU/9Zt2O3QciQY/s72-c/DSC04316.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-1233148288389251636</id><published>2010-02-16T16:09:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T16:15:34.225-08:00</updated><title type='text'>Oficinas de criação literária</title><content type='html'>Dias 20 e 23 começo a ministrar duas  oficinas de criação literária pela Fundação Cultural de Curitiba, a primeira terá como foco poéticas: escritura dinâmica, multidisciplinar; e a segunda, narrativas longas, romance e novela. Serão aí dez meses de encontros, geralmente duas vezes ao mês. Aos sábados, na Casa da Leitura Manoel (Great) Carlos Karam, no Barigui; a outra na coordenação de literatura da Fundação, no Largo da Ordem. Quem ainda não se inscreveu, corre lá pra ver se ainda dá. Segundo uma amiga, está havendo uma boa procura. Abreijos a todos.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou vão no site da FCC pra  conferir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-1233148288389251636?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/1233148288389251636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/02/oficinas-de-criacao-literaria.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1233148288389251636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1233148288389251636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2010/02/oficinas-de-criacao-literaria.html' title='Oficinas de criação literária'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-8636790686246456670</id><published>2009-12-17T15:48:00.000-08:00</published><updated>2009-12-17T16:09:53.483-08:00</updated><title type='text'>http://cartunistasolda.blogspot.com/2008/10/foto-de-diego-singh.html</title><content type='html'>Aí em cima, o link da coluna do Dante Mendonça, roubado do blog do Dom Solda de Itararé, "Porque hoje é sábado"; coluna da qual pariticipei no ano passado. Foi divertido e depois de mais de um ano deixo aqui pros amigos que não leram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-8636790686246456670?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/8636790686246456670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/12/httpcartunistasoldablogspotcom200810fot.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8636790686246456670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8636790686246456670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/12/httpcartunistasoldablogspotcom200810fot.html' title='http://cartunistasolda.blogspot.com/2008/10/foto-de-diego-singh.html'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2130827639888295028</id><published>2009-11-25T05:42:00.001-08:00</published><updated>2009-11-25T14:29:07.883-08:00</updated><title type='text'>Hora da diáspora (ou Requião com "mussi " dá  um chocolate na cultura)</title><content type='html'>Está por aí, na mídia: Roberto Requião como forte candidato à presidência do país pelo PMDB (Partido da Mediocridade do Brasil). Não posso afirmar no que RR seria tão ruim para este país, só posso dizer que no campo da cultura, o Paraná vive como uma terra devastada. Árida. Com cortes de leis estaduais da cultura desde que o senhor Requião e sua secretária da cultura Vera Mussi puseram as mãos no poder há quase oito anos. O Paraná vai mal. Fora não ter leis estaduais, não se consegue praticamente nada (se não fizer parte de uma máfia formada  no PR para captação de recursos federais) nem pela Lei Rouanet. Espero que a nossa classe média não seja tão ingênua, digo a classe média do Brasil todo, em eleger figuras do tipo Requião para colocar em Brasília. Creio que seja um retrocesso. Posso até me enganar, mas seu Requião em quase oito anos não me mostrou a que veio para uma política cultural e social genuína no estado, que continua com mentalidade agrária, retrógrada e até truculenta em seu discurso. Caros amigos, se esse senhor chegar à Brasília no lugar do Lula, é hora da diáspora. Se hoje pensamos em deixar o Paraná, no caso de alguns artistas ou intelectuais, mais à frente teremos mesmo de pensar em deixar o Brasil. Ao menos no meu caso isso é uma convicção. Onde estiver Requião e seu atraso, quero estar fora. Agora, pode ser que ele não se eleja, não seja mais candidato à presidente e tudo ficará melhor. Chega de governadores com cara de Meio Oeste estadunidense a nos deixar isolados do mundo em movimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2130827639888295028?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2130827639888295028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/11/hora-da-diaspora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2130827639888295028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2130827639888295028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/11/hora-da-diaspora.html' title='Hora da diáspora (ou Requião com &quot;mussi &quot; dá  um chocolate na cultura)'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-1318752710194446048</id><published>2009-10-30T03:05:00.001-07:00</published><updated>2009-10-30T04:24:13.838-07:00</updated><title type='text'>De prêmios e de sáfios.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SurHtkKtq-I/AAAAAAAAAGo/pqFpDJR87UM/s1600-h/mayra_sitnik.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398346688973614050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 362px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SurHtkKtq-I/AAAAAAAAAGo/pqFpDJR87UM/s400/mayra_sitnik.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt; A escritora Mayra Coelho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho a honra de postar aqui que a minha colega de oficina, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mayra Coelho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, ganhou o prêmio de publicações da Fundação Cultural de Curitiba. O livro &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;No lado avesso moram as asas &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;foi um trabalho que Mayra começou a desenvolver na nossa oficina de criação, no ano passado, e que terminou neste. Fico aqui todo orgulhoso do talento demonstrado pela Mayra e por tantos outros que passaram pela nossa oficina. E também feliz pelo grande amigo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Emerson Pereti&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, que foi premiado com o livro de poesia &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Poemas de 3000 anos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Li alguns poemas, e o Emerson para mim está já entre os grandes poetas jovens deste país onde a poesia anda sofrendo de mediocridade e vazio extremos. E também onde a prosa é feita buscando os GPs Brasil, ou seja, os Grandes Prêmios Literários do Brasil. Onde me parece atuar uma mafiazinha de jurados, inclusive com gente daqui mesmo de Curitiba. E assim seguimos por estas plagas de araucárias tristonhas, com o fim da lei do Mecenato, que não sabemos direito o que vai ser nem como e quando vai voltar. Seguimos também sem programa estadual para a cultura. Aqui pelo jeito é mesmo a terra da agricultura. Da Monocultura. Contudo, deixo meus parabéns ao amigo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mauro Tietz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, coordenador de literatura da Fundação Cultural de Curitiba, com seus programas de leitura, oficinas de criação, casas de leitura, biblioparque e muitas outras coisas. O Mauro sim é um verdadeiro agente da cultura. Mais cinco como ele nesta cidade cinza de pensamento, estaríamos salvos. De resto, a cultura vai se esvaindo em mãos inadequadas para segurar e assegurar um futuro com mentalidade menos rudimentar para nossa cidade que adora mesmo é comprar carrrrrro novo e ir ao shopping, ou correr numa exposição de robótica no parque Barigui, lá onde podem buscar por inteligência artificial, já que neuronial, nessa terra, está um tanto difícil, soma-se a isso, claro, a falta de vontade local para engendrar bons programas culturais e tirar esse povo da inércia dos parques depressivos e de um ecologismo &lt;em&gt;fake&lt;/em&gt;. Verdade é que nas &lt;em&gt;plantations&lt;/em&gt;, na monocultura da República do Paranaguai, sempre chega a hora da poda, não é? A hora do lucro sem constrangimento, num estado rico mas que ainda não pensa seriamente em cultura. Comer pratos alemães e ucranianos e italianos e japoneses e etc. etc. etc. é o grande orgulho cultural de uma capital debilitada em seus pensamentos para uma política pública cultural eficaz e que gosta mesmo é de se alimentar da gastronomia e do folklore caipira europeu de grupos de dança e outras chatices aplaudidas pela classe média que cola em seus carros adesvisos com brasões da alemanha, da itália, da moldavia, da molvania, da parânia, do rio grande sul é o meu país e etc. etc, etc.. Verdade é que quem planta come, não é? E aqui só se come, não se pensa. E aí, meu caros e meus carros, quem paga caro, e recebe escarro,  é a inteligência. E, por fim, por fim, por fim, safam-se os sáfios.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-1318752710194446048?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/1318752710194446048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/10/de-premios-e-de-safios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1318752710194446048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1318752710194446048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/10/de-premios-e-de-safios.html' title='De prêmios e de sáfios.'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SurHtkKtq-I/AAAAAAAAAGo/pqFpDJR87UM/s72-c/mayra_sitnik.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5279619147892073153</id><published>2009-10-30T03:03:00.001-07:00</published><updated>2009-10-30T03:05:09.863-07:00</updated><title type='text'>Desatualizado</title><content type='html'>Depois de um mês vagando por aí, no mundo, continuarei atualizando este blog. Já que desde agosto ele não é alimentado. Tem umas coisas pra colocar aí. Fotos e textos. Mas ainda ando preguiçoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5279619147892073153?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5279619147892073153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/10/desatualizado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5279619147892073153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5279619147892073153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/10/desatualizado.html' title='Desatualizado'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-1808952951852618243</id><published>2009-08-23T07:17:00.000-07:00</published><updated>2009-08-23T07:21:09.923-07:00</updated><title type='text'>Três capítulos de "O visitante" (infanto juvenil)</title><content type='html'>Bem, este livro está parado em sua escritura, como outros dois. Mas pretendo levá-lo adiante assim que terminar coisas tipo "Doutorado".  Sei que pode ser muito texto para um blog, mas quem gostar leia um  capítulo de cada vez e me digam o que acham, pois nunca escrevi para jovens/crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;1. O aviso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flupy solta um relincho estridente e, como sempre, nessas vezes, o Casarão quase vem abaixo. Paredes trepidam e racham em mais alguns pontos. Maldito Flupy!&lt;br /&gt;            De cem em cem anos, mais ou menos, esse bicho peludo, de tamanho milimétrico, que eu não sei se é um animal vertebrado ou invertebrado (possui apenas uma boca no meio da cabeça, aliás, seu corpo todo é apenas uma cabeça peluda, sem olhos, nariz ou orelhas), salta de um vão entre as tábuas do assoalho soltando esse ensurdecedor relincho, querendo me avisar de que algo está por acontecer. Algo que vai me tirar da rotina. Do sossego.&lt;br /&gt;            Enquanto o relincho de Flupy ricocheteia pelas paredes, sobe e desce pela escadaria, bate no teto e volta para dentro, para bem dentro dos meus tímpanos, eu lhe pergunto, berrando, para que ele possa me ouvir:&lt;br /&gt;            — Que foi desta vez, criatura?&lt;br /&gt;            Ele grunhe na sua língua, que é um misto de francês e espanhol:&lt;br /&gt;            — L’oncle Mallenstein est llegando. Él arrivera todavía hoy.&lt;br /&gt;            Desato o nó que as palavras de Flupy causam no meu cérebro e decifro a mensagem: meu tio-avô Mallenstein está finalmente chegando, após quatrocentos anos de promessas feitas por cartas que ele escreveu semanalmente, infalivelmente, durante esse período.&lt;br /&gt;            No entanto, confesso jamais ter sentido falta de sua visita. Na verdade, sempre foi um alívio para mim Tio Mallenstein nunca ter vindo até o Casarão. Sua fama não é das melhores.&lt;br /&gt;            Flupy dispara outro relincho.&lt;br /&gt;            — Que foi agora, animal, inseto, sei lá?&lt;br /&gt;—    Give me food! Il faut payer the information que yo suis venu darte&lt;br /&gt;a usted. Capisce, carcamano? Beaucoup de repas. Mangiare, bambino. Did you n’avez pas understand encore?&lt;br /&gt;            Agora o maldito deu de incorporar italiano e inglês a sua quase ininteligível língua.&lt;br /&gt;            Não posso negar que os avisos dados por Flupy sempre me foram de extrema importância e extremamente verdadeiros, o que sempre possibilitou que eu me prevenisse contra acontecimentos mais nefastos. Seu último aviso, cem anos atrás, foi a respeito de um dilúvio que cairia sobre a terra daí a quarenta anos e duraria por 50 ou mais. Durou cinquenta e nove. Mas aqueles quarenta anos foram um tempo suficiente para que eu providenciasse o transporte do Casarão (o que levou vinte e dois anos, devido ao  estado não tão bom de conservação do imóvel) para o alto desta montanha e fizesse um estoque enorme de comida para o tempo ruim que viria.&lt;br /&gt;            Porém, quanto ao Tio Mallenstein, confesso, não sei como me prevenir contra ele. Será que devo soltar dos porões os leões de juba-de-fogo para me proteger e ao Casarão também? Sei lá. Preciso pensar rapidamente em algo funcional e inteligente. Problema é que além da fama do Tio Mallenstein (que só vou saber se é verdadeira ou não tirando a prova ao vivo), não sei mais nada a seu respeito. Suas cartas se resumiam às promessas de visita. Só. Eram no máximo dez palavras por carta.&lt;br /&gt;            Melhor agora é pagar Flupy pela informação. Ele, afinal de contas, merece, além do que não pára de relinchar, o danado.&lt;br /&gt;            Num balde de um metro de diâmetro por dois de profundidade, coloco quilos de azeitonas pretas com carne de lula e ovos de viúva-negra.  Flupy, o milimétrico Flupy, devora tudo em quinze segundos. Depois desaparece, saltando para dentro da lareira. Ouço seu crepitar.&lt;br /&gt;             Só me resta esperar. Mas desta vez não haverá quarenta anos para que eu me prepare ou mude o Casarão de lugar.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;2. O visitante chega&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cabeça está cheia. Cheia de falta de ideias. Não consigo dormir nem pensar em uma solução. Tio Mallenstein logo deve chegar, pois as vinte e quatro horas do dia vão se esvaindo e Flupy disse que meu parente chegaria ainda hoje. Os leões de juba-de-fogo podem parecer um tipo de proteção excessiva. Tio Mallenstein pode interpretar esses animais ferozes a lhe aguardarem como uma recepção um tanto agressiva de minha parte. Espero que sua fama não se confirme. Família fala demais. Inventa coisas sobre a gente. Espero que essa regra se cumpra. Assim, Tio Mallenstein não representará aquilo que eu acho que ele representa. Porém, ficar totalmente desprotegido, seria tolice, pois, por outro lado, os membros de minha família não são lá essa maravilha mesmo.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Os raios do sol passam pelas rachaduras das paredes e machucam minhas retinas. Está amanhecendo. E nada do Tio Mallenstein. Flupy errou sua previsão: a de que meu tio-avô chegaria ontem. Espero que ele, ao menos desta vez, esteja totalmente errado, enganado. Só com o sol, assim, intenso posso ver em quanto aumentaram as rachaduras do Casarão em consequência dos relinchos de Flupy. Maldito Flupy! Gostaria de xingá-lo agora em todas as línguas possíveis, em todas aquelas que ele entendesse e também aquelas que ele não entendesse. Desse jeito, rachado assim, o Casarão não vai durar mais de três séculos. Droga.&lt;br /&gt;            Acho que preciso espairecer um pouco. Esvaziar minha cabeça cheia de falta de ideias. Vou descer até a cidade e tomar café na confeitaria de Dona Gretchen. Dizem que ela é uma espécie de bruxa aposentada. Só pode. Nunca vi ninguém fazer uma torta de framboesa tão boa. Vivam  as bruxas!&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            A estrada é sinuosa. Muito sinuosa. E muito estreita. O vento sopra forte aqui em cima. Qualquer descuido e a gente pode despencar com cavalo e tudo lá pra baixo. São uns nove quilômetros até a cidade. Durante o trajeto, penso em alguma solução para a recepção ao Tio Mallenstein. Fico comendo uma deliciosa torta de framboesa da bruxa Gretchen. Tomando uma fumegante xícara de café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pelo caminho, nenhum sinal de Tio Mallenstein. Acho que ele não vem. Flupy finalmente deu uma bola fora. Não deveria ter-lhe pago a comida. Maldito!&lt;br /&gt;            — Torta de framboesa? — pergunta Dona Gretchen logo que chego e me sento em sua confeitaria.&lt;br /&gt;            Sorrio pra ela e respondo:&lt;br /&gt;            — E um café fumegante, por favor!&lt;br /&gt;            Ela dá uma gargalhada. Não entendo. Pergunto:&lt;br /&gt;            — A senhora está gargalhando por minha causa?&lt;br /&gt;            — Claro que não! É que passou por aqui um homem que dizia estar acompanhando um tal de senhor Mallenstein. O homem era muito magro. Um palito. Se apresentou como Gordon Siqueira. Levou todas as tortas de framboesa. Não sobrou nada. Só esse tal de Gordon comeu quatro ou cinco delas. As outras quinze que eu havia feito para meus clientes, ele as levou todas. Disse que seu mestre estava faminto e exausto da viagem. Só não disseram de onde vinham e pra onde iam. Gente estranha...&lt;br /&gt;            Quase peço para a Dona Gretchen calar a boca, ela está deixando minha cabeça zonza de tanto falar.&lt;br /&gt;            — Serve joelho de porco com cerveja? — ela me pergunta.&lt;br /&gt;            — Hã?! — espanto-me com tal cardápio matutino.&lt;br /&gt;            Mas não há tempo de responder, de comer. O negócio é fazer com que Hipólito, meu cavalo decrépito, galope o mais rápido possível e eu possa alcançar meu tio comilão e seu acompanhante no meio do caminho. Não posso deixar que cheguem antes de mim ao Casarão. Repito: a fama de Tio Mallenstein não é nada boa.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            De onde estou posso ver, lá em cima, na estrada sinuosa: uma carruagem roxa muito comprida puxada por uns seis ou oito cavalos. Precisa tanto? Será que o homem trouxe tanta carga pensando em se mudar para o Casarão? Droga! Droga! Droga! Jamais conseguirei alcançá-los. Espero conseguir ainda entrar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;3. O visitante chega e desaparece: deixa um bilhete&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Casarão já vai quase desaparecendo na bruma. Nuvens opressoras acinzentam o céu. O vento uiva. Nada de assombro. Sempre no meio da manhã, todos os dias, o tempo fecha desse jeito. A névoa só vai desaparecer à noite. Durante o dia o Casarão fica imerso, protegido por esse escudo brumoso. Me aproximando de sua entrada, posso ver, com alguma dificuldade ainda, uma sege com seis cavalos nervosos ali parada. Os animais relicham. Armam coices. De suas narinas sai uma fumaça espessa  por causa do frio.&lt;br /&gt;            A porta da sala está escancarada. Faz movimentos bruscos , como que querendo bater e desmontar o batente e em seguida todo o Casarão. A porta parece ter ganhado vida própria e também parece estar dando a entender que não sou bem-vindo a minha própria casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ninguém na sala. Nenhum sinal por aqui.  Já na sala de jantar, as velas balançam, pra cá e pra lá, em seus castiçais. Se caírem, o fogo consome rapidamente tudo por aqui.&lt;br /&gt;            Apago-as. Na mesa, parece ter passado mesmo um ciclone. Parecer ter havido uma agitada festa. A festa da torta de framboesa. Há cálices e copos quebrados. Um resto de uma bebida amarela e viscosa. Cacos de vidro pelo chão. Um cheiro azedo toma conta do lugar. Nunca vi esse tipo de bebida. Deixa pra lá. Eu, agora, neste exato momento, é que não vou querer saber o que é isto.&lt;br /&gt;            A bagunça é generalizada. Doce no chão. Nas cortinas. Nas cadeiras.             Pregado com um percevejo no espaladar de uma das cadeiras, o bilhete:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            &lt;em&gt;Caro sobrinho-neto Pandrinius&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Desculpe-me por toda essa desordem em sua sala de jantar. Estávamos famintos. Viagem longa, sabe. Dias.&lt;br /&gt;            Agora me despeço e deixemos nosso primeiro encontro para mais à noite.&lt;br /&gt;            Espero por você no quarto 115. Não descerei, pois estou mesmo exausto e precisando fazer a digestão.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;                                                                                              Seu Tio Mallenstein&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Um encontro. Certo. Mais à noite. Fico aqui pensando se deveria ou não incomodar o visitante. Quarto 115. Nunca entrei nesse quarto. Aliás, quase não entrei em quarto nenhum do Casarão, apesar do longo tempo que vivo aqui. São muitos quartos. Quartos a não acabarem mais. Quatro andares imenso, com vários quartos. A cada ano, parece aumentar o número deles, apesar de eu nunca tê-los contado. Enfim, Tio Mallenstein vai, logo de cara, confirmando sua fama. Chega, não fala com o anfitrião e vai tomando seu lugar. Engraçadinho. À noite, então, nos encontraremos, titio. Prepare seus argumentos, pois isso não se faz quando se chega a casa de alguém. Espero, contudo, não ser mais incomodado até o nosso encontro. Vou, agora, preparar meu almoço, isso sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-1808952951852618243?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/1808952951852618243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/tres-capitulos-de-o-visitante-infanto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1808952951852618243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1808952951852618243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/tres-capitulos-de-o-visitante-infanto.html' title='Três capítulos de &quot;O visitante&quot; (infanto juvenil)'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-4451583792785267882</id><published>2009-08-22T15:42:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T15:56:24.498-07:00</updated><title type='text'>A arte de capa de "O estranho hábito de dormir em pé"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SpB121HLB8I/AAAAAAAAAF4/4w6NYP8b1Q0/s1600-h/onagro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372923940283549634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 295px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SpB121HLB8I/AAAAAAAAAF4/4w6NYP8b1Q0/s400/onagro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"O Sonho de onagro" (título): nesse trampo o mano Marco Sandrini utilizou: pintura acrílica, objetos colados e finalização digital. Adoro aquela moeda de Rublo posta na canto superior esquerdo. Um rublo, a quem interessar possa, é dividido em 100 kopeks e essa moeda aí é da época do regimão. Eita regimão do leste! E vamoquevamo, cabra da peste!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://marcosandrini.blogspot.com/"&gt;http://marcosandrini.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-4451583792785267882?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/4451583792785267882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/arte-de-capa-de-o-estranho-habtio-de.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4451583792785267882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4451583792785267882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/arte-de-capa-de-o-estranho-habtio-de.html' title='A arte de capa de &quot;O estranho hábito de dormir em pé&quot;'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SpB121HLB8I/AAAAAAAAAF4/4w6NYP8b1Q0/s72-c/onagro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2212899667769996835</id><published>2009-08-22T15:20:00.001-07:00</published><updated>2009-08-22T15:37:13.022-07:00</updated><title type='text'>Essa estava no Blog do Dom Solda de Itararé</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SpBx_y3OpEI/AAAAAAAAAFw/HW1pcg4SdFU/s1600-h/Sandrini-e-Popadiuk.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372919696252118082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SpBx_y3OpEI/AAAAAAAAAFw/HW1pcg4SdFU/s400/Sandrini-e-Popadiuk.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Amigo de várias batalhas, o Popa, Luciano &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Popadiuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, esse ucraniano maluco da banda &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Os garotos chineses&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Essa foto pesquei no site do &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Dom Solda de Itararé&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Apareçam, meus camaradas de humor e fina ironia. Somos uma escola. E com Solda mais a jornalista &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Miriam Karam&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (saudade, viu) formei uma banda chamada &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Rivotrio Elétrico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Essa foto foi no dia do lançamento da coleção Antena, da Kafka Edições, lá no Beto Batata. Em outubro do ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2212899667769996835?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2212899667769996835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/essa-estava-no-blog-do-dom-solda-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2212899667769996835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2212899667769996835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/essa-estava-no-blog-do-dom-solda-de.html' title='Essa estava no Blog do Dom Solda de Itararé'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SpBx_y3OpEI/AAAAAAAAAFw/HW1pcg4SdFU/s72-c/Sandrini-e-Popadiuk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-4651354571219210385</id><published>2009-08-21T05:13:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T05:15:13.423-07:00</updated><title type='text'>Dois trechos de uma novela inédita</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Túnel (I)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À sombra da figueira. Lá, eu não apenas lia: promovia fugas. Quando não nos livros, escavando a terra úmida. Buscando galerias subterrâneas. Galerias minúsculas sem importância para a grande maioria dos homens [dos grandes homens] ou meninos de minha idade. Eu vivia sobre o húmus. Mas sempre a transpor seus limites superficiais. Desejava o que estava ali por baixo. Então cavava a terra úmida com uma colher roubada da cozinha de nossa casa. A mesma colher com a qual eu tomava minha sopa pobre nos finais de tarde acompanhado pelo silêncio de minha mãe. À tarde, a casa, nos fundos do quintal, ficava no silêncio e na penumbra. Numa imensa sombra proporcionada pela casa de meu pai. Casa na qual eu não viveria jamais. Sempre nos fundos, na edícula, com minha mãe. Então tomávamos aquela sopa pobre, todas as tardes. Sopa de silêncio e penumbra. E com a mesma colher que eu a tomava, cavava o solo para encontrar minhocas. E eu as encontrava em grandes quantidades. Os movimentos frenéticos que faziam, ao serem descobertas ali embaixo da terra úmida, quebravam minha rotina. Quebravam o silêncio. Sim, eu podia ouvir os gritos das minhocas. Eu podia ouvir também seus sentimentos mais efusivos quando eu lhes dizia para ficarem calmas pois eu não as daria para algum pescador jogá-las como iscas aos peixes. Muitas vezes, claro, eu decepava parte dos corpos de algumas delas. Então, as observava ali dividas ao meio. Eu duplicava assim a existência de minhas amigas. Pensava eu. Elas se regeneravam, eu também sabia. Desconsiderava [iludindo a mim mesmo, desconsiderava] o fato de somente as partes das cabeças crescerem novamente. Sonhava com isso duplicá-las, cada uma delas. Sonhava habitar o mundo com miríades de minhocas. Por isso mesmo, muitas vezes, as cortava de propósito. Um propósito silencioso na tarde silenciosa. Ouvindo o barulho da colher a entrar na terra úmida e macia. Dividindo minhocas ao meio. Duplicando existências ínfimas [somente no meu íntimo]. Eu cavava fundo, fundo, fundo, buscando as galerias por onde minhas amigas faziam seu itinerário subterrâneo. Lá, escondidas da solidão daqui de cima. Um mundo repleto de vida. E de movimento. Lá embaixo. O mundo que eu buscava. Que eu buscava naquelas veredas subterrâneas. Escuras e úmidas. Repletas de vida. Diferentemente daqui de cima. Diferentemente. Às vezes, surgiam as galinhas em busca de comida [minhocas, claro]. Ficavam ali ciscando. E eu as espantava. Defendia minhas amigas minhocas. As galinhas tinham um olhar oco. Do qual as minhocas tinham que ser defendidas. Um olhar seco e enrugado feito as cristas daquelas aves vazias de alma. As minhocas sim tinham alma. Pensava eu. Mesmo não acreditando muito em alma, pois na maioria do tempo eu não sentia ter uma. Me sentia muitas e muitas vezes como as galinhas, vendo o mundo com um olhar oco. Um olhar seco. Enrugado. Velho. Eu, ainda tão novo: um velho. Um lobo solitário. Querendo estrangular ovelhas. Mas às vezes, eu era apenas um lobinho. Cansado. Tentando fugir de uma floresta de vegetação seca. Cheia de espinhos. Repleta de solidão e silêncio. Essa, a minha floresta. Uma floresta-deserto. Ocrecinza. Então, eu sonhava ser um lobo no deserto. Um lobo assassino. De ovelhas., cabras. Queria encontrar onagros fugindo da minha fúria e da minha solidão. Mas fugindo como se fossem figuras presas na moldura de uma tela de fundo ocre. Sem saída! As molduras como limite. Prisão. Ah, minha existência acre! Meu deserto sem a possibilidade das minhocas. Mas repleto de chifres. Cerastes Cerastes! Nem essas escapariam à fúria da angústia e do veneno da minha solidão. Cerastes Cerastes! Vivendo sob a areia do deserto. Seco. Deserto velho. Sem mais ovelhas. Apenas eu. E os chifres das Cerastes Cerastes. Demônios no deserto injetando o veneno da solidão e da morte. Sua feição de dragão. Seres das alturas e habitantes do mundo subterrâneo de grutas e cavernas. Habitantes da umidade. Qual as minhocas. As minhas minhocas. Seres das galerias. Do escuro e úmido. Da solidão ruidosa dos túneis sob o húmus. Inimigas das galinhas ocas. Das galinhas secas. De carne dura. De bicos assassinos. Eu enxotava aquelas penosas dali. Enxotava. Tirava-lhes as minhocas dos bicos. Salvava minhas amigas. Enterrava-as de volta na terra molhada. Jogava essa mesma terra molhada nas galinhas secas para umedecer-lhes as almas que haviam desidratado. Sim, almas desidratadas eram as galinhas. Não eram gordurosas e úmidas como as minhocas. As minhas minhocas. Que me tiravam a sensação de oco na tarde de silêncio e penumbra. Quantas vezes não pensei em jogar algumas delas dentro da panela de sopa que minha mãe fazia? Da sopra pobre. Todas as tardes. Caldo de silêncio e solidão. As minhas minhocas me dariam forças para suportar o olhar ausente [lançado sobre mim feito pedra pontiaguda e milenar] de meu pai e o olhar triste, seco e oco de minha mãe: seu olhar de galinha.  Quem sabe a gordura das minhocas não insuflasse em nossas almas, minha e de minha mãe, alguma umidade ou algum conforto para dentro de nosso túnel afundado em penumbra e quietude. Quem sabe nossas almas se tornassem almas de minhocas e mesmo estando partidos ao meio pudéssemos sempre nos regenerar. Nos regenerar. Partidos ao meio. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Túnel (II)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eram as sombras das mangueiras. Se espalhavam bem lá no fundo do quintal. Uma profunda e extensa área escura e úmida. Eu ficava ali, sob elas, a recolher as mangas podres, cobertas por moscas varejeiras e de outras espécies. Mas eu preferia sempre encontrar as varejeiras. Gostava do verde metálico de seus corpos. Pareciam armaduras de guerreiros de um mundo minúsculo e pouco importante para os guerreiros do mundo lá fora. Pareciam também, e creio que mais ainda, fantasias de escolas de samba. Mas não, eu não gostava de samba. O samba era muito solar para a minha existência ali no fundo de um quintal repleto de sombras. Eu mesmo era uma. A dividir espaço com as sombras mortas das árvores. Eu tentava compor ali um mundo. Com um ritmo e um tempo próprios. Um samba de sombras, quem sabe. Um samba escuro de batuques densos e frios. De batuques lentos e fúnebres. Samba-réquiem para o menino da penumbra e suas moscas. Sim, minha alegria eram as moscas. As moscas e suas cores vivas. Metálicas. Tão vivas a sugar o néctar de mangas mortas. De mangas a se decomporem. Quando o zunido das moscas se acalmava [às vezes eu também as enxotava dali],eu podia ouvir toda a pulsação e o som da decomposição das frutas. Um som com cheiro extremamente doce. Um som que variava do amarelo ao marrom. E, sim, nessa escala de putrefação eu enxergava o ocre. E o doce fustigava o olfato. Mais ainda quando abria os frutos apodrecidos com suas cascas quase que totalmente negras. Ali eu via o ocre tingindo com o odor de morte as mangas antes doces agora amargas. Um gosto que escurecia ainda mais minha existência no fundo daquele quintal, onde eu passava os dias de minha infância recusando-me a ingerir frutos coloridos. Cajus amarelos. Amoras roxas. Romãs de grãos rosados. Goiaba de carnes avermelhadas. Não, meu organismo de sombra não aceitaria tantas cores. Eu ficava mesmo é com ocre podre e solitário de mangas podres.  Coloridas, só as varejeiras. Metálicas. Frias em seus zunidos de máquina. Letais em seus venenos de monotonia.&lt;br /&gt;As mangueiras formavam um território inexplorado pelos membros da família. Era um território só meu. A galharia daquelas árvores havia muito não era podada. Não eram árvores altas. As copas, de muitas delas, quase tocavam o chão. Um local difícil para se circular sem a habilidade necessária e um tamanho corporal pouco avantajado como o meu. Uma árvore era muito próxima da outra.. E então formavam-se caminhos através de todas aquelas folhas e galhos e frutas. Túneis. Ali, enquanto explorava aquelas passagens, eu encontrava prazer intenso em pisar os frutos caídos. Em esmagá-los. Escorregar meus pés descalços nas carnes daquelas mangas. As mangas que nunca alguém daquela família iria comer. Eram desprezadas. Talvez por serem muito doces. E tudo que era doce ali tinha necessariamente que ficar amargo com o tempo. Ficar no chão. Na umidade. Nas sombras. Viver nos túneis e na apatia do fundo do quintal. Conviver com as varejeiras de verde metálico. Frias em seus zunidos. Assim como as sombras em que necessitávamos nos transformar para sobreviver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-4651354571219210385?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/4651354571219210385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/dois-trechos-de-uma-novela-inedita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4651354571219210385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4651354571219210385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/dois-trechos-de-uma-novela-inedita.html' title='Dois trechos de uma novela inédita'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-4788429786496761666</id><published>2009-08-20T12:08:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T12:13:15.406-07:00</updated><title type='text'>Egon Schiele separado de Henryk Górecki</title><content type='html'>Separemos Schiele da música de Henryk Górecki. Acho que ficou kitsch com as imagens do Schiele a musica grandiosa de Górecki. As pinturas de Schiele também são grandiosas. Mas prefiro separar os dramas. Se é que me entendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fica o link :&lt;br /&gt;Gorecki Symphony No. 3 "Sorrowful Songs"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=miLV0o4AhE4"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=miLV0o4AhE4&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracias, mano Marco pela crítica quando eu disse para tirar a trilha. Mas agora ponho aí só uma sinfonia do Górecki.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-4788429786496761666?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/4788429786496761666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/egon-schiele-separado-de-henryk-gorecki.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4788429786496761666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4788429786496761666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/egon-schiele-separado-de-henryk-gorecki.html' title='Egon Schiele separado de Henryk Górecki'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-643956273817212228</id><published>2009-08-20T05:41:00.001-07:00</published><updated>2009-08-20T05:53:30.366-07:00</updated><title type='text'>Egon Schiele</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/So1FWNex4KI/AAAAAAAAAFo/w4aGCm9klWE/s1600-h/schille.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372026178401067170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 391px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/So1FWNex4KI/AAAAAAAAAFo/w4aGCm9klWE/s400/schille.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/So1EqcKWV1I/AAAAAAAAAFg/J1JnuYbAEKw/s1600-h/girassois_schielle.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372025426427664210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/So1EqcKWV1I/AAAAAAAAAFg/J1JnuYbAEKw/s400/girassois_schielle.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por indicação da cineasta venezuelana Liris Acevedo, deixo aí duas obras do austríaco &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Egon Schiele&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, pintor ligado ao expressionismo. Esse quadro logo acima  se chama "Os girassóis". O de cima não sei o nome. Outras obras podem ser vistas neste link abaixo. mas recomendo que tirem a trilha sonora, por favor. O cara é bem bom. Bem bom mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1fgri5quoqU"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=1fgri5quoqU&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-643956273817212228?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/643956273817212228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/egon-schiele.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/643956273817212228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/643956273817212228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/egon-schiele.html' title='Egon Schiele'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/So1FWNex4KI/AAAAAAAAAFo/w4aGCm9klWE/s72-c/schille.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5457515202611641394</id><published>2009-08-19T03:37:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T07:07:19.871-07:00</updated><title type='text'>Confissão de adolescente</title><content type='html'>Pois é, acontece. Hoje estava com vontade de dar uma dançadinha. E me pus a dar uns pulinhos aí com &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Human&lt;/span&gt;, do &lt;span style="color:#990000;"&gt;The Killers&lt;/span&gt;, minha canção preferida nos últimos dias. Um resgate do melhor dos anos oitenta, um pouco mais sujo, com boas letras. Para mim uma boa banda de pop/rock ou mesmo alternativa é aquela que consegue se encaixar naquele espaço entre genialidade e cultura de massa. Em suma, sendo um pouco genial, mas sem ser "cabeça" demais, e tentando insuflar uma dose de energia em quem ouve. Não pode ser meio termo quando o papo é energia e catarse. Deixem a genialidade para as "altas culturas". Se queres rock, pop, alternativo, fique a meio caminho. O resultado é "batata", como diria Nelson Rodrigues.&lt;br /&gt;Por isso, como não quero genialidade e as massas me incomodam, dancei The Killers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=n6r4KT8-VX0"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=n6r4KT8-VX0&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois fui lá relembrar o suicidado e incompreendido &lt;span style="color:#993399;"&gt;Nick Drake&lt;/span&gt;, a grande promessa da música inglesa no começo do anos 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blog.uncovering.org/archives/2007/11/nick_drake_1972.html"&gt;http://blog.uncovering.org/archives/2007/11/nick_drake_1972.html&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei com a imagem do leste europeu (meu, quero muito viver num lugar cinza assim, é sério). &lt;span style="color:#333399;"&gt;Peace&lt;/span&gt;, do &lt;span style="color:#333399;"&gt;Depeche Mode&lt;/span&gt;. Great, great. Nem genial, nem de massa. Depeche é o ápice da sabedoria na música pop. Podes crer. Percebam o tecladão europop a la Alphaville em várias partes da música. Lindo. Lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bzMkaSi6JTQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=bzMkaSi6JTQ&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5457515202611641394?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5457515202611641394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/confissao-de-adolescente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5457515202611641394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5457515202611641394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/confissao-de-adolescente.html' title='Confissão de adolescente'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-8929303885154535500</id><published>2009-08-18T13:09:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T13:16:33.015-07:00</updated><title type='text'>Gracias, Ney.</title><content type='html'>Deixo abaixo texto que mostra a ação do Deputado Ney Leprevost em realção ao fato comigo ocorrido na Venezuela. Segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Leprevost quer que Itamaraty exija desculpas formais do governo venezuelano ao escritor paranaense que foi vitima da policia “chavista”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As novas gerações devem ser lembradas do mal que a ausência de liberdade já causou ao mundo”, afirma Ney&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado Ney Leprevost solidarizou-se com o escritor parananse Paulo Sandrini que foi vítima de terror e maus tratos por parte da polícia “chavista”, na semana passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandrini foi à Venezuela a convite do Instituto Cultural Brasil/Venezuela. Após uma semana de palestras, sem explicações, pediram seu passaporte e colocaram-no em um quarto fechado* durante mais de meia hora. “Vivi uma situação de violência psicológica, uma violência institucional, sobre a qual eu tinha debatido com os alunos na oficina”, afirmou Sandrini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, o consagrado escritor peruano Mario Vargas Llosa também foi vítima de maus tratos ao chegar à Venezuela. Sandrini foi proibido de fazer chamadas telefônicas no período em que ficou detido pela polícia política de Chávez e depois foi obrigado a assinar um documento atestando que não havia sido molestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cada vez mais eu me convenço de que agimos certo ao tornar este ditador persona non grata no Paraná. Ele não respeita o bom povo do seu país e muito menos os intelectuais que visitam a Venezuela. O Sandrini é uma revelação da literatura paranaense e foi vítima do preconceito e da intolerância que se estabelece em todos os Estados totalitários desde que Hitler foi parido”, afirma Ney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Repudio todos os regimes antidemocráticos, sejam de esquerda ou de direita. As novas gerações devem ser lembradas do mal que a ausência de liberdade causou ao mundo. Temos que ter uma postura humanitária e nos solidarizarmos aos nossos vizinhos venezuelanos, que estão sendo vítimas da arbitrariedade e da violência. Em minha opinião, o governo brasileiro tem uma postura muito dúbia ao não condenar o fechamento de rádios, televisões e jornais na Venezuela”, avalia Leprevost.&lt;br /&gt;O parlamentar enviou hoje ofício ao Ministério das Relações Exteriores solicitando que o Itamaraty exija do Governo venezuelano um pedido formal de desculpas ao escritor Paulo Sandrini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Gostaria de um pequeno acréscimo: esse fato se deu no Aeroporto Simón Bolivar, eu estava sob suspeita de tráfico de drogas. Acrescento que só trazia comigo bons livros de escritores venezuelanos para divulgar no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Juliana Hasse de Rezende Assessoria de Imprensa - Deputado Ney Leprevost &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="mailto:juliana@neyleprevost.com.br"&gt;juliana@neyleprevost.com.br&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(41) 3350 4192/ 8864 8265&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-8929303885154535500?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/8929303885154535500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/gracias-ney.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8929303885154535500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8929303885154535500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/gracias-ney.html' title='Gracias, Ney.'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5430456033305971361</id><published>2009-08-16T17:02:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T05:14:25.356-07:00</updated><title type='text'>Rafael Cadenas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SoigDWhentI/AAAAAAAAAEw/Oz8KdsmfaIY/s1600-h/cadenas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370718535085366994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 139px; CURSOR: hand; HEIGHT: 161px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SoigDWhentI/AAAAAAAAAEw/Oz8KdsmfaIY/s400/cadenas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chega de coisas ruins, não? Deixo aqui um pouco da ternura da literatura venezuelana, nos versos de Rafael Cadenas, um dos maiores poetas da Venezuela, e também das Américas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Traduzi sete textos em homenagem aos amigos de Caracas. E também para que os brasileiros conheçam um pouco mais o lado sensível e magnífico dos artistas de lá. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Ao despertar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sei eu de razões?&lt;br /&gt;Meu pensamento é esta manhã que se eleva&lt;br /&gt;sobre a ondulação do cerro,&lt;br /&gt;a neblina que envolve&lt;br /&gt;alguns pássaros,&lt;br /&gt;o rumor&lt;br /&gt;do mercado, os gaviões que ainda&lt;br /&gt;se aproximam desta margem da cidade,&lt;br /&gt;a xícara de café&lt;br /&gt;antes de sair à rua&lt;br /&gt;quando ainda não estou comigo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Cedo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sibilante vento&lt;br /&gt;amanhecer cinza,&lt;br /&gt;e um pássaro que busca refúgio.&lt;br /&gt;Música de rádio, café e jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera sobrelevada,&lt;br /&gt;a estudiosa tenacidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos&lt;br /&gt;vivem de desalento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma exaltação,&lt;br /&gt;paciência recebida&lt;br /&gt;envolve o fazer.&lt;br /&gt;Manhã,&lt;br /&gt;regresso a um começar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;********&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não sei&lt;br /&gt;Se posso falar em nome de alguém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é este sangue, estes tendões, estes olhos,&lt;br /&gt;esta estranheza, esta antiguidade?&lt;br /&gt;Uma força&lt;br /&gt;Me tem em sua mão&lt;br /&gt;Então é ela&lt;br /&gt;A que pode dizer sou,&lt;br /&gt;A que pode possuir um nome,&lt;br /&gt;A que pode usar a palavra eu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A busca&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca encontramos o Graal.&lt;br /&gt;Os relatos não eram verídicos.&lt;br /&gt;Só a fadiga dos caminhos acompanhou&lt;br /&gt;os que se aventuraram,&lt;br /&gt;Mas esperavam histórias.&lt;br /&gt;Que seria nossa vida&lt;br /&gt;Sem elas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada se resolveu,&lt;br /&gt;poderíamos ter ficado em casa.&lt;br /&gt;Mas somos tão inquietos.&lt;br /&gt;No entanto, concluída a viagem&lt;br /&gt;sentimos que em nós&lt;br /&gt;- não mais reféns&lt;br /&gt;da esperança -&lt;br /&gt;havia nascido&lt;br /&gt;outro templo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;O argumento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela manhã&lt;br /&gt;lemos anestesiados&lt;br /&gt;as notícias&lt;br /&gt;da guerra (qualquer guerra),&lt;br /&gt;um oficial&lt;br /&gt;bem merece alguns combates;&lt;br /&gt;cada facção&lt;br /&gt;deseja mostrar que Deus&lt;br /&gt;está do seu lado&lt;br /&gt;com o argumento definitivo;&lt;br /&gt;nossos olhos correm&lt;br /&gt;as páginas&lt;br /&gt;- buscamos mais confirmações&lt;br /&gt;de nossa derrota-&lt;br /&gt;e o jornal traz o que esperamos encontrar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;********&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É tão curta a distância entre nós e o abismo, quase inexistente, uma fina luxúria. Basta se deter e aí está. Somos isso.&lt;br /&gt;Nem necessitamos olhá-lo de perto. Que não haja engano. A separação nos pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;********&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou esta vigilância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou esta vacilante disponibilidade,&lt;br /&gt;esta ausência de rosto,&lt;br /&gt;este sem cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou este em quem se extingue&lt;br /&gt;até mesmo a idéia de homem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;traduções: Paulo Sandrini (16 de agosto de 2009)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5430456033305971361?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5430456033305971361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/rafael-cadenas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5430456033305971361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5430456033305971361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/rafael-cadenas.html' title='Rafael Cadenas'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SoigDWhentI/AAAAAAAAAEw/Oz8KdsmfaIY/s72-c/cadenas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5724583793528947894</id><published>2009-08-16T10:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T03:40:01.042-07:00</updated><title type='text'>La estúpida máquina bolivariana (ou tour por Maiquetía, a maquete do inferno)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SoiieEEGmFI/AAAAAAAAAE4/Vxf96NyXfec/s1600-h/guradia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370721193010042962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SoiieEEGmFI/AAAAAAAAAE4/Vxf96NyXfec/s400/guradia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SohALWOWXvI/AAAAAAAAAEo/l7_eMOupUvM/s1600-h/hugo-chavez.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370613119327821554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 333px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SohALWOWXvI/AAAAAAAAAEo/l7_eMOupUvM/s400/hugo-chavez.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Introducción &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma semana em Caracas, estou de volta. Se disser que cheguei inteiro, pode não ser bem uma verdade. Enfim, um voo longo, com a aeronave da TAM chacoalhando quase o tempo todo na ida e um retorno espetacular, não por causa do voo da TAM, mas pelos fatos que me sucederam no aeroporto Simón Bolivar, en La Guaira, que é a cidade onde se localiza o aeroporto internacional de Caracas. Fatos que vou lhes contar com detalhes, porém depois de dizer algumas coisas sobre minha estada, no meio de semana, na capital venezuelana para ministrar a oficina de criação literária chamada “Violenta imaginacion”. O título, obviamente, já demonstrava um risco, visto a situação que o país vive. Mas como somos pensadores livres, vamos lá e encaramos a coisa com uma excitação tremenda em nossos princípios éticos e ideológicos, que passam primeiramente por “Pensar e falar o que tenho e acho necessário falar, sobre qualquer assunto”. Mas acontece que isso pode não ser bem assim e nunca o foi em muitos momentos da história da humanidade, creio mesmo que em grande parte nunca foi assim. Contudo, eu jamais havia estado em um, vamos dizer, (praticamente) regime de Exceção e, obviamente, de excessos; e que no caso venezuelano se acha sob as patinhas pesadinhas de um astuto (não, inteligente como querem muitos) e totalitarista Hugo Chávez, sujeito militar e que só por isso já dá muito pano pra manga em qualquer discussão sobre o futuro da liberdade na Venezuela. E nos faz temer também por todo o futuro da liberdade na região norte da América do Sul. Em nome do libertador Bolívar temos um ditador que se diz bolivariano e uma máquina estatal que parece só funcionar quando é bem azeitada no óleo da castração, do atraso econômico e político que com suas engrenagens de perfil militar vai esmagando os cidadãos, pobres ou de classe média, com dentes de aço. E o pior, tal máquina possui seus ecos nessas nossas terras paranaenses. Talvez o único estado do país, o Paraná, a retransmitir a “avançada” Telesur, de Chávez. E, bem... mãos dadas com o retrocesso, tentamos ir adiante, claudicantes. Órfãos de sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;A semana (em resumo)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A oficina “Violenta imaginacion” foi uma grande oportunidade para tomar contato com gente de algumas esferas culturais e profissionais que estavam por lá, frequentando o Instituto Cultural Brasil Venezuela entre os dias 2 e 6 de agosto. Entre os oficinantes havia gente do cinema, do jornalismo, da psicologia, professores, poetas, humoristas etc. Um pessoal que queria discutir, trocar, aprender, ensinar. Joaquín, Carolina, Liris, Patrícia, Pablo, Noraedén, Pedro, Leôncio, José Roberto e tantos outros que estavam ali para mais que um “taller”, estavam ali para estabelecer também contato com a cultura brasileira e falar da cultura venezuelana, sobretudo de literatura. Contudo, no primeiro dia senti a necessidade de conversar um pouco com eles sobre os tipos de violência que mais os incomodavam, ou que mais achavam estar presentes na sociedade em que vivem. Queria saber as diferenças e as semelhanças entre Brasil e Venezuela acerca do tema. E o que mais ouvi foi sobre a violência institucional (a política e a policial, sobretudo). Houve também quem falasse da violência das ruas, como acontece no Brasil. E surgiram ainda outros tipos de violência. O cardápio latino-americano para tal assunto é bastante variado. Tem para todos os gostos. Tais observações sobre a violência institucional, fiz questão de levá-las a alguns veículos para os quais dei entrevistas, a radio Del Ateneo e o jornal Talcual. Na TVES, chavista, evitei falar disso, passei ao largo do assunto. Pensava que tudo isso podia ser um risco à minha segurança, pois o que acontecia naqueles dias com a imprensa venezuelana era o fechamento de mais de 230 rádios em todo o país. E certamente existem censores da Stasi chavista monitarando alguns veículos. Eu podia cair na malha fina. Contudo, não ia me abster de falar o que pensavam meus alunos, que pareciam sofrer com isso.&lt;br /&gt;Bem, quero dizer que fui muito bem tratado pelas pessoas que me receberam em Caracas. Irlanda, Leo (que é mesmo como um irmão para mim, tamanhas as nossas afinidades e humor irônico), Marcel, da rádio Del Ateneo e Verónica (esposa do Leo), fora ter recebido muitos sorrisos lindos da pequena Carlota, filhinha de Leo e Verónica. Enfim, minhas impressões eram das melhores. E ainda são com essas pessoas, meus amigos.&lt;br /&gt;Seguindo com a violência. Apesar de terem me alertado para a criminalidade, que cresceu muito nos últimos anos em Caracas, com um dos índices mais altos de toda a América, não vi nada que assustasse muito. Tudo estava em ordem. Seguia eu comendo arepas, cachapas e indo a bares e tascas com os amigos de lá e bebendo muita Solera (da azul e da verde), que é a cerveja mais popular deles.&lt;br /&gt;Encerrada a oficina no dia 6 de agosto, quinta, fomos a uma tasca, e ali me fizeram uma boa festa. Foi uma celebração feita com muito carinho. Mas não um carinho forçado, os caraquenhos são realmente muito calorosos, não os sentimos forçando a barra. São assim, e pronto. O que é muito acolhedor para quem chega de fora e logo está se sentindo em casa.&lt;br /&gt;Na sexta, dia 7, meu dia livre, fui comprar livros no Centro da cidade com Leo. Trouxe obras de escritores venezuelanos como Ana García Julio, Francisco Suniaga, Oscar Marcano, César Chirinos, Humberto Mata, Eduardo Cobos, Rodrigo Blanco Claderón, uma coletânea de novos autores chamada Las voces secretas, poesia de Rafael Cadenas (aliás, Liris, a cineasta, me presenteou com um obra completa deste grande escritor). Eu trouxe também Francisco Massiani, Carlos Sandoval, Luis Brito Garcia, e muitas outras coisas. E mais ainda: uma coleção de poesia venezuelana que trouxe para o meu amigo e professor estudioso da poesia latina contemporânea Rodrigo Machado. Bem, não posso me esquecer que ganhei exemplares da inteligente revista 2021 editada por Leo e da revista Ojo, editada por Verônica. Mais uma novela chamada El famoso caso de las cartas de Lucas Meneses, autor que muita gente ainda não conhece, mas me parece muito bom, desconfia-se que escreve sob pseudônimo. E um curta metragem escrito, dirigido e produzindo por Liris. Um curta muito bem feito, baseado no conto O Enfermeiro, de Machado de Assis. O filme se chama La vida honorable de Procopio Gómez. Liris (Liris Acevedo Donis) me comentava sobre o humor que havia percebido em meus livros, posso afirmar que em seu filme percebi o mesmo. Qué bueno, hein!&lt;br /&gt;Segue: descansei durante a tarde e cancelei a subida ao Cerro El Ávila com meus alunos. Uma pena. Minhas pernas não iam aguentar, sinceramente. Fim de tarde fui a um shopping ali perto do Hotel para comprar um helicóptero para o Gianluca, e por sorte o encontrei, do contrário nem uma lembrança para o Gianluquinha eu teria trazido.&lt;br /&gt;No sábado, dia 8 acordei às cinco, e às seis o táxi enviado pelo Instituto Cultural Brasil Venezuela estava me esperando. Seis e meia estava lá eu, no aeroporto Simón Bolívar, um lugar com nome de um grande libertador mas que ia justamente me colocar nas mãos dos milicos por umas duas/três horas (perdi a noção do tempo naqueles instantes que agora passo a narrar), me privando de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;La estúpida máquina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;bolivariana antidrogas y ideas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fiz o check in e soube que tinha que pagar para o governo uma simples taxa de 60 dólares para sair do país. No meu caso, pagar para ser incomodado. Foram os 60 dólares mais infelizes da minha vidinha de inseto. Fui a zona de embarque, entrei numa fila imensa, e levei uns bons minutos até chegar ao scan das bagagens de mão, tirar sapatos, cinto, aquela bobagem toda. Mas a surpresa é que tinha mais um scan, passei de novo. Tudo certo. Tudo limpo. Ia embora após uma semana de bom trabalho e bons amigos. Senti que o resultado da oficina de criação literária havia saído melhor de que eu esperava. Estava eu ali um pouco orgulhoso de mim e dos meus alunos. Quando um rapaz fardado me chamou e pediu meu passaporte. Pediu também de outro senhor brasileiro e em seguida de um professor universitário, Thiago Gehre, de Roraima. Nos fizeram passar várias vezes no scan antidrogas e ele não detectou nada no senhor e então foi minha vez. Subi na plataforma da máquina bolivariana antidrogas, e desci. Não deu nada. Me mandaram subir de novo. Lhufas. A agora estúpida máquina bolivariana antidrogas não queria funcionar comigo, não funciona com escritores talvez. Me mandaram descer e assinar um papel com umas garatujas feitas por um rapazinho quase analfabeto que mal sabia teclar um computador e ficava catando milho nas teclas para digitar algo que não sei o que era, pois não foi impresso e tive que assinar um documento escrito a mão. Bem, passei pela estúpida e rude máquina bolivariana antidrogas três vezes. Depois da segunda e de ter assinado aquele documento feito a mão em papel de embrulhar pão, achei que poderia ir embora, gastar uns bolívares no Duty Free (yes, o orgasmo da classe média). Foi quando me pediram o passaporte outra vez e sumiram com ele por muito tempo. Antes haviam me perguntado seu eu tinha comido. Eu disse, “Mira, no creo que es muy comum los restaurantes de los hoteles en todo el mundo tener sus puertas abiertas a las cinco de la mañana, yo vine para el aeropuerto a las seis, entonces, estoy sí sin comer nada, pero se me dejan, a mi me gustaria tomar el desayuno antes que el avión se vá”. Na verdade as mulas da polícia chavista queriam me fazer passar por Mula. Para eles eu levava drogas no estômago. Nesse caso, se levasse drogas no estômago, seria melhor me chamar de anta, topeira do que mula. Bem, depois da terceira escaneada em mim, não me liberaram. Surgiu um gordinho de roupa verde oliva, um tipo que parecia uma azeitona, redondinho e rechonchudo, tomou en sus manos meu passaporte e me mandou acompanhá-lo. Mantendo sempre a calma, o segui. Ele me mandou sentar e esperar um comunicado. Ok, gordito azeitona. Ele ligou, ligou e a ineficiente comunicação bolivariana, claro, falhava. Até que depois de umas cinco tentativas de contato, chega um policial de cara cerrada. Também de roupinha verde. Fico imaginando aqueles muchachos verditos olivos na parada gay da avenida Paulista. Um sucesso. Esse polícia me levou ao cuartito, uma salinha num corredor isolado do aeroporto. Ali, silêncio total, ninguém falava comigo, não diziam o que iam fazer. O silêncio nesse caso é puro terrorismo. Mas tudo bem, nada que cause mais terror que ver a cara do Chávez, logo ao desembarcar no Simón Bolívar, numa plotagem mal feita com uma mensagem sobre a liberdade da nação bolivariana ou algo assim. Chávez, meu querido ditador, a Venezuela tem tantas mulheres lindas, e você é que quer ser miss universo? Bem, até que não seria mal, dizem que as misses da Venezuela têm que se isolar um ano para se prepararem para ser miss mundo. Nesse tempo, enquanto você estivesse se preparando para ser Miss Universo, se maquiando, fazendo peeling, lipoaspiração, levando massagem e drenagem linfática de um oficial do exército, colocando próteses de silicone, implantando um pouco de neurônios (um nova técnica para que as misses não falem tantas tonterías), a sociedade teria tempo para dar um golpe e tomar o poder. Claro, você, querido, ia subir nas tamancas e gritar, “Por aquí la poderosa soy yo... E bem... Tu eres sí la poderosa. E seus soldados também. As poderosas verde oliva me colocaram depois de meia hora nas mãos do oficial Unamo. Esse muchaco com cara de Chavinho me enfiou num jipe bege da polícia junto a mais quatro soldados e um senhor à paisana que dizia ser um motorista de táxi (hehehehehehehe). Um senhor pançudo que com toda certeza era uma agente bolivariano da “inteligência”. Ok. O tal Unamo me disse que iam me levar até um hospital porque eu teria que passar por um raio X. O carro da milícia chavista rodou lento por vários minutos, mas antes ia parando no caminho para traficar (eles sim) aqui e ali bebidas, entre elas refrigerante, champanhe, suco, vodka, run. E iam todos felizes. Enfim teriam bebida e alguém para torturar: eu. Não chegávamos nunca ao hospital. Quando chegamos, o hospital não tinha máquina de raio X. Isso já eram oito e meia. Achei que ia perder o voo. Seguiam por ruas sujas, apertadas, feias, tudo para me aterrorizar. Coitados, sou brasileiro, nada em termos de miséria pode assustar um brasileiro. Uma favela é só uma favela. Fomos a uma clínica então. Rodamos mais e mais. Os verde oliva buscavam cigarros com os camelôs e outras coisas que eu não compreendia. Até que lá por 9 e 20 eu entrava numa clínica suja e obsoleta em Maiquetía (cidade próxima ao aeroporto de Caracas). Maiquetía, pode-se dizer (e não dizer mais nada depois), é a própria maquete do inferno. Na clínica fiz o raio X. Me puseram nu, sem nem me darem um roupão, o que no Brasil é praxe, e com uma mulher me mirando, fizeram a chapa. Nada constrangedor. Afinal, era só um traficante nu... Um traficante não tem vergonha de nada. Resultado: negativo. A chapa nada acusou. Mas o oficial Unamo me disse que eu teria que fazer outro exame. "Vamos hacer otro, necesitamos dos". Nessa hora eu disse que queria fazer uma ligação ou para a Embaixada ou para um amigo meu, o Leo Felipe Campos. “No, no puedes llamar a nadie”, me disse o mano Unamo, de modo muito humano. Estavam fazendo de tudo para me aterrorizar e atrasar o voo. Mas segui tranqüilo, continuei lendo meu livrinho. O que parecia incomodá-los. E antes de eu subir de novo no jipe bolivariano antiescritores o senhor da inteligência me perguntou baixinho: “Do you speak English or Frank?” eu pensei em lhe responder, “I speak Frank-enstein, pequeño monstruo”. (Imagina então se o baixinho gordinho fosse do serviço de "Ignorância" Bolivariano?). Mas respondi que falava português e ele me perguntou: “?Tienes dinero?”. Nessa hora fiquei danado da vida e disse alto: ?Que me has preguntado, señor?”. Nisso os outros soldados ouviram e Unamo perguntou o que estava passando comigo. Eu disse ao mano Unamo que o senhor “inteligente” tinha feito uma pergunta a mim e eu não tinha entendido, por isso tinha pedido que ele falasse mais alto. Nisso o velhote baixinho gordinho da “inteligência” disse, “No, no es nada, nada importante”. A essa altura, creio que Unamo não sabia aonde me levar para tirar outra radiografia, pois a região ali, claro, é muito desenvolvida, é uma área onde se encontra de tudo, mas com só com os camelôs e no mercado negro. E creio que clínicas e hospitais em bom estado são bem mais difíceis. Ou não existem mesmo. O mano Unamo então chamou a base, falou algo lá no seu espanhol que come todas as sílabas (acho que ele também não havia tomado café da manhã) e esperou. A esta altura eu pensava seriamente que não havia o que eu pudesse fazer para me livrar. Depois de três scanners no aeroporto, mais uma radiografia da barriga, e depois outra, e agora a chamada para uma base militar... Eu ia mesmo ficar preso ali como traficante. Certamente também viram os livros na minha mala (que chegou toda furada ao Brasil, com livros e roupas estragados e os livrinhos que trouxe para o Gianluquinha também) e achavam que eu podia estar traficando algo que o governo Chávez também detesta: Cultura. Sobretudo quando produzida pelos próprios intelectuais venezuelanos (os livros que trouxe, como disse, eram na maioria de escritores de lá).&lt;br /&gt;Depois de um segundo ou terceiro comunicado, o carro foi em direção ao aeroporto. Já eram bem mais de nove da manhã, horário em que o voo partia.&lt;br /&gt;Chegando à área de embarque internacional, o carro seguiu adiante. Pensei, estou danado. Os filhotes de Chávez me querem como exemplo para os gringos traficantes. Não saio mais desta república socialista bolivariana, acreditava. Se não fosse a natureza grandiosa do Cerro El Ávila e seu verde, eu poderia me sentir em qualquer uma daquelas ditaduras socialistas em paisagens cinzas do leste da europa de anos atrás. Romênia, Albânia, Polônia e por aí afora. Ditaduras em nome do socialismo. Socialismo que jamais existiu em lugar algum do mundo. Distorceram Marx e se esqueceram do verdadeiro socialista que se chama Bakunin. O anarquismo é o socialismo. Todo o resto são regimes-lobo sob pele de cordeiro, ora comunista ora capitalista. O mundo é plutocrático, sabemos. Democracia em grande parte é uma falácia. Uma falência.&lt;br /&gt;O carro fez um retorno, voltou a área de embarque internacional e me mandaram descer, nisso eu já tinha batido meus ombros uma duzentas vezes no teto do carro, que era muito baixo. Bati também a cabeça algumas vezes. E creio que os policiais de Chávez também batem ali suas cabecinhas o tempo todo. Os dois neurônios que levam em suas cabeças, chamados Hugo y Chávez, devem sofrer fortes abalos. Mas continuam amando o sistema que ultimamente se alimenta de armas suecas* e tanques russos.&lt;br /&gt;Bem, desci do carro da Guarda Chavista e me levaram ao cuartito abafado para assinar um termo dizendo que eu não havia sido molestado fisicamente. Então Unamo me mandou correr porque o voo estava esperando. Eram dez da manhã. Nisso eu tinha que passar por uma catraca para a área de embarque. Estava travada. O mano Unamo me disse, “Salte por ahí”. Era para eu passar por cima de uma esteira de malas. Apressado pelo mano Unamo, escorreguei e bati a perna, fortemente, sai mancando, minha canela ficou toda inchada com vários hematomas. E ainda está. Roxa. Dolorida. Mas eu já havia assinado um termo que dizia que eu não tinha sido molestado fisicamente.&lt;br /&gt;No fim das contas, voltei com quase todo o dinheiro que eu tinha ganho pelo trabalho da oficina. Não trouxe nem uma xícara escrito “Caracas”, ou uma camiseta com o escrito “Venezuela”. Ou “Estuve en Caribe venezolano”. Sei lá, essas coisas para turista colocar na sala de suas casas e mostrar aos vizinhos que viajaram pelo mundo e adquiriram cultura só por terem entrado numa lata de sardinha que se chama avião, onde as pessoas suam, tossem, vão ao banheiro toda hora. Onde a turbulência é uma droga, a música é péssima, os filmes são terríveis. E muita gente lendo livros de autoajuda, livros sobre como administrar negócios, ou Paulo Coelho. Por isso, certamente quando cai um avião, morrem muitíssimos coelhos numa paulada só.&lt;br /&gt;Enfim.... cheguei ao avião... Mas passaram-se dez minutos mais ou menos e chegou o outro detido pela guarda chavista, um professor de Roraima, da Universidade Federal, chamado Thiago. Prenderam sua bagagem e fizeram com ele alguns absurdos.&lt;br /&gt;O voo partiu lá por dez e quinze. Levei a certeza de que fiz grandes amigos em Caracas, grandes mesmo. Mas também trouxe outra certeza: Simón Bolívar esta sacudindo seus ossos na tumba sem parar, de tão irritado. O sistema de Chávez é bruto. Atrasado. Violento. Não é socialista coisa alguma. É repressor. Contudo, deixo recado para os oportunistas de plantão, Lula não tem nada a ver com os modos políticos do senhor Chávez. Quanto ao Paraná, já não sei se se  pode afirmar o mesmo. Digo mais, não sou petista. Não creio em Deus (ao menos nesse deus branco burguês com matriz no Vaticano nazista). Não creio em mitos. Não tenho ídolos. Não creio em governadores paranaenses com cara de governadores do Arkansas. Não creio em presidentes que se apartam de sua gente. Não creio na direita nem na esquerda. Vocês não precisam portanto acreditar em mim. Assim estamos empatados. Podem me chamar de agora em diante de Sandrini Chávez de Cadeia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Um país expressivo como a Suécia deveria no máximo produzir cuecas, cuecas-suecas (ahn, bom né?) não armas. Não há porque querer invadir a Suécia, só se for para saquear de lá o tédio de uma sociedade gelada. E bem...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Milícia bolivariana curitibana&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteontem o Fabio Campana colocou em seu site o conteúdo parecido ao do Jornal Talcual da Venezuela que discorria sobre o sequestro que sofri no aeroporto de Caracas. O Fabio para ilustrar o texto colocou uma foto minha da época da publicação do livro Códice de incríveis objetos. Meu cabelo comprido e meu visual na foto foram temas bastante importantes no debate. Vejam o que segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;TAMBÉM COM ESSA CARA QUALQUER UM SUSPEITARIA,&lt;br /&gt;LEMBRE-SE DAQUELA VELHA FRASE:&lt;br /&gt;“O MUNDO TRATA MELHOR QUEM SE VESTE BEM”!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TADINHO DO CABELUDO HEHEHEHE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa cara de peixe morto, deveria chamar-se “Paulo Sardinha”…&lt;br /&gt;Me desculpe companheiro, más com esse visual de Cristiane F., em qualquer País lhe barraria!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Confesso que gostei de 'Paulo Sardinha'. É criativo. Sonoro. E cheira mal. Mas prefiro autores que assumam suas criações. Gosto de conhecer as características dos meus rivais para ver se eles têm bala na agulha quando o assunto é ironia. Então, senhor Brasil (pseudônimo de quem escreveu tal citação), obrigado pelo apodo. E não precisa ter medo de mostrar o nome. Não sou Hugo Chávez. Sua liberdade poderá ser praticada. Mas também quero praticar a minha. Ora, nada mais justo.&lt;br /&gt;Para a frase que diz que qualquer um suspeitaria de mim porque “o mundo trata melhor quem se veste bem”, tenho que dizer que na foto só aparece meu cabelo, e não há como vestir cabelo, a não ser que se use peruca. O que não é definitivamente o meu caso. Há aí um equívoco de quem escreve, que não consegue juntar um mais um para dar dois.&lt;br /&gt;Aos amigos de Caracas, Curitiba e do Brasil, fica aí a versão não distorcida dos fatos, contada agora por mim mesmo.&lt;br /&gt;Ao inimigos de Curitiba, certamente vindos da subcultura chamada Bocágil, digo que se estiverem precisando de cabelo porque estão ficando calvos, posso lhes emprestar. Agora a pança, vocês já devem ter, e eu não, por isso não posso fornecer. E também creio que vocês andam importando com bastante afinco para nossa cultura local pacotinhos com dois neurônios, da marca Hugo y Chávez, para retê-los em suas mentes provincianas e agrárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Buenas tardes con Telesur&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5724583793528947894?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5724583793528947894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/la-estupida-maquina-bolivariana-ou-tour_16.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5724583793528947894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5724583793528947894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/la-estupida-maquina-bolivariana-ou-tour_16.html' title='La estúpida máquina bolivariana (ou tour por Maiquetía, a maquete do inferno)'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SoiieEEGmFI/AAAAAAAAAE4/Vxf96NyXfec/s72-c/guradia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5133898954244023277</id><published>2009-08-15T11:26:00.000-07:00</published><updated>2009-08-15T14:40:41.413-07:00</updated><title type='text'>Venezuela</title><content type='html'>Muitos já sabem do ocorrido comigo no aeroporto Simon Bolivar, na Venezuela. Estou aqui, meio sem forças, pra contar toda a história. Mas pretendo dar a versão final disso tudo. Por aí, em sites, alguns, creio que há distorções de alguns pequenos fatos. Normal, acontece. Certas coisas não devemos ficcionalizar. Triste é ver gente nos cometários do blog do Fábio Campana dizendo as mais puras besteiras. Em Curitiba é normal. Onde faltam mais ações culturais a brutalidade começa a imperar. Mas também há meus amigos daqui. Luci Collin, Rodrigo Machado, Dalcia Lessnau, Emerson Pereti, Renata Mele e muitos outros que me estão dando força. Muita força. Estou bem. E já dou risadas dos fatos. Aos que me querem pelas costas, as deixo aí disponíveis, mesmo porque em Curitiba não se sabe onde está o inimigo, às vezes ele parece ter te dado um tapinha nas costas por amizade, mas na verdade está lhe cravando um punhalzinho com veneno. No entanto, sou um indivíduo às claras. Digo o que tenho de dizer, gostem ou não. E faço o que acho que tenho de fazer culturalmente. Se é bom ou poderia ser melhor, não sei, faço o meu melhor. Esperando que outros também o façam. Uma cidade grande não pode viver de poucos cérebros como a nossa. Nem ficar escondidos. Vivemos aqui uma repressão cultural para a produção, no Paraná, sobretudo por parte do Governo do Estado. E estamos felizes. Levando a sério a máxima: "se eu não consigo fazer, melhor que ninguém faça". E digo mais, acredito que muitos dos malvadinhos desses comentários em blogs são aqueles que vivem por aí naquele eterno chororô de serem incompreendidos em seu super talento. Na verdade, Himmler ligava todos os dias para a sua mamãe dizendo que precisava de seu carinho e seus cuidados. Mas quando estava em serviço.... Agradeço muito aos meus verdadeiros amigos. Eles sabem quem são. Volto depois com o texto.&lt;br /&gt;E depois do texto, esqueçamos isso e vamos adiante com nosso atraso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5133898954244023277?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5133898954244023277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/venezuela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5133898954244023277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5133898954244023277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/08/venezuela.html' title='Venezuela'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-6648096109634482380</id><published>2009-07-30T18:52:00.000-07:00</published><updated>2009-07-30T19:00:03.591-07:00</updated><title type='text'>Futuro Presente</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SnJPIk6fv_I/AAAAAAAAAEg/rv6lUOFIZ0I/s1600-h/Convite_futura_PR_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364437114918256626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SnJPIk6fv_I/AAAAAAAAAEg/rv6lUOFIZ0I/s400/Convite_futura_PR_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Confirmado: dia &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;17 de agosto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, nas Livrarias Curitiba, o lançamento da coletânea &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Futuro Presente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Ficção Científica, organizada pelo Nelson de Olveira. Sai pela Editora Record. Quem passar por aqui, está convidado, o time científico está no convite acima, clica aí no bichinho e vai ver. Abraços marcianos a todos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa é a segunda publicação em que participo no ano. Um ano de gripe e até agora meio estranho.  Sabe aquele ano em que você sente que falta algo? E a ficção não preenche. Pode só aliviar. Ei-la. O leitor que invente mundos outros a partir daí. E crie um mundo ao menos sem gripe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-6648096109634482380?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/6648096109634482380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/futuro-presente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6648096109634482380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6648096109634482380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/futuro-presente.html' title='Futuro Presente'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SnJPIk6fv_I/AAAAAAAAAEg/rv6lUOFIZ0I/s72-c/Convite_futura_PR_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-8608030451983053115</id><published>2009-07-27T17:11:00.001-07:00</published><updated>2009-07-27T17:13:07.840-07:00</updated><title type='text'>Amigos</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;paulo sandrini&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu aqui, assim. Olhando por essa janela. Lá fora o chão e o telhado das casas molhados por causa da chuva fina. Um silêncio, o mundo dormindo em paz. Mas aqui dentro de casa, aqui dentro da minha cabeça, um caos do caralho, entende. Um caos. Fico pensando em toda a paz que essa gente medíocre está desfrutando agora. Toda essa gente que mora nesta porra de condomínio. Uma vida pacífica proporcionada por empreguinhos de merda que nunca eu ia querer pra mim. Empregos pruma gente conformada, bovina, entende. Uma gente cujo principal objetivo de vida é trocar de carro ano a ano e ir pra merda de praia nas férias. É, sim, essa gente é assim, entende. Tipo esse vizinho da frente aí, gerente de produção numa montadora de carros. Um porra que acha que só porque troca de carro sempre [claro, a montadora vende o carro pra esse merda a preço de banana] é melhor do que eu. Vejo isso no jeitinho como ele olha. Olhar de cima, entende. Um porra. Um porra de merda. Entende? Não agUento mais olhar pra cara dessa gente. Mas aí eu tava te falando do caos que tá a minha cabeça. Sabe, como pode um cara como eu, com mestrado, doutorado, falando três línguas, estar fodido? Sem emprego. Sem projeto de pesquisa. As contas todas atrasadas, o oficial de justiça batendo aqui em casa pra levar as coisas. Como é que pode, pergunto. Quando vejo a filha da vizinha ali da frente, toda lá orgulhosinha, fico puto. Agora ela, a filha da vizinha, dá o sangue numa empresa de tecnologia. Uma analfabeta funcional com três filhos, cada um de um pai. Corroborando a superpopulação no globo. Deviam fazer queném na China. Proibir as pessoas de colocar mais de um filho no mundo. Ainda mais filho dessa gente crassa. Mas como eu falava: ela tá toda orgulhosinha agora, a filha da vizinha, só porque arrumou um emprego numa empresa de tecnologia e mais um cara pra casar, lá mesmo nessa empresa em que ela entrou há pouco. Veja só, nem bem entrou e já arrumou um otário pra ajudar a bancar os filhos e a casa. Um gordo babaca que entra e sai do condomínio escutando, no carro, Ivete Sangalo, axé, pagode, hino de time de futebol, essas porras. E ela, a vizinha, lá, toda cara-virada agora. Só porque arrumou um marido gordo e churrasqueiro de primeira. Mas antes, precisava ver, antes vinha tentar vender até produtos da Avon aqui em casa. Fora o material de informática de terceira linha. Uma picareta do cacete. Mas eu nunca comprei. Coisa vinda do Paraguai, sabe. Não alimento esse tipo de gente. Me vender um livro ela nunca viria, não é? Nunca. Uma ignorante. Ah, mas uma ignorante que agora tem uma picape, que antes não tinha, na garagem. Então se acha melhor que a gente, também. Mas te falo isso, só te falo isso, pra você ver como a gente, gente como eu e você, não é valorizada. Eu aqui preocupado com coisas mínimas. Com as banalidades. Como é que um cara como eu, intelectualizado, vou me preocupar com essas coisas? Mas me preocupo, né? Falta grana. Trabalho. O lance é sumir dessa porra deste país, entende. Veja só, o cara ali da frente, de uma das casas perto da portaria, fiquei sabendo, tá vendendo o imóvel pra ir morar com a família na França. Trabalha numa multinacional. Não fala um isso de francês, mas vai embora. Levar os equívocos e o mau-gosto da nossa classe média pro exterior. A esposa, uma loira descolorida, é dessas que deve adorar reality shows e os filhos, dois gordinhos chatos, devem encher a cara no McDonald’s, no Burger King. Pois é, meu amigo. Isso lá é ideal de vida? Mas vão levar esse ideal pra França. E o Paulo Coelho na bagagem, só pode. E eu aqui, com a cabeça a mil. Mil projetos e nem um sequer se concretizando. Aí vem o desespero. A taxa de condomínio atrasada, e olha que os babacas daqui votaram numas reformas, na última assembleia, que só vão onerar ainda mais a gente. A taxa vai subir. E eu vou continuar dando o calote. E as cobranças da administradora serão mais constantes. E eu não sei lidar direito com essa porra. Não gosto de dinheiro, mas também não sei lidar com dívidas, entende. Aí não durmo. Não como. Mas principalmente não durmo. Fumo pra caralho. Encho a cara de café. De ansiolítico. Antidepressivo. Um verdadeiro coquetel molotov. Aí ligo pra um ou outro amigo. Aqueles que eu sei que não acordam cedo pro trabalho, como você. Ainda bem que a gente pode se falar, não é? Temos tempo de sobra, hein! Haha. Podemos contar um com o outro, nessas horas. À noite é sempre pior, cê sabe. O pânico noturno. Sim. Claro que você sabe. Como eu ia me esquecer. Me lembro bem daquelas vezes, você fodido, sem bolsa pra pesquisa, sem trabalho em empresa particular, a mulher te deixando. Ah, como me lembro, cara. Foi foda, mas passou. A gente se falava todo dia, de madrugada, lembra? Cê me ligava e ficávamos um tempão na linha. Como agora estamos. Lembra, cara, cê tava deprimido pra caramba. Bem como eu estou hoje. E eu gostei de ajudar você, fazer alguma coisa por alguém. Aí ficamos mais amigos, amigos de verdade, devo dizer. Não foi? Sim, foi. É bom a gente poder desabafar nessas horas. Alguém pra ouvir, e tal. Não te ajudou? Não foi algo bom, falar? Não foi? Me diz. Responde. Não foi? Ó, não precisa ficar constrangido em lembrar, em falar sobre. Ficar em silêncio. Nada a ver. A gente pode falar daquela época, se você quiser. Pode sim. Vai ser bom pra mim também, tirar um pouco o foco só dos meus problemas. Lembrar do seu exemplo. Hei, cara, cadê você, cadê, cadê? Fala aí, meu. Fala se não foi do jeito que eu falei. Aquela sua fase. Claro que foi, né? É. Sei, sono. Desculpa de quem não quer tocar no assunto. Tudo bem. Tudo bem. Tá com sono. Tô vendo. Mentira. Sono? Pois é, nem responde a pergunta quando faço. Ah, sei. Vai levantar daqui a pouco. Pra trabalhar. Trabalhar? Onde? Como é que cê nem me disse nada. Sei que cê trabalha, mas nunca teve que levantar cedo. Ah, porra, não queria que eu ficasse pior se soubesse que aquela universidade chamou você e não eu. Que cê agora tem dois trampos. Sei, achou que eu ia ficar mal. Não, não tô mal não, cara, com essa história. Mas você deve tá, né? Me passando a perna, não é? A rasteira. Por isso nem se pronuncia. Tá esquivo. Quase não fala. Não é nada disso? Claro que é. Fica aí. Constrangido. Só dissimulando. Não, claro, você não tá constrangido, só com sono. Sei, sono. Sim, seu merda, tira minha vaga e ainda por cima consegue dormir. Agora vai poder fazer mais contas, comprar mais coisas, viajar, ir ao teatro, cinema, não é? Mais um carro na garagem. Bancar mais frescuras da nova mulher. Dos filhos. Claro, claro, vai dormir, vai. O sono dos justos. Não é? Vai lá. Vai dormir. Traíra. Vai dormir que eu vou desligar. Desligar esse telefone e continuar aqui, sozinho, com os meus fantasmas. Desculpa aí. Desculpa se te atrapalhei, vencedor. Bom sono. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-8608030451983053115?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/8608030451983053115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/amigos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8608030451983053115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8608030451983053115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/amigos.html' title='Amigos'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-8797104291951960826</id><published>2009-07-24T09:03:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T09:08:41.920-07:00</updated><title type='text'>Nosotros en Perú</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SmncXWuMdtI/AAAAAAAAAEY/AD3-UW-GvXQ/s1600-h/portada-OK.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362059125155722962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SmncXWuMdtI/AAAAAAAAAEY/AD3-UW-GvXQ/s400/portada-OK.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A antologia &lt;span style="color:#009900;"&gt;90-00 Cuentos brasileños contemporáneos&lt;/span&gt;, será lançada no Peru, dia 25 de julho, às 20h30, na 14ª Feria Internacional del Libro de Lima. A antologia foi organizada por &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Maria Alzira Brum Lemos&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#990000;"&gt;Nelson de Oliveira&lt;/span&gt;, tradução de &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Alan Mills&lt;/span&gt; e &lt;span style="color:#660000;"&gt;José Luis Sansáns&lt;/span&gt;, publicada pela Ediciones Copé, selo editorial da &lt;a title="Petroperu" href="http://www.petroperu.com.pe/Ediciones/EdicionesCope.asp?op=1."&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Petroperu&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Participam da antologia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;90: Ademir Assunção, André Sant’Anna, Edyr Augusto, Fausto Fawcett, Joca Reiners Terron, Luci Collin, Marcelino Freire, Maria Esther Maciel, Rinaldo de Fernandes, Ronaldo Bressane, Sérgio Fantini.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;00: Ana Paula Maia, Andréa del Fuego, Daniel Galera, João Filho, Marcelo Barbão, Michel Melamed, &lt;span style="color:#990000;"&gt;Paulo Sandrini&lt;/span&gt;, Paulo Scott, Santiago Nazarian, Veronica Stigger.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na mesma feira, &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Maria Alzira Brum Lemos&lt;/span&gt; lança seu &lt;span style="color:#006600;"&gt;La Orden Secreta de los Onnitorrincos&lt;/span&gt;, pela editora Borrador.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-8797104291951960826?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/8797104291951960826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/nosotros-en-peru.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8797104291951960826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8797104291951960826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/nosotros-en-peru.html' title='Nosotros en Perú'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SmncXWuMdtI/AAAAAAAAAEY/AD3-UW-GvXQ/s72-c/portada-OK.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7836515108053355514</id><published>2009-07-23T17:16:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T17:22:12.594-07:00</updated><title type='text'>United killers of Benetton</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Creio ter publicado anos atrás este texto no site Fazendo Média e o encontrei reproduzido num blog. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O título é o que vai lá em cima, United killers...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos assim: eu mato os azuis e você os brancos.&lt;br /&gt;Os brancos? Nunca vi, nessa brincadeira, quem gostasse de matar os brancos. Eu é que não vou matar.&lt;br /&gt;Pensando bem, também não tenho conhecimento de que nessa brincadeira tenham matado algum azul. Eles são os nobres da brincadeira. Só podem ser mortos quando todos os outros já tiverem sido. Mas nunca alguém foi tão longe nessa brincadeira. Não serei exceção. Vamos matar os de outras cores.&lt;br /&gt;Quais?&lt;br /&gt;Os amarelos.&lt;br /&gt;Os amarelos, não. Os amarelos ficam lá do outro lado. Por enquanto nos concentremos nos que estão aqui a oeste.&lt;br /&gt;Pois já sei. Nós dois mataremos os pretos.&lt;br /&gt;Já tem muita gente matando os pretos. Vamos matar os pardos.&lt;br /&gt;Os pardos? Pois, sim. Acho que os pardos estão de bom tamanho. Mas como a gente identifica um pardo?&lt;br /&gt;Aqueles que têm uma tonalidade de burro quando foge ou cor de fresta são os pardos.&lt;br /&gt;Não será muito difícil identificá-los. À noite todos os gatos são pardos.&lt;br /&gt;Mas não estamos procurando por gatos.&lt;br /&gt;Estamos procurando por quem?&lt;br /&gt;Todos aqueles que a gente não gostar e forem pardos. Menos os gatos.&lt;br /&gt;E se eu não gostar de gatos?&lt;br /&gt;Eu sei que você gosta de gatos e tem um grande interesse neles, até cria um.&lt;br /&gt;Diríamos que aprendi a conhecê-los, depois a gostar deles.&lt;br /&gt;Então, essa brincadeira fica mais excitante quando a gente não demonstra interesse algum em conhecer aquilo que se aniquila, basta, apenas, discriminar uma cor, botar na cachola que não gosta dela e pronto: sair à caça. Funciona assim, de acordo?&lt;br /&gt;Ok. Aniquilemos então os pardos. Não queremos conhecê-los e também não gostamos de sua cor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7836515108053355514?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7836515108053355514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/united-killers-of-benetton.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7836515108053355514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7836515108053355514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/united-killers-of-benetton.html' title='United killers of Benetton'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-1114214679992419452</id><published>2009-07-23T17:04:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T17:12:55.590-07:00</updated><title type='text'>Impressões Pan-americanas</title><content type='html'>Em 2007, Curitiba apontava como um forte centro de debate sobre literatura. Nesse ano, conseguimos realizar aos menos dois eventos que apontavam para a internacionalização do diálogo a partir de uma cidade que pouco ou quase nada dialoga com o resto do país e do mundo quando o assunto é literatura. Tivemos em 2007 duas esperanças. O Impressões Pan-americanas e o Curitiba Literária. Quem sabe uma hora, um dia desses, levantem de suas sepulturas para tirar o tom fúnebre que paira sobre o nosso debate intelectual sobre literatura...&lt;br /&gt;Por ora, deixo a entrevista que concedi à revista Cult por ocasião da realização do Impressões.&lt;br /&gt;Isso, para que as impressões não se apaguem, nem a memória literária de uma cidade quase sem memória literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://revistacult.uol.com.br/website/site.asp?edtCode=040CB0D3-CEE3-41F2-9818-2C00A2B3A661&amp;amp;nwsCode=7AAB5990-F736-48C5-9C1E-2B57281EDC38"&gt;http://revistacult.uol.com.br/website/site.asp?edtCode=040CB0D3-CEE3-41F2-9818-2C00A2B3A661&amp;amp;nwsCode=7AAB5990-F736-48C5-9C1E-2B57281EDC38&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-1114214679992419452?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/1114214679992419452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/impressoes-pan-americanas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1114214679992419452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1114214679992419452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/impressoes-pan-americanas.html' title='Impressões Pan-americanas'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-9091516764261130804</id><published>2009-07-14T03:28:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T03:45:17.742-07:00</updated><title type='text'>Oficina em Caracas</title><content type='html'>A convite "del cabrón" Leo Felipe Campos, grande hermano mío, editor da excelente revista "Plátano Verde" [&lt;a href="http://www.platanoverde.com/platano_blog/?page_id=3"&gt;http://www.platanoverde.com/platano_blog/?page_id=3&lt;/a&gt;] e também da super bem projetada "2021 Pura Ficción" [&lt;a href="http://vimeo.com/2217166"&gt;http://vimeo.com/2217166&lt;/a&gt;], estarei ministrando uma oficina de criação em Caracas, no Instituto Cultural Brasil Venezuela.  Siguen abajo las informaciones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Taller de escritura a cargo del novelista brasileño Paulo Sandrini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de algunos cuentos y preceptos de Edgar Allan Poe, Horacio Quiroga, Clarice Lispector, Julio Cortázar y Osvaldo Lamborghini, Paulo Sandrini propondrá ejercicios introductorios para trabajar con la inventiva desde la materialidad del texto. En la conversación sobre esas lecturas se ubicará la clave para construir pequeñas historias que tendrán en la violencia al motor de nuestra imaginación.&lt;br /&gt;Del lunes 03 al jueves 06 de agosto. De 2 a 6 pm.&lt;br /&gt;En la sede del Instituto Cultural Brasil Venezuela (Av. San Felipe, entre 1ª y 2ª transversal de La Castellana, Qta. Degania. 266-14-76 / 266-4302).&lt;br /&gt;Costo: BsF. 200&lt;br /&gt;Interesados, enviar un cuento a &lt;a target="_blank"&gt;violentaimaginacion@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Una vez que le avisemos que ha sido seleccionado como participante, favor realizar depósito o transferencia a la cuenta del BANCO: VENEZOLANO DE CREDITO. A NOMBRE DE: INSTITUTO CULTURAL BRASIL VENEZUELA, y enviar voucher o constancia de transferencia al numero de fax 266-4302 o a la dirección electrónica &lt;a style="COLOR: rgb(0,0,204)" target="_blank"&gt;administración@icbv.org.ve&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Para mayor información comunicarse al INSTITUTO CULTURAL BRASIL VENEZUELA: 0212 266-14-76 / 0212 266-43-02&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-9091516764261130804?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/9091516764261130804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/oficina-em-caracas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/9091516764261130804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/9091516764261130804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/oficina-em-caracas.html' title='Oficina em Caracas'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5549023122776238979</id><published>2009-07-10T19:18:00.001-07:00</published><updated>2009-07-10T19:27:15.315-07:00</updated><title type='text'>Guerra: essa é a nossa condição.</title><content type='html'>O mundo precisa da guerra. Fartura e paz criam covardes. Imaginem um mundo pacífico, vocês conseguem? Um mundo, por exemplo, sem guerra de mercado (que leva à guerra de fato – bélica), sem guerra de egos, sem guerra de interesses.&lt;br /&gt;Uns dizem que o mundo não evoluiria. Que estaríamos na pré-história. Contudo, mesmo na pré-história, meus caros amigos, teríamos os tacapes em mãos, pra soltar a porrada no primeiro que mexesse no nosso naco de carne de tigre dente de sabre. Se tivéssemos só a paz, não a guerra, o que dominaria, em vez da guerra, seria a conversa mole, a conversa fiada e a lábia. Sempre há espertinhos querendo levar vantagem, se não à força, na base do papo torto. Um mundo de paz, vejam, não geraria tantos lucros institucionais para a publicidade, com suas idiotas campanhas repletas de camisetas brancas e pombas da paz (justo a pomba que é um bicho briguento pra cacete entre seus semelhantes), a classe abastada não posaria de bacana saindo em colunas sociais “Pela Paz”. Nossas vidinhas seriam um total e fatal tédio. Aquela sensação pré-histórica de ter que matar um leão ou um tigre dente de saber por dia nos abandonaria e aí sim os leões ou os tigres é que nos matariam. Se tivéssemos paz, não teríamos mais a Copa do Mundo e as Olimpíadas que são guerras dissimuladas em forma de esporte, onde quem vence é o mais forte. Pelo menos no futebol somos a maior potência bélica. Já nas Olimpíadas os mesmos que ganham no campo de batalha são os que levam o maior número de medalhas. Tudo é uma constante guerra. Já nascemos brigando com a placenta. E vejam bem, a guerra é algo institucionalizado, tem suas regras próprias: não pode isso, pode aquilo e aquilo outro, isso aqui não. Tem até modalidade das guerrinhas-treino. A do Iraque, por exemplo, não é/não foi propriamente uma guerra, é/foi apenas uma preliminar, um jogo treino, um amistoso contra um timeco de merda. Pra depois vir a Guerrona, talvez agora contra os iranianos. Mas na verdade a Coreia do Norte está quebrando todo o esquema. Agora os estadunidenses (com seu cordão de puxa-sacos decadentes que inclui Inglaterra, França e Alemanha) não sabem quem atacar: se o timeco do Irã ou o time em ascensão da Coreia. Sempre estamos a precisar de uma guerrinha básica. Aquela lá, a do Iraque, pra voltar lá pro Oriente Médio, é/foi só mais uma guerrinha. Uma guerrinha amistosa. Uma Guerra pela Paz, dizem. E, bem, sem guerra não pode existir tempo de paz. Ou como já escreveu o sábio Manoel Carlos Karam, toda guerra é feita em tempos de paz.&lt;br /&gt;Se não fôssemos realmente a favor da guerra, certamente nos policiaríamos, por exemplo, para evitar expressões como “Estou batalhando por algo melhor”, “Estou na luta”, “Vamos dar o sangue”. Vejam, a todo instante, estamos falando em guerra, em sangue — uma guerra que apesar de metafórica engendra no inconsciente coletivo guerras reais, a partir do momento em que açula no indivíduo a competição, o aniquilamento da concorrência, terreno fértil para a medragem de um ideal de mundo fascista sob a pele do tal neoliberalismo. Vemos que a coisa começa isolada, sendo plantada no indivíduo, e termina em larga escala. É sempre assim. Do individual ao coletivo estamos sempre “batalhando”, sempre na luta. Talvez se cambiássemos algumas expressões necrófilas (pois elas padecem de uma paixonite aguda por Tânatos), se as cambiássemos por expressões do tipo: “Estou criando condições”, “Estou tendo uma chance”, “Vamos pôr o coração para alcançar um fim”, talvez teríamos um princípio, em pequena escala, claro, para começar a mudar alguma coisinha, tendo no discurso cuidadoso o início de um antídoto contra a nossa natureza bélica e bárbara. Mas a verdade, a pura verdade, é que somos necrófilos; e a favor dos nossos instintos animais gostamos mesmo é de um cheiro de sangue, de uma batalha. O que podemos fazer? Lutar contra essa condição seria besteira. Nós só precisamos, enfim, da Paz pra termos tempo ocioso pra incrementar bem a Guerra, fazê-la cada vez mais cruel. Só.&lt;br /&gt;Essa é a nossa condição, companheiros de batalha. Se você não a aceita, batalhe pra mudar. Ainda assim, estará batalhando, na Guerra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5549023122776238979?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5549023122776238979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/guerra-essa-e-nossa-condicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5549023122776238979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5549023122776238979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/guerra-essa-e-nossa-condicao.html' title='Guerra: essa é a nossa condição.'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-839998719424725448</id><published>2009-07-09T17:54:00.000-07:00</published><updated>2009-07-09T18:03:56.791-07:00</updated><title type='text'>Vida de inseto [ou para os que estão em casa]</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;paulo sandrini&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias devoro telenovelas, telejornais, reality shows, jornais populares, domingão do Faustão, jogo de futebol.&lt;br /&gt;Encarnei numa de “não tô nem aí com a reflexão”. Me deixo levar nas ondas dos intervalos comerciais feito um corpo afogado boiando e sendo levado pela correnteza caudalosa de um rio de esgoto. E sabe como me sinto? Anestesiado. Como que paralisado. Sem ação. Sem conseguir reagir. Há dias não leio. Há dias não escrevo coisas que realmente valem a pena ser escritas. Se penso em pensar me pesa a cabeça e ela tomba: em direção à tv. Meus cabelos vão lentamente se transformando em antenas. Ligadas o tempo todo em entretenimento. Se me falam de política, concordo com tudo: até com os tiranos. E os acho perfeitamente corretos. Se falam de narcotráfico, fico quieto, pois estou drogado. Se falam em combate à fome, só penso se vou ter uns trocados amanhã pro meu fast food. Foda-se a fome. Se falam em transgênicos, não tô nem aí, como o que tiver à mesa, depois vou me transformando numa larva, então quando tento novamente, agora feito larva, comer os transgênicos, vou morrendo pela boca. Se me pedem colaboração: só penso em colaborar com a votação do paredão do Big Brother. Se me falam em livros, penso logo em como fazer amigos &amp;amp; influenciar pessoas. Mas todo o tempo o influenciado sou eu. Se me pedem opinião sobre a cota para negros nas Universidades, digo que isso não é problema meu, sou caucasiano, só virei a me preocupar um dia se meu filho que ainda nem nasceu se danar por ser mulato [nunca se sabe o futuro da paternidade em terras híbridas]. Se me perguntam sobre a Guerra, digo que estou em paz com a minha consciência, durmo tranquilo. Cogumelos de fumaça povoam meus sonhos. Não entendo essa metáfora.&lt;br /&gt;E assim seguem os meus dias. Em frente à tv. Tomando meu leite com Ultralienação. Comendo biscoitos de Conformismo. E meus cabelos virando antenas. Até chegar o dia em que o sistema que me engendrou cuide de me matar com uma chinelada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-839998719424725448?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/839998719424725448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/vida-de-inseto-ou-para-os-que-estao-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/839998719424725448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/839998719424725448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/vida-de-inseto-ou-para-os-que-estao-em.html' title='Vida de inseto [ou para os que estão em casa]'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-666750961718699843</id><published>2009-07-02T06:00:00.000-07:00</published><updated>2009-07-02T06:17:27.408-07:00</updated><title type='text'>Burros n'água</title><content type='html'>Assim que chegamos, amarramos nossos burros na sombra e começamos uma conversa pra boi dormir. Os bois dormiram. Mas os leões acordaram. Apesar disso, prosseguimos nossa conversa pra boi dormir durante vários dias, matando um leão por dia. Assim que matamos todos os leões, tiramos o time de campo (apesar de sermos apenas dois) e voltamos pra casa. Pouca surpresa ou nenhuma, quando chegamos lá e nos deram com a porta na cara (acontece nas piores famílias). Famintos, batemos à porta do vizinho. Que foi cordial e disse que onde come um comem dois, onde comem dois comem três, onde comem três comem quatro e assim sucessivamente, pois não parava mais de chegar gente visto a aquiescência do nosso vizinho, que se propalou pelos quatro cantos na velocidade da luz e em ritmo de festa. Maltas embarafustadas de oportunistas vieram em sua maior parte dos lugares comuns: dos Quintos dos Infernos, do Cafundó-do-Judas (e de onde ele perdeu as botas), de Pra lá de Bagdá, de Pra lá de Marraquéchi, de Muito mais além de Jerusalém etc. etc. etc. Então nosso vizinho resolveu fechar a porteira no “onde comem um milhão comem um milhão e um”. E olha que essa gente comeu. E comeu tanto que parecia saco sem fundo. O milionésimo segundo, que veio lá da Terra de Ninguém, e que ficou pra fora porque o nosso vizinho resolveu parar no “onde comem um milhão comem um milhão e um”, teve um desmaio de fraqueza. Juntamos os parcos restos e demos a ele, que saco vazio não para em pé. Os milionésimos terceiro, quarto, quinto e sexto quiseram protestar, no que os mandamos todos pra Casa do Chapéu.&lt;br /&gt;Após tamanha fartura, perguntamos ainda ao nosso vizinho se ele não nos podia arrumar um pouco de sombra e água fresca. Ao que ele respondeu, Claro que sim, o que vocês necessitarem, quero que fiquem à vontade, muito à vontade, e lembrem-se, a casa é de vocês. Quando ele nos deu essa abertura, ficamos mais folgados que gola de palhaço. Dormimos feito anjos. Comemos feito porcos. Dançamos conforme a música, a nossa música. Estávamos assim, exultantes, quando nosso vizinho nos pegou de calças curtas (as suas calças curtas) e resolveu, por isso, ficar do ovo virado. Intimidados, quisemos contornar a situação. No que ele foi duro na queda. Disse-nos que poderíamos usufruir de tudo naquela casa, menos de suas calças curtas. Mais tarde constatamos que as calças curtas do nosso vizinho possuíam um compartimento especial pra quando seu saco ficasse cheio. Sem suas calças curtas com compartimento especial pra saco cheio, ele realmente não teve mais saco pra gente, quis que fôssemos embora. Foi quando lhe avivamos a memória para o fato de que agora a casa era nossa, e ele mesmo havia dito isso lá atrás, então nos sentimos, por isso, no pleno direito de usar, sim, suas calças curtas e que se ele estivesse incomodado com o fato que se retirasse de nossa casa. Dissemos então a ele, Os incomodados que se retirem, não é assim o ditado, meu velho? Pra nossa desmesurada surpresa ele engoliu o fato (não sabemos se com farinha ou não) sem mais retrucar. Feito vaca de presépio, juntou as tralhas e picou a mula.&lt;br /&gt;Na mais genuína galhofa foi como vivemos durante anos. Séculos. Milênios. Era o paraíso. Tudo como o Diabo gosta e Deus aprova. Só aí, depois desses milhares de anos nessa folga toda, é que decidimos amarrar os nossos burros por ali mesmo. Foi então que lembramos. Esquecêramos deles, amarrados lá, à sombra. Correndo feito loucos, trupicando na jaca, catando cavaco e pegando patinho, num piscar de olhos chegamos ao lugar em que os havíamos deixado. Surpresa nossa quando demos com os burros n’água. Foi aí que meu companheiro não se deixou abater e disse em alto e bom som, Não há outra solução, a necessidade nos impele a mergulharmos atrás dos burros, e completou, num tom que parecia shakespeariano, me incitando, A necessidade é a mãe da audácia. No que eu respondi, na minha santa ignorância, dizendo que não conhecia porcaria nenhuma de audácia e muito menos a mãe dela, mas que concordava em irmos a fundo na nossa empreitada dizendo (também em tom que parecia ser shakespeariano) é isso aí, Fartura e paz criam covardes, mergulhemos, pois.&lt;br /&gt;Resfriados até o último fio de cabelo (pois quem entra na chuva é pra se molhar, mas quem cai na água é pra se danar), extenuados depois de minutos a fio procurando burros nos recônditos mais profundos e obscuros daquela caudalosa água, um de nós finalmente foi sensato e disse (num código subaquático que só nós mesmos entendíamos, porque não interessava a mais ninguém entender), Chega, vamos procurar os burros em outro lugar, aqui na água não dá, estou me sentindo um peixe fora d’água no meio dessa água toda. O outro de nós sugeriu (por meio do mesmo código subaquático), Vamos nadar pela superfície, os burros, pensando bem, nunca ficam por baixo, eles não têm humildade suficiente pra isso.&lt;br /&gt;Viemos à tona. E olhando em direção oposta à margem da qual tínhamos mergulhado, avistamos os burros, já em terra firme. Iam se distanciando. Tranquilos, absortos numa conversa fiada. Enquanto um falava o outro baixava a orelha. E nós, ali, cercados de água, já sem forças pra alcançar a margem, reafirmando que quem cai na água é mesmo pra se danar. Naquele momento, ficamos convictos de que seria impossível recuperarmos nossos burros pra amarrá-los novamente à sombra (qualquer ínfima sombrinha que fosse). Mas, entre afundar ali mesmo ou nadar nadar e morrer na praia, tínhamos uma certeza: preferíamos morrer na praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;texto que ficou fora dos livros, escrito à época d'O estranho hábito de dormir em pé".&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-666750961718699843?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/666750961718699843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/burros-nagua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/666750961718699843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/666750961718699843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/burros-nagua.html' title='Burros n&apos;água'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-4638285314853632138</id><published>2009-07-02T05:46:00.000-07:00</published><updated>2009-07-02T05:48:01.156-07:00</updated><title type='text'>Geometria do jornalismo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;paulo sandrini&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Eu tinha belas coxas, uma boca mais ou menos, uns seios fartos e um bumbum quase sedutor [não totalmente, porque era um pouquinho quadrado, mas eu era jovem e um bumbum jovem quase sempre é sedutor e essas questões meramente geométricas, por isso, não me causariam problemas imediatos]. Resumindo, eu era uma atraente jornalista, com um diploma medíocre, mas jornalista. Uns olhos azuis e criatividade zero, mas jornalista. Uma pós em relações internacionais e monoglota, mas jornalista. Um emprego idiota de revisora, mas na minha carteira de trabalho lá estava: jornalista.&lt;br /&gt;         Resolvi então não me contentar mais com essa meia-condição profissional, apesar de todas as minhas limitações de ordem intelectual. Ou eu seria uma jornalista de verdade ou não seria nada [porém, é bom que se diga que estudar mais ainda, ler o mínimo, adquirir repertório estava definitivamente fora dos meus planos, queria um caminho mais curto]. Foi quando eu insisti insisti insisti com o editor da revista em que eu trabalhava como revisora e consegui finalmente uma abertura para entrevistar personalidades, pois sem entrevistar personalidades um jornalista não chega a lugar nenhum. Aí escolhi o metiê de atuação: a política. Entrevistar políticos era uma boa chance de eu vir a me tornar uma jornalista reconhecida, tinha certeza. Entrevistei vários secretários de estado, deputados estaduais, vereadores. Mas eu sabia que se entrevistasse Ele, alavancaria minha carreira mais rapidamente.&lt;br /&gt;         O tempo passou, e eu, por conta do excesso de trabalho na redação da revista [por causa das entrevistas com políticos — menores, é bom que se diga — eu subi de cargo e cheguei a chefe de redação mesmo sendo a maior das celeradas com a escrita] não tinha mais tempo de batalhar a difícil, a quase impossível, entrevista particular com Ele.&lt;br /&gt;         Eu já estava fumando muito nessa época. Envelheci dez anos em dois. Uns fios de cabelos brancos até começaram a surgir. O excesso de cigarro danou com a minha pele e meus dentes. Minha boca murchou um tanto. Apesar disso eu ainda tinha muito charme. Contudo, já estava quase desistindo da entrevista com Ele. Vendo minha carreira atravancada, estagnada. Então, no final do mandato Dele, eu voltei a insistir insistir insistir. Até conseguir uma entrevista. E a sós. Consegui [melhor não confessar as armas usadas com o pobre assessor de imprensa Dele para tal vitória pessoal minha].&lt;br /&gt;         Eu tinha certeza de que aquela entrevista mudaria para sempre os rumos da revista em que eu trabalhava, mas não só: mudaria os rumos da minha vida. Comprei as melhores roupas e perfume. Eu precisava estar impecável [mas pronta para todos os pecados, que a vida é assim mesmo, não?]. O assessor Dele me passou o endereço do encontro. Eu desconhecia o local. Era numa rodovia. No meio do caminho, desconfiei do que podia ser. Mas segui em frente. Um motel! Malditinho! Um motel. Então percebi as intenções Dele. Fui direto pra suíte de luxo. Ele bebia tranquilo uma dose de uísque. Não era um homem bonito de perto, nada bonito. Nem sedutor [pessoalmente]. E nem demonstrava [pessoalmente] um ar de inteligência como na TV. Era [pessoalmente], ao vivo e em cores, um pífio, a bem da verdade. Um terno italiano num homem daquele parecia mais um terno velho com cheiro de naftalina típico de funcionários de repartição pública ou de advogados de porta de cadeia, ou ainda de vendedores de consórcio. O perfume comprado certamente na Galeria Lafayette [com dinheiro público, claro] por sua santa esposa não ajudava muito. Era um homem feio. Políticos geralmente são homens feios, não só pela ética geralmente ausente, mas por uma conjuntura maior e intrínseca à própria natureza política: o poder enfeia. No quesito lábia, no entanto, Ele era imbatível.&lt;br /&gt;         Cumprimentamos um ao outro. Tomei um pouco de água com gás. Ele me falou primeiro da sua vida, de sua família. Depois, de sua trajetória política e que aquilo estava em seu sangue. Quase um Destino Manifesto estar onde estava. Porém, e Ele foi muito objetivo na sua proposta, me disse que só falaria dos planos e dos problemas [que seriam abertos a mim com total exclusividade] pelos quais o Governo vinha passando com uma condição...&lt;br /&gt;         A princípio, me fiz de desentendida. Depois, aceitei. Claro que aceitei. Mas na hora agá, Ele declinou de sua empreitada de sedução. Disse — quase chorando, numa teatralização típica de telenovela [taí, melodrama; outra coisa de que os políticos entendem] — que não iria trair a sua família, nem seu governo. Era um homem fiel aos princípios da ética, da família e de Deus.&lt;br /&gt;         Eu já estava nua, na cama, com o bumbum arrebitado quando ele me mandou sair. A bem da verdade me enxotou dali. Eu fiquei nervosa. Saí atabalhoada, nua. As peças de roupa caindo pelo piso. Ainda o ouvi gritar no celular pra um de seus assessores, Traz outra que o bumbum dessa aí é quadrado, quadrado!&lt;br /&gt;         Hoje eu faço o que todos os jornalistas fazem com seus desafetos: ataco todos os pontos vulneráveis Dele, que se elegeu novamente, depois de anos, para o cargo máximo do estado. Ataco, ataco e ataco. Às vezes, muito raramente, Ele manda me processar. Então vejo que minhas palavras surtiram efeito. Fico feliz com isso. Me realizo consideravelmente quando isso acontece. Mas quando passa a euforia por esses ataques bem-sucedidos, eu me deprimo. Fumo compulsivamente. Bebo pra danar. Penso em mil calúnias novamente, só de raiva. E pior: me ponho novamente e eternamente a lamentar a geometria do meu bumbum: esse aspecto limitador da carreira de uma jornalista como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Publicado anteriormente da revista Idéias&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-4638285314853632138?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/4638285314853632138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/geometria-do-jornalismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4638285314853632138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4638285314853632138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/07/geometria-do-jornalismo.html' title='Geometria do jornalismo'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7795471100726960742</id><published>2009-06-21T11:04:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T16:07:38.328-07:00</updated><title type='text'>Projeto Estúdio aberto</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O primeiro exercício da série Estúdio Aberto, em que os elementos externos à ficção aparecem enquanto tento escrever algo. A interrupção às vezes é um mal para o escritor, mas nesse caso está sendo utilizada como se fosse algo aproveitável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;No bolso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se. Manhã escura. Olhou pela janela. Os postes ainda acesos. Vestiu seu casaco grosso de lã. Preparou o café. Encheu a xícara. Fumegante. Sorveu uns goles. Apalpou os bolsos do casaco. Lembrou-se de algo. Esqueceu-se do café. Levantou da cadeira. Foi até o quarto para buscar o [14h28min - No Youtube John Cage toca Dream, em 1948, o xilofone enche meu quarto de ressonâncias e silêncios. Sons entre silêncios. Soam. Meu filho parece chorar lá na sala. Abaixo o volume dos alto-falantes do computador. Não, ninguém chora. Impressão minha. Tento me certificar. Abro a porta do escritório. Ah, filho, deixa a mãe pegar. É de plástico, mamãe? Um som de aspirador de pó começa. Fecho a porta]. Desce as escadas, lentamente. O frio deixa seus passos vagarosos. Com preguiça, gira a maçaneta. Apalpa os bolsos. Se certifica de que está ali. Na rua, caminha em direção a parte alta da cidade. Passa por ruas estreitas. Começa a subir uma escadaria. De muitos degraus. Sua boca solta fumaça por conta do frio. Alguns longos minutos e chega em frente ao [14h31min - Alguém bate à porta. É meu filho. Quer entrar. Intenéti, papai. Vamo no intenéti. Digo que estou trabalhando. Os sons na porta continuam. Abro . Meu filho chora. Pego-o no colo. Papai está aqui, filho. Mas agora o papai precisa mesmo trabalhar. Vamo no intenéti, ele ainda insiste. Depois, depois, agora vai brincar lá na sala com seu carrinho de controle remoto. É só falar em controle remoto que ele sai correndo. Tranco novamente a porta]. Senta-se num banco de madeira úmido da chuva que caiu a noite toda. Agora só uma garoa fina. E um céu cinzento. Apalpa o bolso do casaco novamente e se certifca outra vez de que está ali. Enfia as mãos, apalpa lá dentro. Leva alguns segundos nisso. Tira as mãos. Do outro bolso, retira um papel. É um bilhete. Abre e começa a ler a frase [14h34min - A janela do escritório está aberta. O vizinho da frente liga o som do automóvel. Liga o motor. Música ruim e motor. Chega um rapaz de moto. Dois motores. Música péssima. E aí, trouxe a peça? Taqui, ó. Quanto é? Nada, não, depois me paga uma cerveja e tá feito. Olha lá, moleque, tem certeza? Claro, gordo... Valeu mesmo, hein. Valeu... Fecho a janela, ainda ouço a moto partindo e um pouco da música ruim] O bilhete amassado na mão. Se levanta. Vai até o mirante. Avista a cidade lá embaixo. Atira o papel. Volta a se sentar no banco. Olha o relógio. Se encolhe de frio. Apalpa o bolso por fora. Enfia as mãos. Apalpa algo lá dentro. Retira as mãos e então se pode ver um [14h43min – Toca o telefone, atendo. Gostaria de falar com o senhor Paulo. Sobre o que seria? Sobre nosso novo plano de telefonia, é um plano especial só para clientes. Aqui é o irmão dele, só estou cuidando da casa, o senhor Paulo retorna em trinta dias, está fora de Curitiba. Está bem, então, dentro de trinta dias volto a entrar em contato. Bato o telefone] Olha novamente o relógio. Vê alguém chegando. Vai ao seu encontro. [14h46min - Me dá um branco, tenho dúvidas de como continuar essa história. Fico olhando os livros em cima da mesa. Olho o mouse do computador. Não posso entregar a história assim. Não, não posso. Nunca joguei desse modo. Agora quero jogar com a curiosidade dos outros. Foda-se. Um escritor também é um sádico. Levo o dedo à boca. Dúvida. Preguiça mental. Sadismo. Estico as costas Me doem. Me levanto. Alguém grita lá na rua. Minha curiosidade é atiçada. Olho pela janela. Um dos vizinhos lava o carro. Programa típico do sujeito classe média curitibano. A idolatria pelo carro. Carro que faz mais parte da família do que os próprios membros da família. Volto à ficção com a janela aberta. O sol que entra está quentinho] Ele volta do encontro. Senta-se no banco. Pensativo. Apalpa o bolso. Por fora. Se certifica. Tira o casaco. Deixa-o sobre o banco e vai em direção à escadaria que leva novamente à parte baixa da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7795471100726960742?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7795471100726960742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/projeto-estudio-aberto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7795471100726960742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7795471100726960742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/projeto-estudio-aberto.html' title='Projeto Estúdio aberto'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7238894533324700043</id><published>2009-06-17T16:54:00.000-07:00</published><updated>2009-06-18T06:15:04.496-07:00</updated><title type='text'>Caderno Latino-americano</title><content type='html'>Com este trecho de O ENTRE-LUGAR DO DISCURSO LATINO-AMERICANO, do Silviano Santiago, e do texto abaixo, de Castro-Gómez e Mendieta, inauguro uma série de postagens de pensamentos latino-americanos, sobre transculturação, hibridismo, pós-colonialismo, globalização etc etc etc. A quem interessar possa....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A maior contribuição da América Latina para a cultura ocidental vem da destruição sistemática dos conceitos de unidade e de pureza &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(5).&lt;/span&gt; Estes dois conceitos perdem o contorno exato do seu significado, perdem seu peso esmagador, seu sinal de superioridade cultural, à medida que o trabalho de contaminação dos latino-americanos se afirma, se mostra mais e mais eficaz. A América Latina institui seu lugar no mapa da civilização ocidental graças ao movimento de desvio da norma, ativo e destruidor, que transfigura os elementos feitos e imutáveis que os europeus exportavam para o Novo Mundo. Em virtude do fato de que a América Latina não pode mais fechar suas portas à invasão estrangeira, não pode tampouco reencontrar sua condição de "paraíso", de isolamento e de inocência, constata-se com cinismo que, sem essa contribuição, seu produto seria mera cópia - silêncio -, uma cópia muitas vezes fora de moda, por causa desse retrocesso imperceptível no tempo, de que fala Lévi-Strauss. Sua geografia deve ser uma geografia de assimilação e de agressividade, de aprendizagem e de reação, de falsa obediência. A passividade reduziria seu papel efetivo ao desaparecimento por analogia. Guardando seu lugar na segunda fila, é no entanto preciso que assinale sua diferença, marque sua presença, uma presença muitas vezes de vanguarda. O silêncio seria a resposta desejada pelo imperialismo cultural, ou ainda o eco sonoro que apenas serve para apertar mais os laços do poder conquistador.&lt;br /&gt;Falar, escrever, significa: falar contra, escrever contra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(5)&lt;/span&gt; Em artigo de significativo título "Sol da Meia-Noite", Oswald de Andrade percebia por detrás da Alemanha nazista os valores de unidade e pureza, e no seu estilo típico comentava com rara felicidade: "A Alemanha racista, purista e recordista precisa ser educada pelo nosso mulato, pelo chinês, pelo índio mais atrasado do Peru ou do México, pelo africano do Sudão. E precisa ser misturada de uma vez para sempre. Precisa ser desfeita no meltingpot do futuro. Precisa mulatizar-se". Ponta de Lança, Rio, Civilização, 1972, p. 63. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7238894533324700043?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7238894533324700043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/caderno-latino-americano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7238894533324700043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7238894533324700043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/caderno-latino-americano.html' title='Caderno Latino-americano'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7822687114593048879</id><published>2009-06-17T16:10:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T16:15:30.439-07:00</updated><title type='text'>Criaram cobras para mordê-los</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Não poderia estar mais de acordo com a atual situação global...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...a partir de la segunda guerra mundial se fue haciendo claro que el capital iba perdiendo sus connotaciones "nacionales" (capital inglés, japonés, alemán, norteamericano) para subordinarse cada vez más a formas propiamente globales de reproducción, situación que se tornó más evidente con el final de la guerra fría. Las empresas y corporaciones transnacionales desplazaron al estado-nación como lugar de la hegemonía y empezaron a convertirse en dispensadores de las promesas que éste había recibido de la modernidad temprana: soberanía, emancipación política, liberalización económico-jurídica, secularización de las costumbres. El aparato estatal, incluyendo no sólo las funciones de orden administrativo-financieras, sino también sus instituciones jurídico-políticas, comienza a reorganizarse de acuerdo a la exigencia mundial de los mercados y siguiendo los lineamientos trazados por corporaciones bancarias supranacionales como el Fondo Monetario Internacional. Eliminados así los controles nacionales, las corporaciones (o, mejor dicho, un puñado de ellas) obtienen el campo libre para movilizarse a sus anchas por todo el planeta sin tener que consultar sus estrategias con ningún gobierno, e incluso, muy a menudo, actuando en contra de los intereses estatales. Así por ejemplo, lo que es bueno para la Volkswagen o la Mercedes Benz (creación de fábricas y puestos de trabajo en México y Brasil) ha dejado de ser bueno para un país como Alemania, que observa impotente el derrumbe paulatino de su estado benefactor. Todavía peor es la situación en los países latinoamericanos, donde las ganancias de las empresas no se integran a mecanismos nacionales de redistribución de la riqueza, sino que contribuyen más bien a incrementar la distancia entre los ricos y los pobres. La nueva división del trabajo rompe así con el esquema clásico centro-periferia, pues las transnacionales se han convertido en agentes que afectan los intereses nacionales tanto en los países metropolitanos, como en las zonas anteriormente periferizadas o colonizadas por éstos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Santiago Mendieta, en La translocalización discursiva de "Latinoamérica"en tiempos de la globalización)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7822687114593048879?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7822687114593048879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/criaram-cobras-para-morde-ls.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7822687114593048879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7822687114593048879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/criaram-cobras-para-morde-ls.html' title='Criaram cobras para mordê-los'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5995326250043600026</id><published>2009-06-14T08:02:00.001-07:00</published><updated>2009-06-14T08:07:06.339-07:00</updated><title type='text'>Retrato do artista quando pirralho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SjURMvg83BI/AAAAAAAAAEA/8b6e3h8XK18/s1600-h/kunka+pintor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347199043183107090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SjURMvg83BI/AAAAAAAAAEA/8b6e3h8XK18/s400/kunka+pintor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SjUREogN_mI/AAAAAAAAAD4/zt5xr835W9k/s1600-h/kunka+pintor.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Eis aí o retrato do pequeno Gianluca Sandrini. Que hoje, dia 14 de junho, completa 3 anos de idade e já está a brandir seus pincéis expressionistas contra o racionalismo do mundo. Influências? Segundo a opção estética do próprio fedelho, Miró e Munch. Na imagem, a confecção de sua primeira tela, após vários ensaios em papel. Isso aí, meu molequinho, feliz aniversário e todo as cores do papai na sua pequena alminha de artista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5995326250043600026?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5995326250043600026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/retrato-do-artista-quando-pirralho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5995326250043600026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5995326250043600026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/retrato-do-artista-quando-pirralho.html' title='Retrato do artista quando pirralho'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SjURMvg83BI/AAAAAAAAAEA/8b6e3h8XK18/s72-c/kunka+pintor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-490310449607593115</id><published>2009-06-14T03:10:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T03:13:54.233-07:00</updated><title type='text'>Aqui, éramos todos felizes</title><content type='html'>Eu meu pai minha mãe meu irmão minha irmã minha tia meu avô minha avó felino e totó.&lt;br /&gt;Exatamente aqui, naquele lugar, onde ficava nossa colorida morada, somos pessoas muito felizes. Donos de nossos próprios narizes. Cultores de nossas próprias raízes. Senhores de nossos próprios matizes. Haverá quem disse o contrário. Num passado não muito distante. Que éramos taciturnos carrancudos imundos e infelizes. Criaturas não realizadas. A felicidade no portão de entrada esperando brecha. Depois de anos desistiu. Havia quem dirá. Isso. E mais um pouco. E que seremos um dia todos pançudos e muito mais insatisfeitos. Viveremos de doces pra aliviar o amargo de nossa existência. Éramos quindins sonhos bombas de creme olhos de sogra cocadas e brigadeiros. Rotundos. Polvilhados de açúcar por todos os lados. Doces de infelicidade. Haveria quem dissesse na nossa família que era intriga da concorrência. Inveja pura de uma gente azeda e invejosa. Nojenta e asquerosa. Infeliz, essa gente. Não, nós. Daqui do alto, lá nesse nosso casarão de paredes adocicadas. De telhados de chocolate.&lt;br /&gt;Não: não houve bruxas nem bruxos lá nem João e Maria. Só paz tranqüilidade e alegria. Uma eterna canção um poema ingênuo rimando felicidade e harmonia. Ali, exatamente neste lugar. Ninguém que dirá o contrário. Que não somos aquilo que afirmamos ser. Bem aqui, naquele lugar ali. Nossa morada colorida e protegida por cães que só mordem estranhos. Cães que dormem num gramado verde à beira da piscina. Que comem do bom e do melhor como comemos todos nós habitantes de lá desta nossa casa. Houve quem diria que felicidade demais alucina. Quando muita, chega num ponto de saturação e acaba com efeito inverso. Mas nós resistíamos firmes na nossa convicção arrogância e sentimento de superioridade, de superioridade por conta da nossa felicidade azul da cor do céu azul da cor do mar. Branca como a paz e as nuvens do céu. Um paraíso, nossa vida. O céu, nossa casa. Lá, perto de um deus só nosso. Que só olha por nós. Aqui, onde tudo jaz. Onde éramos todos felizes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-490310449607593115?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/490310449607593115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/aqui-eramos-todos-felizes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/490310449607593115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/490310449607593115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/aqui-eramos-todos-felizes.html' title='Aqui, éramos todos felizes'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-1635688099908940881</id><published>2009-06-14T02:29:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T07:34:57.314-07:00</updated><title type='text'>Coletânea de FC Futuro presente</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SjUKNZGXGzI/AAAAAAAAADw/VhGVzA0zqAo/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347191357764475698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 278px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SjUKNZGXGzI/AAAAAAAAADw/VhGVzA0zqAo/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SjTERHtcZXI/AAAAAAAAADo/6gukBtkfwPc/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Confirmado: a coletânea de contos &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;Futuro presente&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – dezoito ficções sobre o futuro, organizada por Nelson de Oliveira, terá lançamento nacional dia 5 de agosto (quarta-feira), em São Paulo, na Livraria da Vila (rua Fradique Coutinho, 915). Nessa data me teleportarei para SP. A coletânea está saindo pela Ed. Record. Os autores que a integram são os seguintes: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;André Carneiro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, Andréa del Fuego, Ataíde Tartari, Carlos André Mores, Charles Kiefer, Deonísio da Silva, Edla van Steen, Hilton James Kutscka, Ivan Hegenberg, Luiz Bras, Luiz Roberto Guedes, Márcio Souza, Maria Alzira Brum Lemos, Maria José Silveira, Mustafá Ali Kanso, Paulo Sandrini, Rinaldo de Fernandes e Roberto de Sousa Causo&lt;/strong&gt;. Participo da coletânea com &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;As infalíveis H&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Destaque para a presença do André Carneiro, nosso autor clássico de FC e que para minha grande honra esteve no lançamento da coleção Antena em outubro passado aqui em Curitiba (junto do Mustafá Ali Kanso).&lt;br /&gt;E neste mês ainda ou no próximo, sai a coletânea brasileira no Peru, em Lima. O livro foi organizado também por Nelson de Oliveira mas em parceria com a Maria Alzira Brum Lemos . O título? Ichi! Ainda não sei. Conto despues... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-1635688099908940881?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/1635688099908940881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/coletanea-de-fc-futuro-presente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1635688099908940881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/1635688099908940881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/coletanea-de-fc-futuro-presente.html' title='Coletânea de FC Futuro presente'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SjUKNZGXGzI/AAAAAAAAADw/VhGVzA0zqAo/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-4865862556778234774</id><published>2009-06-13T05:20:00.000-07:00</published><updated>2009-06-13T05:23:11.843-07:00</updated><title type='text'>Morrendo em família</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;(ou crônica da vida familiar em tempos de neoliberalismo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente abri meu próprio negócio — após ter pulado de galho em galho mais do que macaco, num emprego aqui e outro ali, durante uns bons doze anos — me senti o indivíduo mais realizado do planeta (por que não da selva?). Agora estava livre do jugo do patrão e quem daria as cartas seria eu; mas, com certeza, iria escolhê-las bem, muito bem, antes de distribuí-las. As de maior valor, lógico, ficariam sempre escondidas nas mangas do meu paletó, que agora, com a empresa prosperando, passaria a ser de grife. Finalmente comprara minha cartilha neoliberal e passara então a defendê-la com unhas e dentes, mais dentes do que unhas (eu me tornara um indivíduo voraz para assuntos de negócio, sem dúvida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois primeiros anos foram dos melhores. Ganhei grana. Muita grana mesmo. Comprei um carro novo. Depois outro. Reformei meu imóvel. Comprei mais um. Minha esposa passara a ficar em casa, sem mais precisar levar cantadas desses patrões sexólatras espalhados pelo mundo afora. (Ela nunca soube, contudo, que como patrão eu também me tornara um sexólatra e as menininhas e as moçoilas que trabalhavam para mim se tornaram os alvos prediletos de minha ânsia sexual). Mas também havia as garotas de programa. Era comum eu passar muitas horas com  as “minhas meninas” numa dessas casas de luxo. Uísque e drinques à vontade. As “minhas meninas” mereciam, e eu, patrão, também: todo patrão merece. Mas toda essa boa vida começou degringolar logo no terceiro ano. Crise na economia. Os juros exorbitantes. Danou-se o mercado. As vendas caíram. Despencaram num poço sem fundo. As companhias de água, luz e telefone foram privatizadas e as taxas foram aumentando, ficando insuportáveis. Tudo inflacionado. Comecei a entrar de uma vez na pindaíba, tudo insuportavelmente caro, todos os serviços insuportavelmente privatizados. Meus funcionários começaram a pedir aumento  para compensar as perdas com a inflação. Porém, despedi alguns. Vendi um carro. E o outro. Atravessei o país em busca de representantes regionais. Gastei dinheiro que eu não tinha. E nada. Afundei mais ainda. Minha esposa voltou a trabalhar. Agora, comigo (só comigo!), para substituir funcionários. (Imagina se eu a deixaria cair nas mãos desses sexólatras soltos por aí, no comando das empresas). Minha esposa era muito atraente. Mas com a crise e, em decorrência disso, a falta de produtos de beleza, de malhação diária na academia, de compras no shopping e do chá da tarde com as amigas peruas, ela envelheceu dez anos em um. Se precisasse trabalhar em outra empresa, para outro patrão, pelo menos não correria mais o risco de ser intimada para atender um cliente numa cidade distante e ter que passar dias fora de casa por “estar a trabalho”. A coisa realmente se complicou ao final desse terceiro ano. Comecei a dever tudo. As contas da empresa e as contas de casa. Mais os protestos em cartório. A justiça me tomou um dos imóveis. Me sobrou outro, que vendi para tentar sanar as dívidas, financiamentos e etc e tal. Não deu. Os juros abocanharam o dinheiro e acabou faltando. Baixei as portas da empresa. Me escondi, com mulher e três filhos, no fundo da casa dos meus pais, numa exígua edícula. Mas lá me encontraram os cobradores particulares e os agiotas não davam sossego e as faturas não paravam de chegar, enfiadas por debaixo da porta pelos meus próprios pais que não queriam saber dos meus “rolos”. O que podiam fazer por mim, diziam, já haviam feito: me cedido a edícula. Já não saíamos mais de casa. Nos alimentávamos do pão que o diabo havia amassado, passado em cima com um baita de um trator, dado ré e passado em cima de novo e de novo, umas trezentas vezes. Emprego? Já havíamos, eu e minha esposa, rodado tudo quanto era lugar. Sempre na negativa. Colocamos nossas crianças para vender chiclete no sinaleiro. Mas logo foram assaltadas e voltaram para casa de mãos vazias e com os cambitos tremendo por terem que competir com uma garotada “mais experiente” no ramo dos chicletes de sinaleiro. Em suma, tínhamos medo, verdadeiro pânico da realidade lá fora. Tínhamos quase nada o que comer. Meu pai ralhava quando nos cedia um pouco de arroz com feijão. Velho murruga. Para nos distrair, a gente fazia apostas de quem adivinhava quantos comunicados de protesto e faturas em atraso seriam enfiados por debaixo da porta. Chegou um tempo em que não havia mais espaço, tantos eram os papéis de cobranças. Precisávamos nos livrar deles — obviamente que pagá-los estava descartado.. Ou então achar-lhes uma utilidade. E achamos. Fizemos fogo com eles para atiçar o carvão num fogãozinho improvisado com tijolos e cozinhamos primeiramente meu pai (velho sacana), tamanha era a nossa fome. Depois, cozinhamos mamãe (velha miserável, pão dura). O miserê chegou a tal ponto que decidimos que nós mesmos iríamos saciar a nossa própria fome. Meu filho mais novo foi o próximo do cardápio. Depois, o do meio. E depois, o mais velho. Então, minha esposa. Como podem perceber, sobrei apenas eu. Que agora começo devorando a mim mesmo pelas mãos. Só não sei se terei tempo suficiente para me fartar de minhas próprias carnes, pois o oficial de justiça está aí fora, furibundo, batendo à porta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-4865862556778234774?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/4865862556778234774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/morrendo-em-familia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4865862556778234774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4865862556778234774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/morrendo-em-familia.html' title='Morrendo em família'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-892247457794161644</id><published>2009-06-13T04:57:00.000-07:00</published><updated>2009-06-13T05:05:37.096-07:00</updated><title type='text'>Pipocas fluorescentes &amp; pistache Lunar</title><content type='html'>Nós saímos ontem à noite. Eu e ela. A gente foi lá na praça da igreja. Tinha missa e bastante gente. Então, foi que ela me disse que estava com desejo de comer pipocas fluorescentes. Roxas e cítricas?- me certifiquei. E era isso mesmo. Pipocas fluorescentes. A nova onda em pipocas. Desembolsei uns tantos dinheiros e comprei pra ela. Que ficou satisfeita, mas somente na hora, porque no minuto seguinte queria tomar sorvete de pistache lunar. É, sim. Pistache lunar. Segundo ela, vem mesmo lá da lua. De uma colônia espacial que está em fase de testes, pra saberem se dá pras pessoas viverem lá quando a Terra estiver habitada além da conta ou ameaçada por guerras em escala mundial e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas estão cultivando várias coisas por lá. E o tal do pistache é uma delas. E o sorvete é fabricado nos States, que é quem manda esse povo lá pra cima, e é caro pra danar. Mas assim mesmo paguei o sorvete pra ela, achando que assim ficaria livre daqueles seus desejos incomuns. Que nada! Imaginem só! Ela pediu pra gente encerrar a noite num motel voador. Um motel que a gente embarca nele lá no aeroporto e enquanto a gente transa &lt;em&gt;a gente vai realmente lá nas alturas&lt;/em&gt;, assim prega o slogan do empreendimento. E ela disse que afirmaram ter inventado esse motel porque as pessoas não conseguem se desprender dos compromissos e aí andam brochando muito, porque a realidade aqui embaixo brocha. Então mandaram o sexo lá pras alturas porque talvez o homem ande precisando tirar um pouco os pés do chão pra poder ver a realidade de outro modo e aproveitar mais as coisas da vida. Talvez. Mas eu não acredito nessa boa intenção toda da indústria do entretenimento e do sexo. Eles fazem isso pra esfolar a gente e a gente paga. Se esse motel ainda fosse criação de um filósofo talvez a intenção fosse essa aí mesmo que falaram. E, melhor, seria grátis, porque se tem uma coisa que os pensadores, os verdadeiros, não sabem fazer é ganhar dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então embarcamos no tal motel e ficamos duas horas lá em cima, vendo as coisas aqui embaixo por uma janelinha de cela de presídio. E, sinceramente, ficamos tão alucinados com a novidade que acabamos por nem desarrumar a cama. Vantagem pras arrumadeiras do motel e mais economia pros administradores da espaçonave que não precisaram gastar com lavanderia. E, hoje em dia, qualquer centavo não gasto é um lucro do cacete pros empresários. É ou não é?Quando descemos, vimos que não havíamos feito nada, além de ficarmos olhando pela janelinha as coisas lá embaixo. Eu nem toquei a minha garota. Porra! Antes a gente ia em motel e ficava vendo televisão, também não fazia nada. Voava de outro modo, nos abestalhando com programas ordinários. Agora a gente voa de verdade. Mas o passarinho, sempre na gaiola. É isso. Terminamos nosso encontro nas alturas desse modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta a terra firme, ela me pediu, como sempre, pra levá-la pra casa. Fomos caminhando, de mãos dadas. Em silêncio absoluto. Vendo daqui debaixo a lua lá no alto. No portão da casa dela, ela me deu um beijo quente. O que, inesperadamente, me deixou excitado. Um simples beijo. O gosto de pipoca fluorescente misturado ao de pistache lunar, na boca dela, me deixou desconcertado e me sentindo repleto de uma felicidade oca, naquele instante.&lt;br /&gt;Liguei pra ela no dia seguinte e fizemos tudo novamente: igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(texto originalmente publicado no site Fazendo Média)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-892247457794161644?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/892247457794161644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/pipocas-fluorescentes-pistache-lunar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/892247457794161644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/892247457794161644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/pipocas-fluorescentes-pistache-lunar.html' title='Pipocas fluorescentes &amp; pistache Lunar'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2734243537286380517</id><published>2009-06-11T10:39:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T10:44:03.271-07:00</updated><title type='text'>Pequeno trecho de um grande livro</title><content type='html'>Assim é que começa &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O impostor no baile de máscaras&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, do inesquecível &lt;strong&gt;Manoel Carlos Karam&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"Nota de cabeça de página&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Arranquei do dicionário a palavra paixão. Carrego comigo."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2734243537286380517?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2734243537286380517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/pequeno-trecho-de-um-grande-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2734243537286380517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2734243537286380517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/pequeno-trecho-de-um-grande-livro.html' title='Pequeno trecho de um grande livro'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-8810407662878415591</id><published>2009-06-05T17:01:00.001-07:00</published><updated>2009-06-05T17:24:01.477-07:00</updated><title type='text'>Trechos de grandes livros (I)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;A pena do Cornélio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me deu na telha de postar aqui trechos de livros os quais volto a reler. Se não os leio inteiros novamente, ao menos me detenho em certas partes por algum bom tempo. Entre os meus desorganizados livros, queria muito encontrar um: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Fronteira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Cornélio Penna&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Depois de meses, achei-o. E essa é a obra mais densa e escura que já li na literatura brasileira. Além de circular entre as conquistas formais das vanguardas do início do século passado (foi escrita na década de 1930), traz características do romance gótico e da tradição fantástica. Até hoje um marco na nossa literatura assolada pelo realismo. Cornélio Penna foi pintor, o que de certo modo dá a sua ficção uma riqueza de imagens incomum. O tom é introspectivo e fragmentário. Sempre nebuloso. E, bem, sobre o livro há alguns estudos por aí e a obra do autor foi bem resgatada nos últimos anos. Contudo eu não sabia do filme. O que, para a minha ignorância, foi uma boa surpresa. Vai lá, veja o site da película: &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;a href="http://www.fronteira.art.br/"&gt;http://www.fronteira.art.br/&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E mais&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; não digo porque creio que já estou falando mais do mesmo. Deixo o trecho escolhido pro leitor que aqui aparecer, se aparecer. Caso contrário posso dizer que, mesmo no mundo da internet, gozo de um prazer literário solitário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;XLIII&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficara em mim, como um remorso novo, a minha visita à igreja, e, entre as acusações confusas, logo abafadas, que me fazia, sobrepujava sempre a de que lá não encontrava Deus, porque fora involuntariamente.&lt;br /&gt;E um dia, vesti-me lentamente de negro, e dirigi-me para a Matriz, onde pregavam Missionários que percorriam toda a Mata, e caminhava trêmulo, como se fosse ao encontro do Senhor, sem humildade e sem pureza, mas com a vontade toda exterior de encontrá-lo, mesmo à custa de minha razão.&lt;br /&gt;Ajoelhei-me e passei longos momentos, de olhos cerrados, sentindo-me só no meio da multidão também ajoelhada, só, horrivelmente só, longe de toda a vida, de toda inteligência, e, sobretudo, de toda bondade. E o sopro morno da febre da solidão, essa quietude doentia, essa dor de tudo que vive, me embriagava lentamente, e não queria despertar mais nunca...&lt;br /&gt;Nessa hora de prostração total lembrei-me de que todos os entes que amei se afastaram, uns com tédio, outros com um sonho diferente dormitando dentro do coração, outros com a verdade no fundo das pupilas límpidas, e reconheci que não tinha forças para criar um amor novo ou uma amizade nova, e qualquer esforço que fizesse, nesse sentido, seria criminoso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-8810407662878415591?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/8810407662878415591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/trechos-de-grandes-livros-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8810407662878415591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8810407662878415591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/trechos-de-grandes-livros-i.html' title='Trechos de grandes livros (I)'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-8054149473453116208</id><published>2009-06-05T06:50:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T07:48:06.665-07:00</updated><title type='text'>Aberto às condenações</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deixo aqui alguns poeminhas escritos lá pelos vinte e um / vinte e quatro anos de idade (já velho demais para ser Rimbaud). Tem até umas riminhas, que bonitinho. Depois de mais de quinze anos, eis o Sandrini em tempos de poetinha. São arquivos encontrados em caderninhos numa caixa de escritos empoeirada. Tem lá ainda trechos de uma peça de teatro, o primeiro conto que escrevi e até uns roteiros de filmes inacabados (mas isso certamente vai ficar lá mesmo ou vai pro lixo).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um céu metal-ameno&lt;br /&gt;escorrem nuvens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rio argênteo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Buenos Aires, 1995)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tempo é inércia do movimento prologando&lt;br /&gt;desajuste do homem-barro vertebrado&lt;br /&gt;- poento de séculos-amém&lt;br /&gt;no rupreste relógio inalterado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;refúgio insólito das almas&lt;br /&gt;pouso lento sobre escarpas&lt;br /&gt;- arpões que fisgam os traumas&lt;br /&gt;na melodia de todas as harpas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos cantos por todos os deuses&lt;br /&gt;nos deuses por todos os cantos&lt;br /&gt;nos fragmentos de todos os tempos&lt;br /&gt;nos tempos de todas as vezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Bauru, 1993)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vitrinuvens angeliformes:&lt;br /&gt;opulência de imagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre a Terra sombrassignos&lt;br /&gt;ressuscitam teomensagens&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(seria eu um poetinha católico? Deus do céu!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por entre anos,&lt;br /&gt;ciclos e movimentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por entre rugas,&lt;br /&gt;abismos de tempos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ali parada (bem ao centro),&lt;br /&gt;circundada por esférico nada,&lt;br /&gt;a substância dos ocos&lt;br /&gt;espera de samurais inexistentes&lt;br /&gt;as lâminas de suas espadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sangria d'mpurezas ao se pensar no oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas metáforas&lt;br /&gt;se espalham pelas ruas&lt;br /&gt;num dia de outono?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Início das brisas inconfundíveis&lt;br /&gt;ótica estranha do mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em caminhos rotineiros&lt;br /&gt;cotidianos inteiros&lt;br /&gt;mostram-se outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(bem bobinho, de 1994)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barroco atual&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1992)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma contemporânea&lt;br /&gt;cornucópia barroca&lt;br /&gt;floresceu então o feto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas na diagonal&lt;br /&gt;e, já ereto, gritou&lt;br /&gt;vórtices gongóricos&lt;br /&gt;de tensão e de desafeto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do crepúsculo, um gosto vermelho&lt;br /&gt;me traz um sentimento sangue&lt;br /&gt;em que vozes vagas de silentes nuvens&lt;br /&gt;roseorougematizadas&lt;br /&gt;jamais me soam estranhas&lt;br /&gt;sim, entranhas dilacerantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(acho que li muito Georg Trakl nessa época)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vermelhas as lanternas dos carros&lt;br /&gt;Vermelho o gosto da tarde&lt;br /&gt;Vermelhos os olhos dos semáforos&lt;br /&gt;Vermelha a angústia da cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorei (centelhas de lágrimas)&lt;br /&gt;ao ver estrelas caírem aos meus pés,&lt;br /&gt;cintilando amargas&lt;br /&gt;no céu sangrento de meu chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(acho que nessa fase foi muito Rimbaud , hehe)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-8054149473453116208?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/8054149473453116208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/aberto-as-condenacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8054149473453116208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8054149473453116208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/aberto-as-condenacoes.html' title='Aberto às condenações'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-6087425201600989977</id><published>2009-06-04T05:23:00.001-07:00</published><updated>2009-06-04T12:01:15.702-07:00</updated><title type='text'>Três partes de um livro inédito (e que assim deve permanecer por tempos)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(trechos sem a nova reforma ortográfica porque eu ainda não tenho paciência pra isso)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a sombra. O dia vai perdendo luz. As duas luas eclipsam o sol. O cinza plúmbeo desfila esmagando o azul, que lentamente dá lugar aos nimbos. Virá água, de novo. Mas não uma água que preste. Sim, uma água suja. Salgada e corrosiva. Bátegas que ferem quase tudo com sua acidez. Ficarei isolado aqui não sei por quanto tempo, junto dessa garotinha de cabelos cacheados e olhos azuis, mais o cadáver do senhor Alves; essa, a parte ruim. A casa é boa e grande. E a herdeira (pra minha sorte) sem condições ainda de assumir sua herança. Assumirei, claro, por ela. Mas, primeiro, tenho de me livrar do cadáver do senhor Alves. Depois limpar o mínimo desta sujeira toda. Aí sim trazer o meu ínfimo patrimônio pra cá.&lt;br /&gt;Sempre que olho pra garotinha ela parece inabalável, grave feito um adulto desgostoso. Molho de chaves na mão, me sinaliza pra acompanhá-la. Ergue o tapete da sala. No piso de madeira, um recorte quadrado, com uma fechadura. Sob a tampa então escancarada, uma escadaria surge. Descemos. Uma pequena lanterna a querosene ilumina o ambiente. Aos poucos, vão surgindo muitos garrafões de água e litros de querosene e muitas caixas de alimentos não perecíveis e algumas de perecíveis. Poderia ficar com tudo isso só pra mim, penso. Pra mim e Giulia. Ninguém me acharia aqui, com minha filha. Giulia estaria então livre da influência do engomadinho Cláudio Goodmann e de sua mãe com mania de retidão, e, melhor ainda, bem servida de comida e água, ao menos por um tempo. Mas o que fazer desta pequena criatura que me guia através deste paraíso de caixas de comida e litros de querosene e água? Trancá-la aqui e só voltar pra retirar seu pequeno corpo, uns dias depois? É o que me vem com força à mente. Então pergunto seu nome. Ela demora um pouco, me encara, sem desviar os olhos um segundo, e responde, Clara, e depois pergunta, Você vai ficar? Sorri levemente pra mim e confesso que isso me faz perder o chão, mitiga o meu lado bestial e maléfico. Engasgo. Penso um pouco naquilo que vou responder. Então respondo com uma pergunta, Posso? Ela faz que sim com sua pequenina cabeça de cabelos dourados e abre o sorriso de vez. Quer ser meu pai, ela desfere a pergunta. Encabulado, não esperando de mim mesmo tal resposta, digo, Quero. Aí completo, também de modo inesperado pra mim mesmo, Quer conhecer sua irmã, você terá uma irmã, o que acha?, ela tem quase a sua idade. A garotinha pergunta, O nome dela também é Clara. Eu digo, Não, é Giulia, vocês bem poderiam ser irmãs de verdade, pois são muito bonitas, as duas. Traga a Giulia pra cá, diz Clara, ela terá um quarto só dela ou poderá ficar comigo, no meu. A tempestade chega com um vendaval sibilante e suas gotas se põem a tamborilar no telhado num ritmo acelerado. Corremos fechar as portas. Só então, tomo água. Muita água. Como biscoitos. Sentados no chão, Clara também come. Toma água. Mas repentinamente seu leve sorriso é cortado, a pequena cai, batendo a cabeça fortemente contra o assoalho. Levanta e desce o crânio com força sobre o piso. A baba escorre pela boca. Espumante. Seguro seu corpo para evitar que os golpes de cabeça proporcionados pela convulsão estourem seus miolos. Seguro-a com força. Ao mesmo tempo me vem à cabeça a imagem de Giulia. Como ela estaria passando? Se isso também acontecerá com ela depois que o sol e as duas luas desapareceram novamente, dando lugar a esta borrasca que, além da sua água corrosiva, é indício de um tempo úmido, muito mais sujo e doente. O sol é que nos lava a alma e o corpo. Então seguro com mais firmeza o corpinho frágil de Clara e peço, Calma, minha filhinha, calma. Aos poucos sinto seu corpo relaxar. A respiração sem ruídos, serena e lenta. Pequenos suspiros a embalam. Eu a desperto. Digo, Você não deve dormir, pequena, não deve. Ela abre os olhinhos. Limpo sua boca com a ponta da minha camisa. Quando me olha, um leve sorriso aviva-lhe novamente o rosto. Ela me abraça forte.&lt;br /&gt;Nas suas mãos gordinhas duas manchas negras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canto XVIII. Malebolge — as fossas malditas do oitavo círculo. É ali dentro que Dante soca, além dos fraudulentos, os rufiões, os sedutores, e, imersos em fezes, os aduladores. Os primeiros versos dizem que é um lugar de cor ferrosa e escura, como é o penhasco que o rodeia e etc. etc. etc.&lt;br /&gt;O fato de ainda reconhecer o alfabeto numa época em que livros só servem para fogueiras em períodos de frio, faz com que eu me sinta bem. Ver que letras e palavras não estão perdidas e confusas na minha memória e que eu ainda não me tornei um analfabeto por falta de prática me enche de um orgulho tolo. Um orgulho descabido num tempo em que comer e tomar água limpa (trazida de muito longe) é só o que importa, e também correr atrás de querosene. Nem parece que alguns anos atrás ainda imperava o fato de que, para sobreviver, tinha-se que ser letrado, graduado, pós-graduado. Havia aquele negócio de currículo, que, ainda bem, há muito não ouço falar. E aquelas malditas indicações para empreguinhos frustrantes, com uma gente fingindo o tempo todo que adorava estar ali enclausurada com outras tantas pessoas que não pediram para estar ali e nem puderam escolher com quem (geralmente aduladores, hipócritas e medíocres) se confinar por quase o dia inteiro. Empregos, para sorte do mundo, não existem mais. Patrões e governantes foram todos parar num dos círculos do Inferno de Dante, talvez no Quarto Círculo, dos avaros e dos perdulários. Mas bem podem estar no Oitavo, dos fraudulentos. Ou no Sétimo, dos violentos contra o próximo: tiranos, assassinos, salteadores.&lt;br /&gt;Escambo e pilhagem fazem do mundo um lugar mais habitável, apesar das privações por que temos passado. Hoje tenho certa gratidão por aquele darwinismo de mercado que nos deixou fora das empresas, das escolas, dos hospitais e, por isso mesmo, paradoxalmente fora do consumo. Quando vimos, estávamos todos despidos de dignidade. Sujos, corrompidos e de bolso e estômago vazios. Não fosse chegarmos a esse ponto, não teríamos nos convulsionado e partido para o ataque. Detonamos empresas, universidades, hospitais, igrejas até. Dentro desses lugares, sabíamos, só havia burocratas. Burocratas da especialização, burocratas da intelectualidade, burocratas da negligência vestidos de branco, burocratas da espiritualidade etc.&lt;br /&gt;Escambo e pilhagem — essas as nossas moedas.&lt;br /&gt;O nosso troco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bichinho me encara com seus olhos brilhantes. Tristes e felizes ao mesmo tempo. Sei que está sorrindo, seu rabinho não pára de se agitar. Pela delicadeza, confirmo que é uma cadelinha. Lógico, confirmo também pelas partes baixas. É muito pequena. Um fiapo de magra. Com o pêlo dourado. Faceira ao extremo. Como vai ser seu nome? O bichinho não tira os olhos de mim. As orelhinhas murchas. Um olhar que implora piedade o tempo todo. Dá um latidinho. Sei lá, precisa ser um nome frágil, um nome magro, se é que nomes podem ser magros ou gordos. Acho que o peso do nome é determinado pelas letras que ele contém. “O”, por exemplo, é uma letra gorda. “I”, claro, é magra. “B”, gorda, pançuda mesmo. “M” já é meio atarracada, não se pode dizer que é muito gorda, muito menos ainda que é magra. “L” sim é magra, com certeza. “T”, também. “A”, nem gorda nem magra. “Z” é sonora, aguda, porém, visualmente não se pode afirmar que seja magra. “E” é peso médio. “X” se enquadra na mesma definição do “Z”, diferencia-se porém por um ruído singular, que as outras letras não possuem. Ou melhor, possuem sim: o “R”, que não é sonoramente agudo como o “Z” ou como o “X” e nem é magro nem gordo.&lt;br /&gt;Apesar dessas minhas observações sobre o peso das letras, nenhum nome ideal me vem à mente para pôr nessa cadelinha magra. Sei de uma coisa: insistirei na busca por um nome que seja magro. Mas não magérrimo. Pra não soar como um nome raquítico. Pois raquítica é que ainda não é essa cachorrinha. Não sou muito criativo pra nomes. Nem pras coisas em geral. Sou limitado, tenho consciência. As idéias me demoram pra vir à mente quando necessito ser criativo. Bom é que tenho tempo de sobra pra pensar no nome desse bichinho. Pra desenhar nomes e formas. Abstrair um pouco. Me acostumar mais com a sua companhia. Com certeza, o bichinho tinha um nome, por isso vai precisar também de um tempo pra se acostumar a um novo.&lt;br /&gt;Conclusão: preciso de um tempo e o bichinho também pra essa coisa de nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-6087425201600989977?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/6087425201600989977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/duas-partes-de-um-livro-inedito-e-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6087425201600989977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6087425201600989977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/06/duas-partes-de-um-livro-inedito-e-que.html' title='Três partes de um livro inédito (e que assim deve permanecer por tempos)'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7667183043262637474</id><published>2009-05-24T12:10:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T12:18:03.689-07:00</updated><title type='text'>Houellebecq (duas traduções minhas)</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;“Seja destruído tudo o que tiver brilho.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Os habitantes do Sol lançam sobre nós um olhar&lt;br /&gt;[impassível:&lt;br /&gt;À Terra pertencemos definitivamente&lt;br /&gt;E aqui apodreceremos, meu amor impossível,&lt;br /&gt;Jamais se tornará luz nosso corpo doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Garota&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota de cabelos negros e lábios muito finos,&lt;br /&gt;De quem tudo sabemos sem jamais tê-la encontrado&lt;br /&gt;Além de nossos sonhos, pinça com gadanhos aquilinos&lt;br /&gt;As tripas palpitantes de nosso ventre arrebentado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7667183043262637474?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7667183043262637474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/houellebecq.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7667183043262637474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7667183043262637474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/houellebecq.html' title='Houellebecq (duas traduções minhas)'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-4360553564824452594</id><published>2009-05-20T12:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T12:20:10.161-07:00</updated><title type='text'>Rod Frame e Mick Jones</title><content type='html'>Pra levantar defunto, hoje eu colocaria numa pista de dança essa musiquinha aí.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kQEq3rtMlTc"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=kQEq3rtMlTc&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Aztec Camera (de Rod Frame) com o Mick Jones, do Clash e BAD (Big Audio Dynamite).&lt;br /&gt;Dá pra tirar bem a poeira. Vai lá, cristão, e chacoalha o esqueleto retrô.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-4360553564824452594?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/4360553564824452594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/rod-frame-e-mick-jones.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4360553564824452594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4360553564824452594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/rod-frame-e-mick-jones.html' title='Rod Frame e Mick Jones'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7191550159142788568</id><published>2009-05-18T14:45:00.001-07:00</published><updated>2009-05-18T14:57:44.174-07:00</updated><title type='text'>Por que o simples ato de lavar as mãos matou um grande médico mas nos deu um dos grandes escritores do século passado.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/ShHXKmUOZPI/AAAAAAAAACg/6IQPkERv71s/s1600-h/semmel.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337283610494788850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/ShHXKmUOZPI/AAAAAAAAACg/6IQPkERv71s/s320/semmel.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Dr. Semmelweiss&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Para todo esse furdúncio causado pelo vírus H1N1 (gripe suína) recomenda-se, entre outras coisas, como forma de evitar a transmissão, o simples ato lavar as mãos. Mas saibamos que tal ato higiênico, aceito sem grandes questionamentos hoje, já foi em outros tempos motivo de muita dor de cabeça e muita loucura. Sobretudo para o húngaro &lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;Ignaz Semmelweiss&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Foi ele, jovem médico nos meados do século XIX, quem deu um dos primeiros passos decisivos na luta contra as infecções bacterianas, mesmo sem saber ainda que se tratavam de “doenças causadas por microrganismos”. Ele foi a primeira pessoa de que se tem notícia a valorizar a importância de se lavar as mãos. O procedimento por ele idealizado foi a pedra fundamental para o início do processo de controle de contaminação em hospitais. O médico percebeu que o número anormal de mortes em recém-nascidos, numa das alas do Hospital Geral de Viena, era devido à transferência do que ele denominou de “partículas putrefeitas”. A transferência se dava pelas mãos dos médicos que realizavam necrópsias e também atendiam aos partos. Dr.Semmelweiss obrigou seus alunos a seguirem um rigoroso procedimento de higiene das mãos, reduzindo drasticamente a mortalidade dos recém-nascidos. Apesar dos resultados, a situação provocou a Semmelweis uma série de discussões, litígios, incompreensões, críticas e maledicência entre os colegas, que se opuseram à sistemática de higiene imposta, e se tornaram tão duras que levaram o jovem médico a abandonar Viena e a regressar à Hungria. Porém, nem na sua pátria a sua vida se tornou mais fácil. Semmelweis não sabia que o eco dos tumultuosos acontecimentos de Viena havia chegado até ali. Os distúrbios mentais, de que sofria, começaram a ficar cada vez mais graves. Até que um dia, num repentino acesso de ira enquanto fazia uma necrópsia, se feriu numa das mãos e, tal como com o seu amigo Kolletschka, a infecção daí resultante disseminou-se tão rapidamente ao braço, que Semmelweis veio a falecer do ferimento. (fonte: &lt;a href="http://www.sbcc.com.br/revistas"&gt;http://www.sbcc.com.br/revistas&lt;/a&gt;). Essa história do médico húngaro também pode ser encontrada num dos livros, aqui recomendado, de um dos grandes autores da literatura ocidental, o francês Louis-Ferdinand Destouche, pra quem não sabe: simplesmente &lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;Céline&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. O livro &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;A vida e a obra de Semmelweiss&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (Cia. da Letras) foi tese de doutorado do escritor defendida na faculdade de medicina de Paris, em 1924. Antes de morrer, Céline confessou que foi essa tese que lhe deu a idéia de se tornar escritor. Vejam só: por causa do ato de lavar as mãos, perdemos o gênio Semmelweiss, ganhamos da febre puerperal, estamos empatando com a gripe suína (até agora), mas sobretudo, enfim, ganhamos um grande escritor (deixando de lado suas apologias ao anti-semitismo, é claro).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7191550159142788568?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7191550159142788568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/por-que-o-simples-ato-de-lavar-as-maos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7191550159142788568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7191550159142788568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/por-que-o-simples-ato-de-lavar-as-maos.html' title='Por que o simples ato de lavar as mãos matou um grande médico mas nos deu um dos grandes escritores do século passado.'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/ShHXKmUOZPI/AAAAAAAAACg/6IQPkERv71s/s72-c/semmel.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2966736423491442120</id><published>2009-05-16T05:42:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T06:30:50.230-07:00</updated><title type='text'>Mario Bellatin na FLIP</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/Sg667dDbvnI/AAAAAAAAACI/BFiQzW60KFU/s1600-h/6UYN5CA9TCEILCAJLRJOSCAHSD3VGCAPNDFQCCACDZ53CCABNQ8W2CA35GKNACAV7O5SZCA12OAGWCAGK7FPLCADAIB97CA942O6LCAI3FE3QCAT0JJOMCAHQ7FFECAI5NFJSCAB8D3VACAWIMIF6.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A festa literária de Paraty, a FLIP, parecendo já um evento em processo de entropia devido a sua, poderíamos dizer, fórmula MAIS DO MESMO, traz esse ano, apesar de tudo, dois escritores que fogem um pouco desse rótulo tolo de "grandes nomes", como Lobo Antunes, Gay Talese e et ceteras, para abrir para dois autores bastante instigantes, o afegão Atiq Rahimi e o mexicano Mario Bellatin. Se fosse ver algo em Paraty seriam apenas esses dois nomes. Escolha bastante pessoal, porém bastante categórica. Do Rahimi há no Brasil dois excelentes livros traduzidos: &lt;a title="Terra e Cinzas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Terra_e_Cinzas"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Terra e Cinzas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a class="new" title="As Mil Casas do Sonho e do Terror (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=As_Mil_Casas_do_Sonho_e_do_Terror&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;As Mil Casas do Sonho e do Terror&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Do Bellatin, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Salão de beleza&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - praticamente já um clássico da literatura latino americana - e saindo pela CosacNaify a novela &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Flores&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Rahimi faz uma mesa com Bernardo Carvalho e Bellatin com Cristovão Tezza. Essa última talvez interessante pelas propostas estéticas diametralmente opostas dos dois escribas. Creio que no caso de Carvalho e Rahimi podemos dizer o mesmo. Detalhe: há uma febre de escritores jornalistas na FLIP. Fico aqui sempre me perguntando por quê. E você?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Questão - O Mario Bellatin precisou ir para a CosacNaify para chegar à FLIP, sendo que seu nome já circulava há um bom tempo entre nós como um autor de destaque na América Latina?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Respondo com uma proposta: ler &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ensaio sobre a Cegueira.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deixo aqui a tradução dos trechos iniciais que fiz de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Perros heroes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do Bellatin, um dos livros que mais gosto entre todos que já li.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Perto do aeroporto da cidade vive um homem que, apesar de ser um homem imóvel — em outras palavras um homem impedido de se mover —, é considerado um dos melhores treinadores de Pastor Belga Malinois do país. Divide a casa com sua mãe, uma irmã, seu enfermeiro-treinador e trinta Pastores Belgas Malinois adestrados para matar qualquer um com apenas uma dentada na jugular. Não se conhecem as razões pelas quais, quando se entra na casa onde aquele homem passa os dias recluso, alguns visitantes percebem uma atmosfera que guarda relação com o que poderia se considerar o futuro da América Latina. Este homem costuma dizer, em sua quase incompreensível forma de falar, que uma coisa é ser um homem imóvel e outra um retardado mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente à fachada se apreciam algumas jaulas. Cada uma contém um par de cachorros, que passam o dia inteiro soltando agressivos latidos para as pessoas que circulam pela calçada. Se alguém se aproximar das grades, é tanta a fúria desatada que os animais acabam partindo algum dente ao morder as barras metálicas ou atacando um aos outros sem piedade. Cada vez que isso acontece, o homem imóvel emite chiados agudos, motivados seguramente pelo desespero de não poder sair para espantar os intrusos. Os cachorros ficam agitados e deve o enfermeiro-treinador intervir para acalmar-lhes a ansiedade. Utiliza brinquedos à prova de mordidas profundas e um número limitado de palavras em francês, idioma oficial para adestrar Pastor Belga Malinois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe se o enfermeiro-treinador primeiro foi enfermeiro e depois treinador ou se antes foi treinador e depois enfermeiro. Se trata de um jovem um pouco acima do peso que veste roupas esportivas um tanto desalinhadas. Mais de uma noite dividiu a cama com o homem imóvel. Sobretudo quando uma dor profunda maltrata uma das pernas desse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem imóvel assegura que nem sempre se manteve numa carência de movimentos como essa. Afirma que há alguns anos podia girar o pescoço de um lado para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paredes do quarto estão pintadas de verde. Nelas, diversos diplomas que certificam a assombrosa destreza que possui aquele homem para treinar cães de conduta tão difícil como os Pastores Belgas Malinois. O homem imóvel costuma ser deslocado diariamente até uma poltrona junto à cama. Ali o enfermeiro-treinador lhe amarra em torno da cabeça o auricular do telefone. Atrás se mantém atada uma ave de cetraria, que é presa numa caixa cada vez que deixam entrar um dos Pastores Belgas Malinois no aposento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem imóvel possui um álbum de fotos — que só permite a umas poucas pessoas olhar — com uma coleção de imagens dos melhores exemplares de Pastor Belga Malinois do mundo. Depois esclarece que uma coisa é ser um homem imóvel e outra um retardado mental, o homem imóvel assegura que não há cachorro tonto mas sim dono estúpido. Imediatamente se põe a rir de forma desmesurada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2966736423491442120?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2966736423491442120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/mario-bellatin-na-flip.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2966736423491442120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2966736423491442120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/mario-bellatin-na-flip.html' title='Mario Bellatin na FLIP'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-6929346833290214636</id><published>2009-05-15T10:41:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T10:47:47.379-07:00</updated><title type='text'>Projeto Gráfico</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/Sg2qP-EgqnI/AAAAAAAAACA/BbyM4szOfS4/s1600-h/calendario.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336108324840581746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/Sg2qP-EgqnI/AAAAAAAAACA/BbyM4szOfS4/s320/calendario.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A cada novo projeto gráfico (no momento o da Trilogia de Alhures do Sul, do Karam) elementos gráficos vão se juntando na cabeça. A gente fica pensando em detalhezinhos que nos deixam maluco. O desenho do mano Marco Sandrini serve para ilustrar esse momento de maquinação e maquinarias de pré ou pós-impressão. o site do cara: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.marcosandrini.com.br/"&gt;http://www.marcosandrini.com.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o blog: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.marcosandrini.com.br/"&gt;http://www.marcosandrini.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e tenho dito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-6929346833290214636?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/6929346833290214636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/projeto-grafico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6929346833290214636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/6929346833290214636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/projeto-grafico.html' title='Projeto Gráfico'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/Sg2qP-EgqnI/AAAAAAAAACA/BbyM4szOfS4/s72-c/calendario.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2570881540477437601</id><published>2009-05-15T07:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T08:01:50.225-07:00</updated><title type='text'>Trilogia de Alhures do Sul</title><content type='html'>No meio de tanto marasmo literário em Curitiba e também no país do "Leite derramado", deixo aqui uns trechos do "Cebola", do Karam. É um alento no meio de uma literatura tão conservadorinha feito a nossa, da qual o novo livro do Chico Buarque é a nova coqueluche (Chico Buarque para presidente!!), começar a edição de três romances (?) altamente singulares do Karam, na Trilogia de Alhures do Sul. São eles: "Fontes Murmurantes", "Cebola" (Prêmio Cruz e Sousa de Literatura 1993) e "O impostor no baile de máscaras". É muito bom ler o Karam e ver ecos de caras como Beckett, Perec, Cortázar, Borges, Cabrera Infante. Contudo, é melhor ainda e mais saudável ver surgir diante dos meus olhos de leitor o mais inventivo escritor de sua geração. Vivam eternamente Agrippinos de Paula, Campos de Carvalho e Karans. Deixo aí então uns trechos do "Cebola" e uma pergunta: quem vai pegar o bastão desses caras? Não sei, mas que vai ter muito neguinho de boca aberta debaixo de uma cuia de leite derramado, isso vai. Assim alimenta-se o nosso medíocre cânone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Trechos do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cebola&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Olavo B. passou muitos anos refletindo sobre o plural da palavra nada. Ele dizia que sempre, desde a infância, foi acossado pelo plural da palavra nada, que fazia ele próprio inúmeras e irrespondíveis perguntas a respeito do plural da palavra nada. Ora, eu poderia ter me preocupado com outras questões, talvez com o zero, o mistério do três em um, a noite que existe em meros três pontos chamados de reticências, eu poderia ter me preocupado com um assunto destes, mas a única coisa que sempre interrogou Olavo B. foi o plural da palavra nada. Olavo B. tira os óculos, passa os dedos sobre as sobrancelhas antes de continuar. Eu poderia ter sido assolado por dúvidas a respeito dos mitos, perguntas a propósito de situações clássicas, referências a questões gramaticais, matemáticas ou filosóficas, mas eu me vi cercado somente e nada mais do que pelo plural da palavra nada, uma obsessão ingrata, pois eu não conseguia catalogar a questão em nenhum dos itens do conhecimento, o plural da palavra nada não era assunto de livros, de universidades, de sábios, era algo isolado de tudo, sem raízes em lugar algum, era uma obsessão que, nos pesadelos de todas as noites, parecia obscena, obscena obsessão. Então, pela manhã, com o corpo pesado depois do sono intranquilo, eu tinha pudores e tentava ludibriar os pensamentos, mas tudo absolutamente inútil, pois não passava muito tempo, eram na verdade poucos segundos, e eu acabava mais uma vez invadido pelas reflexões sobre o plural da palavra nada. Olavo B. tira os óculos novamente, imagino que ele vai repetir o gesto de passar os dedos sobre as sobrancelhas, mas desta vez um único dedo coça o olho direito. Olavo B. recoloca os óculos. São tantas as vezes que contei a história que, como contou Borges, não sei se a recordo deveras ou se só recordo as palavras com que conto. Um dia cheguei a pensar que havia terminado o meu trabalho, mas não passou&lt;br /&gt;de um equívoco acreditar que o plural da palavra nada fosse a palavra Utopia. Não, era preciso apalpar o plural da palavra nada. A mão direita se ergue quando Olavo B. conta o que se seguiu: encontrei, numa tarde de domingo, o plural da palavra nada, e agora vivo uma nova história que, se minha vida for suficientemente longa, um dia estarei aqui para contá-la. Estou obsessivamente buscando a aplicação do plural da palavra nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflexões de Ema:&lt;br /&gt;— Há momentos em que esta casa me parece um coliseu, em outros um bar com pista&lt;br /&gt;de dança. Sei lá qual é a distância entre um coliseu e um bar com pista de dança, mas&lt;br /&gt;no meio do caminho a casa pode lembrar uma catedral gótica. Ou as paredes nuas dos corredores lembram um museu onde esqueceram de pendurar quadros. Mas a casa&lt;br /&gt;pode também lembrar um cinema, os moradores são luzes e sombras. Sinto que fazemos parte de um show, o mestre-de-cerimônias nunca é o mesmo, mas sempre há um&lt;br /&gt;mestre-de-cerimônias que, mesmo sem abrir a boca, eu sinto que diz com muita&lt;br /&gt;frequência ladies and gentlemen. Nisto tudo deve haver alguma questão não resolvida,&lt;br /&gt;a casa parece uma mistura de coliseu com catedral gótica, deve ser porque acabou de&lt;br /&gt;dobrar a curva do corredor um leão vestido de bispo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2570881540477437601?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2570881540477437601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/trilogia-da-alhures-do-sul.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2570881540477437601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2570881540477437601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/trilogia-da-alhures-do-sul.html' title='Trilogia de Alhures do Sul'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-2521995705489480725</id><published>2009-05-15T07:39:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T07:41:41.090-07:00</updated><title type='text'>Um crônica do Karam</title><content type='html'>&lt;a title="Permanent Link: Fluke e a crítica da ração pura" href="http://jornale.com.br/zebeto/2007/08/10/fluke-e-a-critica-da-racao-pura/"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;Fluke e a crítica da ração pura&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;10 Ago 2007 - 03:07&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRÔNICAS DE ALHURES DO SUL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Manoel Carlos Karam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lidas pelo autor na BandNews FM 96,3 às segundas-feiras, entre seis da tarde e sete da noite, e na terça-feira de manhã - ou a qualquer momento em edição extraordinária.&lt;br /&gt;(6 de agosto de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sofro de dog walkers elbow.&lt;br /&gt;Esta doença é a dor que sentem no cotovelo aqueles que levam os cães para passear.&lt;br /&gt;Passeio com o meu cachorro conduzindo o meu amigo pela coleira, mas não tenho dores no cotovelo.&lt;br /&gt;Fluke, este é o nome do meu cachorro, nunca faria tal coisa comigo.&lt;br /&gt;O escritor Paulo Sandrini descobriu que o meu cachorro é filósofo.&lt;br /&gt;E que escreveu o livro “Crítica da ração pura”.&lt;br /&gt;O filósofo Roberto Gomes, autor da “Crítica da razão tupiniquim”, aprovou com um sorriso.&lt;br /&gt;E descobriu-se ainda que o cachorro-filósofo é também cachorro-romancista.&lt;br /&gt;Segundo a jornalista Katia K, ele escreveu “Ração e sensibilidade”.&lt;br /&gt;Enfim, tenho mais chances de sofrer dores no cotovelo virando páginas de livros de filosofia e romances do que levando o cachorro para passear.&lt;br /&gt;Dog walkers elbow.&lt;br /&gt;Sofrem dores no cotovelo muitos daqueles que levam cães para passear.&lt;br /&gt;Mas dor-de-cotovelo é outra coisa.&lt;br /&gt;Além de ser outra coisa, escreve-se com hífen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-2521995705489480725?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/2521995705489480725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/um-cronica-do-karam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2521995705489480725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/2521995705489480725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/um-cronica-do-karam.html' title='Um crônica do Karam'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7484745389634237842</id><published>2009-05-14T05:53:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T06:07:39.796-07:00</updated><title type='text'>Ouvindo hoje</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SgwWu4DQ6GI/AAAAAAAAABU/EzeEFK93Hx0/s1600-h/the_shins.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335664653103065186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SgwWu4DQ6GI/AAAAAAAAABU/EzeEFK93Hx0/s320/the_shins.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acordei hoje com os sonzinhos dos americanos, do Novo México. A banda: The Shins. Bacaninha. Indicado pelo Bressa (Marcelo Bressanin), ex-tecladista do My Sweet Lord Vader.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nossa banda, lá de Bauru, nos anos ´90. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Link: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=OkITsv3Nk6M"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=OkITsv3Nk6M&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Question: Seria o Kevin Spacey no vocal?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7484745389634237842?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7484745389634237842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/ouvindo-hoje.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7484745389634237842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7484745389634237842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/ouvindo-hoje.html' title='Ouvindo hoje'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SgwWu4DQ6GI/AAAAAAAAABU/EzeEFK93Hx0/s72-c/the_shins.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-4310160492541130703</id><published>2009-05-14T05:04:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T05:15:27.815-07:00</updated><title type='text'>Leprevost na Blogosfera</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SgwK9pplFFI/AAAAAAAAABM/dU6gJGlGAxE/s1600-h/leprevost_06.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335651712795743314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SgwK9pplFFI/AAAAAAAAABM/dU6gJGlGAxE/s320/leprevost_06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SgwKc8PuqAI/AAAAAAAAABE/uy9iI9l30oo/s1600-h/leprevost_01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vão lá no &lt;a href="http://www.notasparaumlivrobonito.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;http://www.notasparaumlivrobonito.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt; &lt;/span&gt;e confiram a metralhadora prosadora do Luiz Felipe Leprevost. Qem não leu, leia Inverno dentro dos tímpanos, aqui ó, um trecho: &lt;a href="http://kafkaedicoes.com.br/catalogo.asp?edit=3"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;http://kafkaedicoes.com.br/catalogo.asp?edit=3&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;.&lt;/span&gt; Esse Leprevost merece a leitura de vocês. Confiram lá, no blog e no link do livro. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-4310160492541130703?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/4310160492541130703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/leprevost-na-blogosfera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4310160492541130703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/4310160492541130703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/leprevost-na-blogosfera.html' title='Leprevost na Blogosfera'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/SgwK9pplFFI/AAAAAAAAABM/dU6gJGlGAxE/s72-c/leprevost_06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-5307359103019439238</id><published>2009-05-13T03:17:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T07:47:35.461-07:00</updated><title type='text'>Lago Ohrid</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/Sgqe1vIDCYI/AAAAAAAAAA8/zoKPfJZq-O0/s1600-h/lake_ohrid.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335251354594249090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/Sgqe1vIDCYI/AAAAAAAAAA8/zoKPfJZq-O0/s320/lake_ohrid.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aí, no lago Ohrid, República da Macedônia, foram feitas algumas das filmagens do meu filme preferido. "Antes da chuva", do Milcho Manchevski. Já o assisti ao menos 1o vezes. Sim, sou adicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há lugares aos quais as pessoas talvez nunca pensem em ir ou sobre os quais nunca nem ao menos ouviram falar. Esse aí talvez seja um deles, infelizmente, para a esmagadora maioria. Para mim, um lugar fundamental. Um dia baixo lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-5307359103019439238?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/5307359103019439238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/lago-ohrid.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5307359103019439238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/5307359103019439238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/lago-ohrid.html' title='Lago Ohrid'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_InXpb8jzoRA/Sgqe1vIDCYI/AAAAAAAAAA8/zoKPfJZq-O0/s72-c/lake_ohrid.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-7137852252901864712</id><published>2009-05-12T14:27:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T03:14:40.952-07:00</updated><title type='text'>Trechos de um livro em (de) composição</title><content type='html'>Aí deixo os trechos de uma novela inédita que tento agora terminar.&lt;br /&gt;Não falo o título. Alguns já o conhecem. Mas assim mesmo me nego a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Sonhando um deserto [ou da poética débil]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocre. Só o azul e o violeta acima. Rebanhos ao longe, por trás das dunas. Rebanhos ovinos. Não posso vê-los. Se os visse, agora estariam sujos da areia do deserto. Matizados por ela. De amarelo, laranja, ocre, dourado. Nunca o branco. Só os camelos. Os camelos ocres que posso ver. Nem nuvens. O céu deste deserto não possui dentes de algodão. Dentes vorazes de algodão branco. Às vezes, no arrebol, tudo é rosa. Como algodão doce colorido. E o ocre é como o dos caramelos. Balas. Pirulitos. Bolos. Minha infância de caramelo. Caramelos grudentos grudando no céu de minha boca. [Tudo ocre no céu de minha boca também]. Meus dentes todos ocres. Caramelizados. Areia e doce, agora. Deserto e sabor. Distanciamento e busca. Trote acelerado pelas dunas. Do alto delas, não avisto: onde agora os rebanhos brancos? Onde? Acelero mais. Subo ainda mais alto. Perto do céu azulado. Violeta. Vento e areia na boca. No nariz. Nos olhos. Nada do branco. Tudo ocre. Caramelo. Grude que me aprisiona feito mosca no melado.&lt;br /&gt;Meu deserto é doce.&lt;br /&gt;Às vezes, acre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Perto do sangue&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por sob o branco eu sei o sangue. Por sob o branco de toda esta lã. Um branco que não é totalmente branco. É um branco sujo. Impuro. Um branco de ovelha negra. E por sob este branco impuro estão os vasos, os capilares e as artérias. Um vermelho pronto para explodir. Por sob meus cabelos já encanecidos, apesar de jovens, também há. Os vasos. Os capilares. Tonsurar toda esta lã. Tonsurar este meu cabelo. E chegar às vias sanguíneas. Percorrer os corpos por dentro. Viagem insólita. Destruir hemácias feito um câncer. Chegar ao coração e ser bombeado, atirado, jogado próximo ao pulmão. Destruir alvéolos. Enchê-los de água. Afogá-los. Assim será. Tonsurar as ovelhas e chegar perto do sangue. Rasgar a pele e ver as veias. Veredas que percorrem a carne vermelha que vai virar banquete. A carne decorada com legumes verduras frutas até. Então, sacrificada. Gordura subindo ao céu para um deus carnívoro. Um deus que lá de cima poderá ver meu couro cabeludo nu. Enxergar as veias que correm em direção ao meu cérebro levando oxigênio e sangue e avermelhando meus pensamentos descrentes. Avermelhando. E avermelhando e avermelhando. Só não verá meus olhos cheios de sangue. Nem o cheiro do meu olhar. Meu olhar de cheiro acre. Olhar coagulado. Petrificado. Uma mente que só pensa em talhar. Tonsurar. Chegar perto do sangue. E olhar para esta lã, toda esta lã, balindo, brancamente, balindo e dando os últimos suspiros. Depois, pastorear cores rubras.&lt;br /&gt;O aprisco é quente.&lt;br /&gt;O sangue, após o talho, também.&lt;br /&gt;A fé é fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;A congênita doença do asfaltoconcretofuligem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;às vezes aquela vontade atroz de percorrer as vias congestionadas as marginais avenidas ruas alamedas na hora do rush ou à noite enquanto a cidade dorme ou quando a sua vontade desperta pela manhã manhãzinha quando todos os cheiros da cidade acordam quando os néons espreguiçam nas fachadas encardidas e o sangue coagula nas calçadas e os pedintes ainda dormem e os trabalhadores dormem também mas dormem caminhando rumo aos pontos de ônibus metrô trem de subúrbio e a fuligem vai subindo se levantando e formando um véu acinzentado sobre a metrópole vermelha e o concreto já vai esquentando devido ao friccionar das solas duras dos sapatos apressados dos transeuntes contra as calçadas enquanto o sol vai surgindo no céu rubro d’arrebol para depois ficar feito um ovo estalado contra um fundo celestial e o asfalto e o concreto em pouco tempo estarão tão quentes que se poderá mesmo ali estalar um ovo e fritá-lo e olhar para a calçada cinzenta por monóxido de carbono e praquele ovo amarelo ali fritando e construir uma sofrível metáfora uma péssima analogia uma analogia literal pensando aquela calçada como se fosse o céu cinzento de fuligem ao fundo do sol e este seria o ovo [ovo /sol, calçada / céu] e então construir a poética do óbvio para depois acelerar afundar o pé no acelerador de um possante V8 negro correndo feito um demônio ensandecido a furtar almas do paraíso metropolitano e a afundá-las todas para a dimensão das metáforas e analogias sofríveis e idiotas e ainda assim conseguir com isso que essas almas desfrutem de pequenos instantes de intensa falta de objetividade e de ócio e assim elas poderão perceber que mesmo uma metáfora lugar-comum ou uma analogia pobre é menos sofrível que uma realidade crua e assim você vai seguir acelerando seu possante V8 que seu Abraão lhe deu quando você se graduou e você fará com que esse possante diabo negro seja a total completa e irreversível antítese das brancas ambulâncias gritando por socorro com suas sirenes desesperadas histéricas através dos vasos sanguíneos da cidade vermelha de céu cinza e seu possante será o genuíno agente metropolitano de tânatos lutando contra esses malditos anjos de branco que são as gritalhonas ambulâncias vomitando vítimas para dentro do corredores dos hospitais corredores feito coronárias entupidas então você vai pensar você vai querer fazer você querer transformar seu possante V8 num cateter para sair desobstruindo as coronárias desses organismos moribundos que são os hospitais então você vai acelerar esquentar o escape e as rodas e a lataria pois só mesmo o fogo para derreter toda essa gordura ali parada só o fogo só o fogo só o fogo e toda vez que você desejar o sol escaldante do deserto logo o fogo escaldante do escape de um V8 irá chamar você de volta para realidade crua das ruas da metrópole e as sirenes das histéricas ambulâncias e o olhar mórbido das hemácias debilitadas farão recrudescer em você aquela vontade atroz de esmagar o asfalto quente derretido de rachar o concreto das calçadas dos muros e das moradas e de pretejar seu pulmão com a mais espessa fuligem e com isso você se saberá ainda doente ainda fustigado pela congênita afecção desses que nascem adaptados a tanta fuligem concreto asfalto mas ainda assim você tentará lutar contra tentará reverter isso aproveitando aquelas horas em que se leva uma vida pública trabalhando em prol do outro do próximo mas desejando no fundo no fundo que as horas corram para que você possa viver exercer o outro lado de sua vida dupla guiando um possante V8 negro assassino pelas ruas da metrópole então você se lembrará de que não possui um V8 negro assassino que você sempre se misturou às hemácias debilitadas da urbe nos intestinos dos coletivos e do metrô e quem possui um possante V8 é seu irmão Isaac com quem você mal fala com quem você divide o pai mas não uma amizade sim uma batalha e você desejará então que Isaac seja um mendigo e que você sim possua um possante V8 negro assassino para atropelar seu irmão numa noite de frio e depois correr para o plantão noturno a esperar pelas vísceras dilaceradas e a pele rasgada ralada de seu irmão chegando numa ambulância histérica e com isso dar o parecer Não há nada a fazer e então se livrar desse fardo pesado da irmandade pois na metrópole vermelha a irmandade já era não há laços de sangue que mitiguem as desavenças e o ódio ao estranho a todo estranho que na maioria das vezes se apresenta com o rosto de seu próprio irmão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-7137852252901864712?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/7137852252901864712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/trecho-de-um-livro-em-de-composicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7137852252901864712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/7137852252901864712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/trecho-de-um-livro-em-de-composicao.html' title='Trechos de um livro em (de) composição'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7621026307692572810.post-8878547772985359126</id><published>2009-05-12T14:17:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T03:13:54.723-07:00</updated><title type='text'>Leitor do Não (livros que escapam)</title><content type='html'>Inauguro este blog com uma listinha de livros não lidos, livros abandonados por algum motivo. E agora já não são mais livros, ao menos para mim, são exercícios de negação da leitura. São momentos em que me transformei em leitor do Não. Bem, preciso confessar que a ideia da tal listinha surgiu por inspiração da leitura do Bartleby e companhia, do Enrique Vila-Matas. Livro (que, sim, li por inteiro) em que o escritor barcelonês se baseia no personagem de Herman Melville para compor sua ficção sem cara de ficção. O personagem-modelo, e notório, é o escrivão Bartleby, jovem muito trabalhador que após ser contratado como copista num cartório em Nova York aos poucos vai sucumbindo a uma atitude contemplativa. O mancebo permanece dias sem fazer absolutamente nada. Não sai, não se alimenta e etc. etc. Quando o dono do cartório pede para que faça algo ele diz que prefere não fazer nada. Assim mesmo. Já o Vila-Matas vai criar a partir disso os escritores do Não, os bartlebys, "seres em que habita uma profunda negação do mundo". Escritores, reais (Musil, Walser, Rulfo, Maupassant, Rimbaud, Kafka, Felisberto Hernández, Wilde e muitos outros), que desistiram de escrever de uma hora para outra, ou escreveram pouco, alguns livros "sagrados" da literatura, ou mesmo aqueles que eram para ser grandes escritores e se negaram a sê-lo, ou ainda que interromperam por tempos a escrita etc. etc. etc.: ou seja, esse papo aí de negação da "coisa de escrever". Mas, bem... as histórias do Melville e a do Vila-Matas estão por aí, soltas no mundo, ao menos no mundo da literatura (que esse já quase não faz parte do mundo), disponíveis para quem quiser. Voltando à ideia da lista, eu preferi, em vez de falar da desistência da escrita por algum motivo, óbvio ou não, choroso ou não, corajoso ou não, aborrecido ou não, filosófico ou chão, existencialista ou vão, eu preferi falar de livros que abandonei no meio, no início ou no finalzinho da leitura. Isso mesmo, não nego minhas desistências. Me reservo o direito, mesmo muitas vezes gostando bastante de um livro, de desistir da leitura, pular para outro livro ou simplesmente fechar aquele que estou lendo e ficar olhando para o teto ou para alguma paisagem interessante. Sou um leitor do Não. Deixo aqui — para animar meus amigos leitores a desistirem, a não fazerem nada, a deixarem o mundo como está para ver como é que fica—, o desejo de Wilde que foi o de, a certa altura da vida, simplesmente "não fazer absolutamente nada, que é a coisa mais difícil do mundo, a mais difícil e a mais intelectual". Deixo também, por fim, minha lista, de mais de duas dezenas. Tenha coragem você também — escritor, leitor, intelectual, acadêmico, estudante — tenha coragem e diga: deixei de ler tais e tais livros. Não precisam motivos, que muitas vezes mesmo não os temos. Não se cobram motivos aqui, explicações, críticas, reflexões. O que se cobra é apenas a negação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha lista não será em ordem de não leitura, nem em ordem alfabética dos escritores "largados", vou colocando os que me vierem à mente na hora dessa digitação, sem levar em conta também o ano (alguns já fazem uns bons anos) em que esses livros foram abandonados no começo, no meio ou quase no fim do percurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O Vidiota - Jerzy Kosinski&lt;br /&gt;2- O Antinarciso - Mario Sabino&lt;br /&gt;3- Cinzas do norte - Milton Hatoum&lt;br /&gt;4- Paulo Bentancur - Solidão do diabo&lt;br /&gt;5- (os sobreviventes) - Luiz Ruffato&lt;br /&gt;6- A caverna - José Saramago&lt;br /&gt;7- Os Cus de Judas - Lobo Antunes&lt;br /&gt;8- El amor en los tiempos del cólera - García Márquez&lt;br /&gt;9- Histórias fantásticas - Bioy Casares&lt;br /&gt;10- La escuela del dolor humano de Sechuán - Mario Bellatin&lt;br /&gt;11- Enquanto agonizo - William Faulkner&lt;br /&gt;12- El viaje vertical - (por supuesto) Enrique Vila-Matas&lt;br /&gt;13- As crônicas marcianas - Ray Bradbury&lt;br /&gt;14- Rádio Cidade Perdida - Daniel Alarcón&lt;br /&gt;15- Técnicas de masturbação entre Batman e Robin - Efraim Medina Reyes&lt;br /&gt;16- O leopardo - Lampedusa&lt;br /&gt;17 - Caetes - Graciliano Ramos&lt;br /&gt;18 - A hora da estrela - Clarice Lispector&lt;br /&gt;19- Dia de finados - Cees Noteboom&lt;br /&gt;20- Dom Segundo Sombra - Ricardo Güiraldes&lt;br /&gt;21- Canoas e marolas - João Gilberto Noll&lt;br /&gt;22- Os suicidas - Antonio di Benedetto&lt;br /&gt;23- Assim falou Zaratrusta - Nietzsche&lt;br /&gt;24- As viagens de Gulliver - Swift&lt;br /&gt;25- Os versos satânicos - Salman Rushdie&lt;br /&gt;26- O retrato do artista quando jovem - James Joyce&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7621026307692572810-8878547772985359126?l=paulosandrini.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paulosandrini.blogspot.com/feeds/8878547772985359126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/leitor-do-nao-livros-que-escapam.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8878547772985359126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7621026307692572810/posts/default/8878547772985359126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulosandrini.blogspot.com/2009/05/leitor-do-nao-livros-que-escapam.html' title='Leitor do Não (livros que escapam)'/><author><name>paulo sandrini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02504008728561614498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-Vk_3JldTg1Y/TcQWXSh3q7I/AAAAAAAAAK8/DRgdTBDbfYo/s220/DSCF3084.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
