quarta-feira, 10 de março de 2010

Impressões Pan-americanas




Foto que eu nunca tinha visto. Eu e Ricardo Corona, durante a performance Jolifanto, na abertura do Impressões Pan-americanas, em 2007. Pena que agora nosso debate literário seja para entreter o público num shopping center, com a morte do Curitiba Literária, por exepmplo, e a morte do diálogo internacional do Impressões e por aí afora. Decepções à parte, vale o que fizemos, na tentativa do debate inteligente, e não a venda de ingressos para ver "ídolos literários". Curitiba realmente possui uma grande inteligência de shopping center. Que um dia a coisa mude e a gente pense em qualidade mais do que em idolatria e entretenimento. Ou seja, não pensemos mais literatura como produto meramente comercial e com um canône medíocre à disposição, imposto por duas ou três cabeças numa cidade sem alma. Fiquem aí ainda com a foto de Ram Devineni, editor da Rattapallax de Nova Iorque, num dos encontros mais marcantes do Impressões. Que o debate volte. E a alma não seja embotada por convenções ditadas de fora para dentro.

Sofrer  degolas  diárias  nos  faz  criar  cada  vez  mais  artérias. Nunca  tem  fim. A  vida  é  vermelha. A  crueldade é  branca. O  azul...